O apagão do último dia 10/11 teve uma grande peculiaridade que marcou a entrada das redes sociais no grupo de mídias de massa, ao mesmo tempo em que mostrou o quanto às mídias tradicionais precisam se adaptar para viver nesse mundo pós apagão.
Primeiro round. Pouco depois das 22h, quando as primeiras luzes começaram a apagar, no twitter usuários de vários Estados começaram a relatar a falta de energia. Em pouco mais de três minutos já era possível conhecer a extensão e gravidade do problema, pela ferramenta. A rádio CBN ainda mantinha a transmissão do jogo do Vasco e os repórteres e comentaristas não sabiam a extensão do problema.
Segundo round. Com mais de 30 minutos de atraso a Tupi FM fala pela primeira vez sobre o blackout, a CBN demorou ainda alguns minutos para confirmar a notícia. Em ambos os casos as fontes e informações estavam saindo diretamente do twitter.
As rádios conseguiram se estruturar depois de uma hora. Nesse momento começa a inversão de papeis as rádios passam a pautar os comentários no twitter.
Terceiro round. Ambas as mídias sem perceber começam a disputar a atenção e energia dos aparelhos móveis do público. O twitter passa a ter um conteúdo mais local, com usuários relatando como está a situação em seus bairros, pontos perigosos e uma grande quantidade de futilidades. A rádio consegue estruturar equipes e suas redes de outros Estados e passa a da informação mais qualificada.
Conclusão. Com o apagão pudemos observar que a tecnologia móvel é como a televisão no início: nem todos tinham, mas sempre era possível assistir pela janela do vizinho e nessa grande disputa alguns pontos ficaram evidentes:
- O twitter apesar de ter sido o primeiro a noticiar a extensão do apagão ainda é um meio elitista;
- Os veículos tradicionais perderam agilidade e durante o apagão em muitos momentos cometeram erros gravíssimos;
- O twitter mostrou que é uma ferramenta, apesar do seu alto grau de informalidade, um meio que muitos utilizam para se manter informado;
- As mídias tradicionais demonstraram que a facilidade das novas tecnologias a deixaram lenta e sem saber inovar.
Com esse acontecimento vimos as mídias sociais dar mais uma passo para se solidificar como um meio de comunicação ágil e rápido, enquanto o rádio conseguiu ressurgir do seu ostracismo. A TV e o jornal imprensso e até mesmo os grande portais de notícias, ainda atrelados a velhos formatos demonstraram que chegou a hora de começarem a fazer a tão falada convergência de mídias, para conseguir sobreviver nesse mundo onde quem não sabe brincar deve ficar em casa esperando a luz voltar.
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Jornalista Formado - Melhor para a Sociedade
Este é o selo da campanha. Pode clicar, copiar e usar em defesa da formação acadêmica para o exercício do jornalismo.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Profissão: Jornalista Diplomado
Os Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) julgaram na última quarta-feira (18.06) que era ilegal a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista.
A decisão fundamentada na Constituição de 1988, no artigo 5, que trata da liberdade de expressão e que se confrontava com um decreto-lei de 1969, época em que o País era governado pela ditadura militar. A decisão do STF tenta corrigir um erro aparente, mas cria outro: Quem será o novo jornalista que vai atuar dentro das redações? Como vão ficar a qualidade dos cursos? Qual vai ser a preparação deste novo profissional? Como fica a pesquisa científica na área de Comunicação Social?
Todos esses questionamentos me fizeram lembrar o meu primeiro dia de aula na faculdade de Comunicação. Era aula de Língua Portuguesa I, a professora Madalena com o objetivo de integrar a turma fez a clássica pergunta: o que procurávamos no curso? Eu do auto de minha arrogância respondi que somente o diploma, pois iria ser o editor-chefe da Folha de São Paulo e o canudo era um pré-requisito.
Quatro anos depois me formava como Comunicador Social, habilitado em Jornalismo. Nunca cheguei sequer a fazer um freela para a Folha, mas adquiri conhecimento que nunca teria em outra graduação. Durante os quatro anos de curso foi me apresentado um mundo de teorias filosóficas, sociológicas e comunicacionais, que me mostraram como a notícia é construída, como e porque a mensagem é disseminada, como ela influência toda uma sociedade.
Lógico, que tudo isso embasado com aulas práticas, pesquisas e estágio. Hoje, depois de enfrentar uma faculdade e com a experiência de quem atuou em Redação e Assessoria de Imprensa olho para trás e em nenhum momento vejo que foi um tempo perdido, muito pelo contrário, aqueles quatro anos foram a base para ser o profissional que me tornei.
Entendo que muitos ainda possam acreditar que um jornalista possa ser moldado com o tempo, dentro de uma redação e sem nenhum embasamento teórico. Mas também vejo o outro lado, a pesquisa científica, o saber adquirido, conhecimento técnico que somente uma faculdade vai poder oferecer e o profissional ter condições de transmutar na prática do dia-a-dia. Isso anos de experiência nunca irá poder oferecer.
Hoje, longe das redações, atuando na área de internet, mas ainda um jornalista. Sinto um vazio, vejo muitos dos meus colegas comemorando que dentro de alguns anos seremos poucos e ganharemos mais. Eu vislumbro que dentro de alguns anos teremos redações repletas de pessoas que nem sabem escrever um lide. Falar em newsmaking ou gatekeeper será palavrão, os salários serão irrisórios e a qualidade já não vai ser preocupação.
Com a nova legislação não é possível afirmar nada. Como será feita a mudança, como as empresas jornalísticas vão se comportar, como o mercado vai absorver esses profissionais sem diplomas. Enfim, dentro de tantas suposições a única certeza que ainda me resta é o orgulho de ter passado por uma faculdade e hoje poder conciliar toda a bagagem teórico com o conhecimento prático.
A decisão fundamentada na Constituição de 1988, no artigo 5, que trata da liberdade de expressão e que se confrontava com um decreto-lei de 1969, época em que o País era governado pela ditadura militar. A decisão do STF tenta corrigir um erro aparente, mas cria outro: Quem será o novo jornalista que vai atuar dentro das redações? Como vão ficar a qualidade dos cursos? Qual vai ser a preparação deste novo profissional? Como fica a pesquisa científica na área de Comunicação Social?
Todos esses questionamentos me fizeram lembrar o meu primeiro dia de aula na faculdade de Comunicação. Era aula de Língua Portuguesa I, a professora Madalena com o objetivo de integrar a turma fez a clássica pergunta: o que procurávamos no curso? Eu do auto de minha arrogância respondi que somente o diploma, pois iria ser o editor-chefe da Folha de São Paulo e o canudo era um pré-requisito.
Quatro anos depois me formava como Comunicador Social, habilitado em Jornalismo. Nunca cheguei sequer a fazer um freela para a Folha, mas adquiri conhecimento que nunca teria em outra graduação. Durante os quatro anos de curso foi me apresentado um mundo de teorias filosóficas, sociológicas e comunicacionais, que me mostraram como a notícia é construída, como e porque a mensagem é disseminada, como ela influência toda uma sociedade.
Lógico, que tudo isso embasado com aulas práticas, pesquisas e estágio. Hoje, depois de enfrentar uma faculdade e com a experiência de quem atuou em Redação e Assessoria de Imprensa olho para trás e em nenhum momento vejo que foi um tempo perdido, muito pelo contrário, aqueles quatro anos foram a base para ser o profissional que me tornei.
Entendo que muitos ainda possam acreditar que um jornalista possa ser moldado com o tempo, dentro de uma redação e sem nenhum embasamento teórico. Mas também vejo o outro lado, a pesquisa científica, o saber adquirido, conhecimento técnico que somente uma faculdade vai poder oferecer e o profissional ter condições de transmutar na prática do dia-a-dia. Isso anos de experiência nunca irá poder oferecer.
Hoje, longe das redações, atuando na área de internet, mas ainda um jornalista. Sinto um vazio, vejo muitos dos meus colegas comemorando que dentro de alguns anos seremos poucos e ganharemos mais. Eu vislumbro que dentro de alguns anos teremos redações repletas de pessoas que nem sabem escrever um lide. Falar em newsmaking ou gatekeeper será palavrão, os salários serão irrisórios e a qualidade já não vai ser preocupação.
Com a nova legislação não é possível afirmar nada. Como será feita a mudança, como as empresas jornalísticas vão se comportar, como o mercado vai absorver esses profissionais sem diplomas. Enfim, dentro de tantas suposições a única certeza que ainda me resta é o orgulho de ter passado por uma faculdade e hoje poder conciliar toda a bagagem teórico com o conhecimento prático.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
As principais modificações com o fim da Lei de Imprensa
A Lei de Imprensa derrubada na quinta-feira (30/04) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) foi editada em 1967, durante o regime militar. Ela previa prisões e multas pesadas contra jornalistas e veículos de comunicação.
Com o fim da lei 5.250/67, julgamentos de ações contra jornalistas passam agora a ser feitos com base na Constituição e nos códigos Civil e Penal, que preveem penas mais brandas para os crimes de injúria, calúnia e difamação, que eram punidos por até três anos de prisão.
Pelo Código Penal, por exemplo, as penas não passam de dois anos. Na antiga lei, se os três crimes fossem cometidos contra o presidente da República ou outras autoridades, as penas ainda eram aumentadas em um terço.
Jornalistas e veículos de comunicação também poderiam ser processados se publicassem algo que ofendesse “a moral pública e os bons costumes.” A pena era de três meses a um ano e a multa poderia ser de até 20 salários mínimos da região onde houve a publicação.
A revogação da lei também altera a indenização prevista para crimes de danos à imagem e à honra. O artigo 51 previa valores entre dois e 20 salários mínimos (R$ 930 a R$ 9.300) para a indenização, enquanto o Código Civil e a Constituição Federal não estabelecem limites.
Outra mudança diz respeito ao direito de resposta. A Lei de Imprensa dizia que toda pessoa, órgão ou entidade pública que fosse ofendida em publicação ou a “cujo respeito os meios de informação veicularem fato inverídico ou errôneo” têm direito a resposta ou retificação.
Além disso, o direito de resposta seguia regras: no caso de jornal ou periódico, o direito de resposta deveria ter dimensão igual ao do texto publicado anteriormente e no mínimo 100 linhas. No caso das TVs, o direito de resposta deveria durar um minuto, mesmo que a reportagem que tivesse dado origem ao pedido tivesse menos tempo.
Com a revogação da lei, os juízes terão de julgar caso a caso as ações de direito de resposta, baseados no artigo 5º da Constituição, que assegura “o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem.”
Fonte: G1
Com o fim da lei 5.250/67, julgamentos de ações contra jornalistas passam agora a ser feitos com base na Constituição e nos códigos Civil e Penal, que preveem penas mais brandas para os crimes de injúria, calúnia e difamação, que eram punidos por até três anos de prisão.
Pelo Código Penal, por exemplo, as penas não passam de dois anos. Na antiga lei, se os três crimes fossem cometidos contra o presidente da República ou outras autoridades, as penas ainda eram aumentadas em um terço.
Jornalistas e veículos de comunicação também poderiam ser processados se publicassem algo que ofendesse “a moral pública e os bons costumes.” A pena era de três meses a um ano e a multa poderia ser de até 20 salários mínimos da região onde houve a publicação.
A revogação da lei também altera a indenização prevista para crimes de danos à imagem e à honra. O artigo 51 previa valores entre dois e 20 salários mínimos (R$ 930 a R$ 9.300) para a indenização, enquanto o Código Civil e a Constituição Federal não estabelecem limites.
Outra mudança diz respeito ao direito de resposta. A Lei de Imprensa dizia que toda pessoa, órgão ou entidade pública que fosse ofendida em publicação ou a “cujo respeito os meios de informação veicularem fato inverídico ou errôneo” têm direito a resposta ou retificação.
Além disso, o direito de resposta seguia regras: no caso de jornal ou periódico, o direito de resposta deveria ter dimensão igual ao do texto publicado anteriormente e no mínimo 100 linhas. No caso das TVs, o direito de resposta deveria durar um minuto, mesmo que a reportagem que tivesse dado origem ao pedido tivesse menos tempo.
Com a revogação da lei, os juízes terão de julgar caso a caso as ações de direito de resposta, baseados no artigo 5º da Constituição, que assegura “o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem.”
Fonte: G1
quarta-feira, 18 de março de 2009
Jornalismo Verdade (?)
O jornalismo é pautado por um Código de Ética e o Manual de Estilo. O primeiro é inerente a profissão e em qualquer redação. O Manual de Estilo é definido por cada veículo, mas tem como item principal o bom gosto, e mesmo para os veículos voltados para o público popular o bom senso deve prevalecer em detrimento do shownalismo.Infelizmente, a crise tem afetado muitos veículos e conciliado com administrações precárias, profissionais despreparados e mau-remunerados vemos exemplos diários de falta de apuração, mau gosto e sensacionalismo grotesco.
O exemplo mais recente é o "Meio Hora", que não esta imune a nenhum dos problemas descritos acima e buscou o meio mais fácil para tentar se manter no mercado: aboliu todos os códigos e parâmetros do bom jornalismo e presenteia diariamente os leitores com capas como da edição de hoje.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Ameaças a liberdade de imprensa aumentam no segundo semestre de 2008
Em seu relatório semestral sobre a liberdade de imprensa mundial, a World Association of Newspapers (WAN) revelou que os ataques e ameaças contra a liberdade de imprensa aumentaram em todo o mundo.
A organização, sediada em Paris, apresentou uma lista maior de abusos contra a liberdade de imprensa e expressão. O informe registrou 39 mortes de jornalistas e outros profissionais de mídia desde junho, totalizando 68 mortes no ano.
O relatório mencionou que jornalistas no Oriente Médio e norte da África são especialmente ameaçados por "regimes autocratas que não hesitam em tomar medidas repressoras contra a imprensa independente."
Também acrescentou que o México se destaca como um dos lugares mais mortais para jornalistas, por causa da incidência do tráfico de drogas na região.
Para mais detalhes sobre ataques contra a imprensa mundial, leia o relatório da WAN, ou escreva para Larry Kilman, diretor de comunicação, lkilman@wan.asso.fr.
Este post não foi escrito por mim, recebi por email e estou apenas republicando. Se alguém souber o autor original favor me avisar para dar os devidos créditos.
A organização, sediada em Paris, apresentou uma lista maior de abusos contra a liberdade de imprensa e expressão. O informe registrou 39 mortes de jornalistas e outros profissionais de mídia desde junho, totalizando 68 mortes no ano.
O relatório mencionou que jornalistas no Oriente Médio e norte da África são especialmente ameaçados por "regimes autocratas que não hesitam em tomar medidas repressoras contra a imprensa independente."
Também acrescentou que o México se destaca como um dos lugares mais mortais para jornalistas, por causa da incidência do tráfico de drogas na região.
Para mais detalhes sobre ataques contra a imprensa mundial, leia o relatório da WAN, ou escreva para Larry Kilman, diretor de comunicação, lkilman@wan.asso.fr.
Este post não foi escrito por mim, recebi por email e estou apenas republicando. Se alguém souber o autor original favor me avisar para dar os devidos créditos.
sábado, 3 de janeiro de 2009
O ano da baleia
Catástrofes naturais, economia instável, bolsas caindo, bancos quebrando, uma mulher e um negro disputando a presidência da maior potencia do mundo, que no final mostro-se tão frágil como qualquer tigre asiático e finalmente a eleição do primeiro presidente negro, em um país que fala de democracia, mas ainda não conseguiu abolir o racismo e mantém um sistema de leis que viola qualquer convenção e tratado referente aos direitos humanos.Sem contar da primeira-dama que não se envergonhou das suas fotos nuas, muito menos as celebridades tiveram vergonha de entrar e sair de clínicas de reabilitação.
Estes foram apenas alguns dos fatos que marcaram o ano de 2008, que terminou com tantos acontecimentos e mudanças cujos reflexos vão ser sentidos durante vários anos.
Mas, mesmo com uma espiral ou caleidoscópio de eventos, um único ponto em comum vai servir como parâmetro de comparação: a ascensão e consolidação da internet como veículo de massa. Onde o conceito de aldeia global e cutura de massas se mostrou mais atual do que muitos apocalípticos poderiam imaginar.
Dentro deste vasto mundo cibernético, apenas uma ferramenta conseguiu se destacar no meio deste turbilhão: o Twitter, um serviço de microblogging que criou um novo parâmetro para a comunicação mundial.
Por meio da ferramenta internautas de todo o mundo tomaram conhecimento em primeira mão dos Atentado em Bombaim, Terremoto em São Paulo, opiniões e posicionamento durante as eleições municipais em todo o Brasil, movimentação da bolsa, crise americana, novos produtos e serviços foram divulgados, O Twitter teve tanta importância na sociedade em 2008, que o governo pediu para a população parar de usar o twitter e divulgar a situação na Índia, a eleição de Barack Obama.
Mas tirando todo o aspecto sério também aconteceram muitas formas de diversão e interação: paródias com o padre que sumiu ao tentar voar com balões, falsos boatos de Steve Jobs no hospital, O Dia Internacional de Hablar Portunhol e o mais inusitado a mulher que estava no ginecologista durante o terremoto no sul da California.
Também não podemos esquecer as lendas urbanas, ou melhor, internéticas como o rapaz que foi preso por engano que twittou informando a situação. Os amigos perceberam que ele falava a verdade e foram socorrer o pobre coitado que acabou resolvendo o mal entendido. Embora, fato similar tenha ocorrido realmente com um estudante americano preso no Egito, muitas versões são encontradas na internet.
Com tanta informação correndo na velocidade dos acontecimentos muitas vezes o sistema apresentou sobrecarga e foi comum ficar fora do ar e na mesma onda que o a palavra "Twittar" virou verbo, a baleia, símbolo do sistema em momentos de sobrecarga, também virou referência para qualquer coisa que desse defeito.
Em resumo, no ano de 2008, vimos uma nova forma de fazer comunicação, marketing, política e interação surgir. Lógico. O Twitter vai ser aperfeiçoado, estudado, debatido e comentantado, mas por hora a única coisa que resta a saber é: "What are you doing?
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Reforma ortográfica
A reforma ortográfica da língua portuguesa entra em vigor na quinta-feira (1/1), com o principal objetivo de unificar e dar maior visibilidade ao idioma português. Atualmente falado por mais de 230 milhões de pessoas no mundo.
As novas regras começam a valer em caráter transitório até 2012, nesse período as duas formas de escrever serão consideradas corretas. Somente em janeiro de 2013 que o novo acordo será adotado como forma padrão de escrita.
Entretanto, ainda, nem todas as normas foram definidas. Como a intenção não é facilitar a vida de ninguém, o novo acordo cria um novo conjunto de regras, mas cheio exceções que deverão ser discutidas entre as Academias de Letras dos países que falam a língua portuguesa (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal).
A expectativa é que a Academia Brasileira de Letras organize o novo "Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa" (Volp) até fevereiro de 2009.
Acordo. O acordo ortográfico foi assinado em 1990, mas regulamentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva dia 29 de setembro deste ano, por meio de um decreto.
Concursos. Os concursos e vestibulares vão admitir as duas grafias por quatro anos, mas a maioria não adotará as novas regras em seus enunciados de imediato. Durante o período de transição, estudantes e concurseiros também não serão avaliados pelo qual dos estilos ortográficos que utilizar.
Órgãos oficiais. Apesar de terem regulamentado o acordo e o início de sua vigência para 1º de janeiro, o Executivo federal e o Congresso não se prepararam para cumprir imediatamente a sua própria decisão. Por esse motivo, os documentos oficiais ainda vão continuar sendo escritos sem padronização do novo acordo, a justificativa apresentado por ambos é a falta de preparação dos servidores.
Apenas o Supremo Tribunal Federal vai cumprir as novas regras desde o início. O órgão, nos últimos três meses treinou técnicos e revisores para que todos os documentos produzidos passem a ser redigidos pela nova norma no primeiro dia de 2009, como está definido em decreto.
Para quem ainda está perdido, vale lembrar que a mudança ortográfica não vai mudar em nada a forma como as palavras são pronunciadas. Abaixo fica um manual publicado pela editora melhoramentos com todo o conteúdo da reforma.
Guia Da Reforma Ortográfica Da Lingua Portuguesa
As novas regras começam a valer em caráter transitório até 2012, nesse período as duas formas de escrever serão consideradas corretas. Somente em janeiro de 2013 que o novo acordo será adotado como forma padrão de escrita.
Entretanto, ainda, nem todas as normas foram definidas. Como a intenção não é facilitar a vida de ninguém, o novo acordo cria um novo conjunto de regras, mas cheio exceções que deverão ser discutidas entre as Academias de Letras dos países que falam a língua portuguesa (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal).
A expectativa é que a Academia Brasileira de Letras organize o novo "Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa" (Volp) até fevereiro de 2009.
Acordo. O acordo ortográfico foi assinado em 1990, mas regulamentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva dia 29 de setembro deste ano, por meio de um decreto.
Concursos. Os concursos e vestibulares vão admitir as duas grafias por quatro anos, mas a maioria não adotará as novas regras em seus enunciados de imediato. Durante o período de transição, estudantes e concurseiros também não serão avaliados pelo qual dos estilos ortográficos que utilizar.
Órgãos oficiais. Apesar de terem regulamentado o acordo e o início de sua vigência para 1º de janeiro, o Executivo federal e o Congresso não se prepararam para cumprir imediatamente a sua própria decisão. Por esse motivo, os documentos oficiais ainda vão continuar sendo escritos sem padronização do novo acordo, a justificativa apresentado por ambos é a falta de preparação dos servidores.
Apenas o Supremo Tribunal Federal vai cumprir as novas regras desde o início. O órgão, nos últimos três meses treinou técnicos e revisores para que todos os documentos produzidos passem a ser redigidos pela nova norma no primeiro dia de 2009, como está definido em decreto.
Para quem ainda está perdido, vale lembrar que a mudança ortográfica não vai mudar em nada a forma como as palavras são pronunciadas. Abaixo fica um manual publicado pela editora melhoramentos com todo o conteúdo da reforma.
Guia Da Reforma Ortográfica Da Lingua Portuguesa
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
O futuro dos jornais
A internet no ano foi um dos veículos de "comunicação de massa", mais conquistou anunciantes e público. O meio só não conseguiu, ainda, desbancar a televisão que continua sendo a principal fonte de notícias. Segundo informou uma pesquisa Pew Research Center for the People & the Press, que ouviu 1489 pessoas.
De acordo com o levantamento 59% de pessoas com idade inferior a 30 anos afirmaram que sua principal fonte de informação é a internet, contra 68% de pessoas que tinham a mesma percepção em setembro de 2007. Comparando os veículos os números mostram que 70% se mantém informados pela televisão, 40% buscam as notícias diretamente na grande rede e somente 35% ainda utilizam os jornais impressos como fonte de informação.
O crescimento do meio digital mostrado na pesquisa, já não causa tamanho espanto ou impacto. Durante os últimos três anos o meio impresso vem perdendo mensalmente, uma grande parte dos seus anunciantes e leitores.
Um dos principais sintomas desta perda é a tão massificada instantaneidade da notícia, que tem deixado para os jornais impressos apenas o papel de repetidores. Desta forma, enquanto os periódicos não encontram uma fórmula para atrair novamente os seus leitores, desde que não seja continuar oferecendo cupons, a tendência que se mostra no horizonte é irreversível.
Entretanto, ainda acredito que não seja prudente falar em uma morte dos jornais impresso. Visualizo uma grande reformulação onde o perfil noticioso vai dar lugar para um jornalismo mais investigativo.
A pesquisa que mostra o declínio dos jornais pode ser conferida no portal do Pew Research Center for the People & the Press, no artigo Internet Overtakes Newspapers As News Source.
De acordo com o levantamento 59% de pessoas com idade inferior a 30 anos afirmaram que sua principal fonte de informação é a internet, contra 68% de pessoas que tinham a mesma percepção em setembro de 2007. Comparando os veículos os números mostram que 70% se mantém informados pela televisão, 40% buscam as notícias diretamente na grande rede e somente 35% ainda utilizam os jornais impressos como fonte de informação.
O crescimento do meio digital mostrado na pesquisa, já não causa tamanho espanto ou impacto. Durante os últimos três anos o meio impresso vem perdendo mensalmente, uma grande parte dos seus anunciantes e leitores.
Um dos principais sintomas desta perda é a tão massificada instantaneidade da notícia, que tem deixado para os jornais impressos apenas o papel de repetidores. Desta forma, enquanto os periódicos não encontram uma fórmula para atrair novamente os seus leitores, desde que não seja continuar oferecendo cupons, a tendência que se mostra no horizonte é irreversível.
Entretanto, ainda acredito que não seja prudente falar em uma morte dos jornais impresso. Visualizo uma grande reformulação onde o perfil noticioso vai dar lugar para um jornalismo mais investigativo.
A pesquisa que mostra o declínio dos jornais pode ser conferida no portal do Pew Research Center for the People & the Press, no artigo Internet Overtakes Newspapers As News Source.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
O preço da violência
Há exatamente um mês criei o blog Chefatura de Polícia, somente com notícias policiais. Para minha surpresa, nem tão grande assim, foi o sucesso que ele vem fazendo.
O Chefatura de Polícia tem média de mil acessos diários, a grande maioria vindo de mecanismos de pesquisas, seguidas por rede sociais. As notícias mais pesquisas e/ou replicadas são referentes a: estupro, abuso sexual, violência doméstica, pedofilia.
Pode parecer normal em uma época em que a mídia se esforça tanto para mostrar o pior da sociedade. Ao mesmo tempo, levanta a questão de se estamos tão cansados de ver e ter violência, por que ainda entramos em um site de busca para procurar exatamente por violência?
Respostas precisas não tenho, mas um dos pontos que me chamaram a atenção é que nenhuma das matérias publicadas são inéditas, ao contrário, todas são cópias, reescritas, mas cópias de notícias publicadas no Terra, G1, Folha, entre tantos outros sites, o que pelo menos da para descartar que é a falta de conteúdo dos grandes portais.
Então como explicar o "sucesso" de um blog que trás somente notícias requentadas e amplamentes divulgadas? Acredito que é o lado oculto, aquele macabro que todos nós temos lá dentro escondigo em algum cantinho, mas temos vergonha de confessar.
Para respaldar o meu ponto de vista tenho somente como exemplo os números de visitantes x tempo de navegação x interação. Embora o blog consiga manter um grande número de internautas navegando, tanto em notícias recentes como pelo arquivo, com uma média de oito minutos e taxa de rejeição oscilando entre 19% e 26%, a interação nos comentários é baixíssima, fica em menos de um por cento.
Hoje, depois de apenas um mês se tivesse que falar como o internauta percebe a violência diria que quanto mais violento e hediondo for o crime maior será a quantidade de visitas ou retorno. Um caso que poderia citar como emblemático é dos jovens que violentaram é publicaram o vídeo da agressão na internet, em menos de duas horas a notícia teve quase mil acessos.
Isso me remete a exatamente ao título do post. Com essa busca desesperada por violência resolvi observar como seria a monetização do assunto. Outro espanto: o internauta clica indiscriminadamente e em qualquer link que faça menção a segurança, na seção dos links patrocinados.
Quando inseri o AdSense acreditei que seria uma perda de tempo, ou mesmo, que não iria gerar nenhuma receita, principalmente, com menos de um mês. Hoje, novamente outra grande surpresa: uma empresa de blindagem queria colocar um anúncio no blog.
Poderia ter sido proveitoso, tanto para mim quanto para eles, principalmente por ter bons números para apresentar. Entretanto, entra o tema em quantificar o valor da violência. O preço do anúncio não foi atrativo para o espaço que eles desejavam.
Então resolvi esperar mais um tempo. Eu tomei a decisão com base das observações que consegui fazer neste curto espaço de tempo onde pude concluir que os grandes portais têm uma grande ferramenta que pode gerar receitas, mas ainda não sabem utilizar ou por falso moralismo ou simplesmente por não perceberam e acompanharem o número de acessos nas notícias.
Eu dedico apenas uma hora por dia para fazer a atualização, e sinceramente não tenho interesse em me dedicar ao jornalismo policial. Os anúncios ser vierem não vou recusar, entretanto entro no ponto de qual é o real valor para noticiar a violência?
O Chefatura de Polícia tem média de mil acessos diários, a grande maioria vindo de mecanismos de pesquisas, seguidas por rede sociais. As notícias mais pesquisas e/ou replicadas são referentes a: estupro, abuso sexual, violência doméstica, pedofilia.
Pode parecer normal em uma época em que a mídia se esforça tanto para mostrar o pior da sociedade. Ao mesmo tempo, levanta a questão de se estamos tão cansados de ver e ter violência, por que ainda entramos em um site de busca para procurar exatamente por violência?
Respostas precisas não tenho, mas um dos pontos que me chamaram a atenção é que nenhuma das matérias publicadas são inéditas, ao contrário, todas são cópias, reescritas, mas cópias de notícias publicadas no Terra, G1, Folha, entre tantos outros sites, o que pelo menos da para descartar que é a falta de conteúdo dos grandes portais.
Então como explicar o "sucesso" de um blog que trás somente notícias requentadas e amplamentes divulgadas? Acredito que é o lado oculto, aquele macabro que todos nós temos lá dentro escondigo em algum cantinho, mas temos vergonha de confessar.
Para respaldar o meu ponto de vista tenho somente como exemplo os números de visitantes x tempo de navegação x interação. Embora o blog consiga manter um grande número de internautas navegando, tanto em notícias recentes como pelo arquivo, com uma média de oito minutos e taxa de rejeição oscilando entre 19% e 26%, a interação nos comentários é baixíssima, fica em menos de um por cento.
Hoje, depois de apenas um mês se tivesse que falar como o internauta percebe a violência diria que quanto mais violento e hediondo for o crime maior será a quantidade de visitas ou retorno. Um caso que poderia citar como emblemático é dos jovens que violentaram é publicaram o vídeo da agressão na internet, em menos de duas horas a notícia teve quase mil acessos.
Isso me remete a exatamente ao título do post. Com essa busca desesperada por violência resolvi observar como seria a monetização do assunto. Outro espanto: o internauta clica indiscriminadamente e em qualquer link que faça menção a segurança, na seção dos links patrocinados.
Quando inseri o AdSense acreditei que seria uma perda de tempo, ou mesmo, que não iria gerar nenhuma receita, principalmente, com menos de um mês. Hoje, novamente outra grande surpresa: uma empresa de blindagem queria colocar um anúncio no blog.
Poderia ter sido proveitoso, tanto para mim quanto para eles, principalmente por ter bons números para apresentar. Entretanto, entra o tema em quantificar o valor da violência. O preço do anúncio não foi atrativo para o espaço que eles desejavam.
Então resolvi esperar mais um tempo. Eu tomei a decisão com base das observações que consegui fazer neste curto espaço de tempo onde pude concluir que os grandes portais têm uma grande ferramenta que pode gerar receitas, mas ainda não sabem utilizar ou por falso moralismo ou simplesmente por não perceberam e acompanharem o número de acessos nas notícias.
Eu dedico apenas uma hora por dia para fazer a atualização, e sinceramente não tenho interesse em me dedicar ao jornalismo policial. Os anúncios ser vierem não vou recusar, entretanto entro no ponto de qual é o real valor para noticiar a violência?
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Não basta ser jornalista tem que participar...
Colunistas e blogueiros do Globo agora estão no Twitter
RIO - Leitores do Globo estão ganhando uma nova forma de acompanhar suas notícias preferidas. O site está criando páginas oficiais no Twitter, a mais recente febre da internet, que associa mensagens curtas a ferramenta de comunidade. Já estão lá o Blog do Noblat e os sites de Míriam Leitão , Ancelmo Gois e Patrícia Kogut . Também estão no Twitter os blogs do Bonequinho , Repórter de Crime , Page Not Found , Feira Moderna , Telefonia Etc e Papo Série . As páginas estão prontos para você acompanhar em resumo, com links para os posts completos.O Twitter é um serviço gratuito e permite aos cadastrados acompanhar em sua páginas pessoais as últimas notícias de quem escolheram "seguir". Pode ser um amigo, uma instutição ou um blog. Começou sem muito crédito. Um site de internet que se propunha a incentivar seus usuários a responder uma pergunta simples: "O que você está fazendo?" A bossa era fazer isso misturando a objetividade de um SMS e a popularidade das redes sociais. Em dois anos, passou de uma idéia curiosa nascida numa pequena empresa (já extinta) na Califórnia para uma companhia nova e promissora que capitaneia a mais nova onda da web.
O site Twitter tem 3 milhões de usuários únicos - sem contar quem participa via celular e MSN. Está na boca do povo nos Estados Unidos e sua influência nestas eleições americanas está sendo comparada a dos blogs que emergiam há oito anos, quando George W. Bush derrotou Al Gore. O verbo da hora é "twittar" ou "twitar" (sim, há dúvidas sobre o "t" dobrado).
Não demorou para que se percebesse o potencial da ferramenta para a informação em tempo real. Assim, entre posts (lá chamam-se "updates") sobre o que seu amigo comeu no jantar ou a que filme uma outra amiga vai assistir, começam a ganhar espaço notícias e serviços. Grandes marcas de informação dos EUA, como CNN e "The New York Times", dão acesso a seus conteúdos em páginas do Twitter. Empresas aéreas e de outros ramos começam a perceber que este pode ser um canal útil para informar seus consumidores.
Mas nada supera o engajamento das campanhas eleitorais. O Twitter do candidado democrata à Casa Branca, Barack Obama, tem nada menos do que 102 mil seguidores - eram 80 mil há menos de um mês e não há indícios de que esse número pare de subir. Durante a convenção do Partido Republicano, o Twitter tornou-se uma arma poderosa para reunir manifestações de protesto quase instantaneamente, deixando tonto o esquema de segurança. Ao todo, a conveção motivou 17 mil mensagens, escritas de dentro e de fora do evento, vindas de mais de 1.300 diferentes fontes.
Desta vez, chegou a vez de o leitor do Globo usar o Twitter para se informar. Mas não só para isso. Também poderá usá-lo para informar os outros. Foi assim durante o Festival do Rio, com o Cine Twitter, uma experiência de cobertura coletiva inédita no site. E será assim agora no TIM Festival, com o Fest Twitter. Se você é apaixonado por música, quer dicas e trocar opiniões sobre festival, é só incluir #timfest nos seus updates, que eles passarão a integrar a cobertura especial. E que tal cobrir os shows ao vivo? Basta usar seu celular e narrar a emoção de cada música. Além disso, a cobertura especial no blog Fest.Música tem canal no Twitter.
Enfim, informação de qualidade se veicula, espalha, publica... E, agora, também se twitta.
- http://twitter.com/ancelmocom
- http://twitter.com/patriciakogut
- http://twitter.com/MiriamLeitaoCom/
- http://twitter.com/blogdonoblat
- http://twitter.com/TelefoniaEtc
- http://twitter.com/FeiraModerna
- http://twitter.com/Bonequinho
- http://twitter.com/BlogPageNFound
- http://twitter.com/PapoSerie
- http://oglobo.globo.com/blogs/festivais/twitter.asp
Copiado do site do jornal O Globo Online
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Quem forma a opinião dos "formadores de opinião"?
A terceira edição da pesquisa "Barômetro de Imprensa" me causou arrepios. Pensar que jornalistas usem blogs como fonte de informação é pensar para onde caminha o relacionamento entre repórter e suas fontes.
Saber que jornalistas depositam credibilidade em Arnaldo Jabour, me faz pensar seriamente em rasgar o meu diploma e esquecer os anos da minha vida como jornalista.
Enfim, cada dia mais vejo que jornalismo é igual família, sempre existem os esqueletos dentro do armário, a única diferença e que nós temos um sórdido prazer em mostrar os nossos.
Abaixo um trecho do artigo publicado no portal do Observátorio da Imprensa.
"A terceira edição da pesquisa Barômetro de Imprensa, divulgada na quinta-feira (9/10), traz alguns dados interessantes sobre os jornalistas brasileiros. Quinhentos e sessenta e três profissionais de mídia (320 de meios impressos, 111 de veículos online, 77 de TV e 55 de rádio) responderam ao questionário enviado por e-mail, em setembro, aos 39.772 listados no mailing da Maxpress. A pesquisa é realizada bimestralmente pela FSB Comunicações e seu relatório completo está disponível aqui [arquivo PDF, 1,5 MB, arquivo em zip].
Vale a pena listar alguns dos resultados:
1. A internet ultrapassou o jornal impresso como principal fonte de informação no trabalho dos jornalistas. Para 57% dos entrevistados, sites e blogs da internet constituem as principais fontes de informação usadas cotidianamente no trabalho jornalístico.
2. Apesar da internet, os jornais são lidos diariamente pela maioria dos jornalistas de todas as mídias pesquisadas, em índices superiores a 80%.
3. A Folha de S.Paulo é o jornal mais lido pelos profissionais de mídia em São Paulo: ele foi indicado por 73,1% dos entrevistados, contra 62,7% de O Estado de S. Paulo (cada jornalista podia fazer até duas indicações).
4. No Rio de Janeiro o preferido é O Globo (69%) e Folha aparece em segundo lugar, com 32,2% das indicações.
5. Nos resultados apurados com os 208 jornalistas entrevistados nos demais estados (excluindo Rio e São Paulo), o nome na liderança é a Folha de S.Paulo, seguida pelo Estado de S. Paulo e pelo Globo.
Lições da pesquisa
Recomendo que o eventual leitor não deixe de examinar o relatório completo da pesquisa para tirar suas próprias conclusões. Lembro, no entanto, que já faz tempo os estudos no campo da produção das notícias (newsmaking) evidenciam que, na seleção das matérias a serem noticiadas, jornalistas se utilizam de referências ao grupo de colegas e às fontes, preferencialmente às referências ao seu próprio público. Enquanto o público em geral é pouco conhecido pelo jornalista, o seu contexto profissional imediato exerce uma influência decisiva na seleção do que vai ser noticiado.
Dito de outra forma: a origem principal das expectativas, das orientações e dos valores profissionais dos jornalistas não é o público para o qual escrevem, mas, sobretudo, o grupo de referência constituído por colegas e fontes.
Combinando essas indicações teóricas com os resultados da mais nova pesquisa Barômetro de Imprensa é possível compreender melhor quem de fato forma a opinião dos "formadores de opinião" na grande mídia brasileira."
O artigo completo escrito Venício A. de Lima, pode ser conferido no portal do Observatório.
Saber que jornalistas depositam credibilidade em Arnaldo Jabour, me faz pensar seriamente em rasgar o meu diploma e esquecer os anos da minha vida como jornalista.
Enfim, cada dia mais vejo que jornalismo é igual família, sempre existem os esqueletos dentro do armário, a única diferença e que nós temos um sórdido prazer em mostrar os nossos.
Abaixo um trecho do artigo publicado no portal do Observátorio da Imprensa.
"A terceira edição da pesquisa Barômetro de Imprensa, divulgada na quinta-feira (9/10), traz alguns dados interessantes sobre os jornalistas brasileiros. Quinhentos e sessenta e três profissionais de mídia (320 de meios impressos, 111 de veículos online, 77 de TV e 55 de rádio) responderam ao questionário enviado por e-mail, em setembro, aos 39.772 listados no mailing da Maxpress. A pesquisa é realizada bimestralmente pela FSB Comunicações e seu relatório completo está disponível aqui [arquivo PDF, 1,5 MB, arquivo em zip].
Vale a pena listar alguns dos resultados:
1. A internet ultrapassou o jornal impresso como principal fonte de informação no trabalho dos jornalistas. Para 57% dos entrevistados, sites e blogs da internet constituem as principais fontes de informação usadas cotidianamente no trabalho jornalístico.
2. Apesar da internet, os jornais são lidos diariamente pela maioria dos jornalistas de todas as mídias pesquisadas, em índices superiores a 80%.
3. A Folha de S.Paulo é o jornal mais lido pelos profissionais de mídia em São Paulo: ele foi indicado por 73,1% dos entrevistados, contra 62,7% de O Estado de S. Paulo (cada jornalista podia fazer até duas indicações).
4. No Rio de Janeiro o preferido é O Globo (69%) e Folha aparece em segundo lugar, com 32,2% das indicações.
5. Nos resultados apurados com os 208 jornalistas entrevistados nos demais estados (excluindo Rio e São Paulo), o nome na liderança é a Folha de S.Paulo, seguida pelo Estado de S. Paulo e pelo Globo.
Lições da pesquisa
Recomendo que o eventual leitor não deixe de examinar o relatório completo da pesquisa para tirar suas próprias conclusões. Lembro, no entanto, que já faz tempo os estudos no campo da produção das notícias (newsmaking) evidenciam que, na seleção das matérias a serem noticiadas, jornalistas se utilizam de referências ao grupo de colegas e às fontes, preferencialmente às referências ao seu próprio público. Enquanto o público em geral é pouco conhecido pelo jornalista, o seu contexto profissional imediato exerce uma influência decisiva na seleção do que vai ser noticiado.
Dito de outra forma: a origem principal das expectativas, das orientações e dos valores profissionais dos jornalistas não é o público para o qual escrevem, mas, sobretudo, o grupo de referência constituído por colegas e fontes.
Combinando essas indicações teóricas com os resultados da mais nova pesquisa Barômetro de Imprensa é possível compreender melhor quem de fato forma a opinião dos "formadores de opinião" na grande mídia brasileira."
O artigo completo escrito Venício A. de Lima, pode ser conferido no portal do Observatório.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Dança das cadeiras
A Rede Record contratou os jornalistas Luiz Carlos Azenha e Carlos Dornelles, para reforçar o time de jornalismo da emissora.
Azenha e Dornelles entram para a emissora como repórteres especiais no Brasil. Entre outras ex-estrelas do jornalismo da Globo que já fazem parte do casting da Record estão: Marcos Hummel, Celso Freitas, Rodrigo Vianna, Paulo Henrique Amorim, Fabiana Scaranzi, Mauro Tagliaferri, Lucio Sturm e Silvestre Serrano.
Enquanto isso, a Globo contínua pregando um formato de jornalismo que comprovadamente já está ultrapassado.
Azenha e Dornelles entram para a emissora como repórteres especiais no Brasil. Entre outras ex-estrelas do jornalismo da Globo que já fazem parte do casting da Record estão: Marcos Hummel, Celso Freitas, Rodrigo Vianna, Paulo Henrique Amorim, Fabiana Scaranzi, Mauro Tagliaferri, Lucio Sturm e Silvestre Serrano.
Enquanto isso, a Globo contínua pregando um formato de jornalismo que comprovadamente já está ultrapassado.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Novas rotinas no fechamento de jornais
A rede de jornais xpress, que inclui o Daily Express e Sunday Express, na Grã Bretanha está com uma nova rotina de produção e publicação de jornais, onde os repórteres alimentam diretamente as páginas. A informação foi anunciada em um memorando interno e com o implementação desta nova forma de fazer jornal a função de Editor pode estar com os dias contados.
A nova rotina de produção vai colocar na rua cerca de 80 Editores. Os repórteres vão ganhar mais poder escrevendo as matérias diretamente nas páginas. A revisão final vai ficar por conta de uma equipe de 26 copidesques e advogados, divididos em dois grupos (Notícias e Esportes), assumindo a edição final ou fechamento da editoria.
A programação visual das páginas continuará a ser definida por designers/diagramadores, através do sistema de publicação em funcionamento nos jornais. O memorando, ainda, explica que as mudanças são necessárias pois "as perdas de receitas significam cortes inevitáveis para assegurar nossa sobrevivência a longo prazo".
A empresa está em negociação com a central sindical de jornalistas na Grã-Bretanha, para evitar protestos com introdução das mudanças. A matéria completa publicada pelo Guardian pode ser conferida no link: Express unveils plan for sub-free future
A nova rotina de produção vai colocar na rua cerca de 80 Editores. Os repórteres vão ganhar mais poder escrevendo as matérias diretamente nas páginas. A revisão final vai ficar por conta de uma equipe de 26 copidesques e advogados, divididos em dois grupos (Notícias e Esportes), assumindo a edição final ou fechamento da editoria.
A programação visual das páginas continuará a ser definida por designers/diagramadores, através do sistema de publicação em funcionamento nos jornais. O memorando, ainda, explica que as mudanças são necessárias pois "as perdas de receitas significam cortes inevitáveis para assegurar nossa sobrevivência a longo prazo".
A empresa está em negociação com a central sindical de jornalistas na Grã-Bretanha, para evitar protestos com introdução das mudanças. A matéria completa publicada pelo Guardian pode ser conferida no link: Express unveils plan for sub-free future
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Analista de que?
Ontem li uma matéria no Globo sobre o surgimento da profissão de "analistas de mídias sociais" e confesso que senti um certo desconforto. Durante toda a matéria a profissão é mostrada como se o cargo e/ou função estivesse restrita aos jovens.
Não desmerecendo aqueles recém-formados, que saíram da faculdade e conseguiram o seu primeiro emprego, mas por imaginar que uma empresa ou agência seria irresponsável para delegar para uma pessoa sem preparo e vivência no mundo real tanta responsabilidade.
Concordo que pode parecer um discurso antiquado, buscar discutir formação, competências e idade, mas também acredito que seja necessário mostrar que este profissional possuí uma formação sólida e que por trás destes "novos profissionais" existe toda uma equipe de suporte.
Como profissional da mídia sei que o espaço muitas vezes é limitado, mas um segundo ponto me chamou a atenção: como eles foram preparados pelas agências? Qual a experiência real que os qualificaram para ser "analistas"?
Sem querer tirar o mérito dos profissionais citados na matéria, pois conheço todos e por eles tenho o maior respeito, mas no final parece tudo muito bonito e fácil. Isso tudo me faz lembrar o que antecedeu a primeira crise da internet, quando tinham muitos jovens com boas idéias mas nenhuma experiência.
Não desmerecendo aqueles recém-formados, que saíram da faculdade e conseguiram o seu primeiro emprego, mas por imaginar que uma empresa ou agência seria irresponsável para delegar para uma pessoa sem preparo e vivência no mundo real tanta responsabilidade.
Concordo que pode parecer um discurso antiquado, buscar discutir formação, competências e idade, mas também acredito que seja necessário mostrar que este profissional possuí uma formação sólida e que por trás destes "novos profissionais" existe toda uma equipe de suporte.
Como profissional da mídia sei que o espaço muitas vezes é limitado, mas um segundo ponto me chamou a atenção: como eles foram preparados pelas agências? Qual a experiência real que os qualificaram para ser "analistas"?
Sem querer tirar o mérito dos profissionais citados na matéria, pois conheço todos e por eles tenho o maior respeito, mas no final parece tudo muito bonito e fácil. Isso tudo me faz lembrar o que antecedeu a primeira crise da internet, quando tinham muitos jovens com boas idéias mas nenhuma experiência.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
O futuro da comunicação pelo Google
Artigo interessante de um executivo do Google sobre o futuro dos jornais. Abaixo reproduzo um trecho.
"Arora também opiniou sobre o futuro dos jornais tradicionais na internet. Para o executivo, o formato de vários canais de informação num só portal poderá mudar bruscamente, por causa principalmente dos conteúdos especializados. E, apesar dos números otimistas que mostram que três bilhões de pessoas estarão online nos próximos cinco anos, trazendo ótimas perspectivas para os produtores de conteúdo, Arora acredita que os jornais terão que repensar seus formatos no mundo digital: num mundo cada vez mais ocupado por especialistas, será cada vez mais difícil para os jornais oferecer um conteúdo pouco especializado e mais geral em segmentos como esporte e artes, por exemplo. O executivo acredita que os grandes jornais poderão ter problemas em serem reconhecidos pelo público como os grandes especialistas "em qualquer assunto" na web.
Por isso mesmo, uma das alternativas para os grandes jornais é desenvolver um novo tipo de relacionamento com seus leitores, mais colaborativos e baseadios em confiança e credibilidade. "Eles precisarão se engajar com seus leitores, mesmo que isto possa significar um reposicionamento de sua habitual relação com o mercado. Eles precisam entender que a nova geração de leitores não quer apenas ouvir o que é certo ou errado - eles querem formar sua própria opinião"."
A íntegra do artigo pode ser encontrada no site do Imasters.
"Arora também opiniou sobre o futuro dos jornais tradicionais na internet. Para o executivo, o formato de vários canais de informação num só portal poderá mudar bruscamente, por causa principalmente dos conteúdos especializados. E, apesar dos números otimistas que mostram que três bilhões de pessoas estarão online nos próximos cinco anos, trazendo ótimas perspectivas para os produtores de conteúdo, Arora acredita que os jornais terão que repensar seus formatos no mundo digital: num mundo cada vez mais ocupado por especialistas, será cada vez mais difícil para os jornais oferecer um conteúdo pouco especializado e mais geral em segmentos como esporte e artes, por exemplo. O executivo acredita que os grandes jornais poderão ter problemas em serem reconhecidos pelo público como os grandes especialistas "em qualquer assunto" na web.
Por isso mesmo, uma das alternativas para os grandes jornais é desenvolver um novo tipo de relacionamento com seus leitores, mais colaborativos e baseadios em confiança e credibilidade. "Eles precisarão se engajar com seus leitores, mesmo que isto possa significar um reposicionamento de sua habitual relação com o mercado. Eles precisam entender que a nova geração de leitores não quer apenas ouvir o que é certo ou errado - eles querem formar sua própria opinião"."
A íntegra do artigo pode ser encontrada no site do Imasters.
sábado, 3 de maio de 2008
DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA
Ainda há muito a fazer
Por Artigo 19 em 3/5/2008
A liberdade de imprensa é essencial para a consolidação das democracias. Os meios de comunicação têm o papel fundamental de disseminar informações, permitindo ao cidadão acompanhar diversos temas e tomar decisões bem fundamentadas nas mais variadas áreas de sua vida.
A liberdade de imprensa decorre do direito humano à liberdade de expressão, garantido a todos os indivíduos pelos principais tratados internacionais de direitos humanos e pela Constituição Federal brasileira. Isso significa que os meios de comunicação podem veicular notícias e manifestar opiniões sem sofrer censura prévia, indução à autocensura ou qualquer tipo de restrição abusiva.
Mas a liberdade de expressão só é plenamente exercida em um ambiente que garanta o livre acesso à informação e a livre circulação de idéias, e onde estejam presentes o pluralismo e a diversidade. Para exercer a liberdade de imprensa de forma legítima, os meios de comunicação devem respeitar os direitos fundamentais de cada cidadão.
No Brasil, ainda que a liberdade de imprensa seja formalmente garantida, ainda existem uma série de desafios para sua concretização.
Em 3 de maio celebra-se o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Qual a situação da liberdade de imprensa no Brasil hoje?
Para responder esta pergunta, a ARTIGO 19 entrevistou representantes das seguintes entidades: Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Associação Nacional de Jornais (ANJ), Observatório da Imprensa, Intervozes, Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc) e Associação Brasileira de Imprensa (ABI). E concluiu que, embora a Constituição Federal brasileira garanta esse direito, ainda existe uma série de desafios para a consolidação plena da liberdade de imprensa no país.
Copiado do site: Livre Acesso.Net
Por Artigo 19 em 3/5/2008
A liberdade de imprensa decorre do direito humano à liberdade de expressão, garantido a todos os indivíduos pelos principais tratados internacionais de direitos humanos e pela Constituição Federal brasileira. Isso significa que os meios de comunicação podem veicular notícias e manifestar opiniões sem sofrer censura prévia, indução à autocensura ou qualquer tipo de restrição abusiva.
Mas a liberdade de expressão só é plenamente exercida em um ambiente que garanta o livre acesso à informação e a livre circulação de idéias, e onde estejam presentes o pluralismo e a diversidade. Para exercer a liberdade de imprensa de forma legítima, os meios de comunicação devem respeitar os direitos fundamentais de cada cidadão.
No Brasil, ainda que a liberdade de imprensa seja formalmente garantida, ainda existem uma série de desafios para sua concretização.
Em 3 de maio celebra-se o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Qual a situação da liberdade de imprensa no Brasil hoje?
Para responder esta pergunta, a ARTIGO 19 entrevistou representantes das seguintes entidades: Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Associação Nacional de Jornais (ANJ), Observatório da Imprensa, Intervozes, Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc) e Associação Brasileira de Imprensa (ABI). E concluiu que, embora a Constituição Federal brasileira garanta esse direito, ainda existe uma série de desafios para a consolidação plena da liberdade de imprensa no país.
Copiado do site: Livre Acesso.Net
terça-feira, 15 de abril de 2008
CHEGA!!!
Ninguém mais agüenta ouvir todos os dias, em todos os programas e em todas as emissoras sobre o Caso Isabella. Já sem notícias ou informações a imprensa se resume a recapitular todos os dias as mesmas informações já publicadas.
Vejo que já é a hora de virar o disco. Assuntos atuais não faltam. Eu particularmente já não tenho interesse em saber nada sobre o assunto e inclusive já tenho pena dos pais da menina, que são obrigados a sofrer esse linchamento midiático.
Vejo que já é a hora de virar o disco. Assuntos atuais não faltam. Eu particularmente já não tenho interesse em saber nada sobre o assunto e inclusive já tenho pena dos pais da menina, que são obrigados a sofrer esse linchamento midiático.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Vende-se mailing
No meio da comunicação o que mais existe são profissionais arrogantes, que não sabem ouvir um conselho ou dica. Quando o assunto foge da sua área fica pior ainda.
A Holofote, empresa de assessoria de imprensa, há um bom tempo vem disponibilizando o seu mailing para quem tiver o mínimo de conhecimento de HTML. Eu me lembro e ainda mantenho cópia de um email que envie para a empresa alertando sobre o fato.
Na mensagem informa que eles estavam expondo dados de jornalistas de diversas partes do país, para oportunistas que iriam ficar enchendo as caixas de mensagens, com informações na maioria das vezes sem utilidade, também avisei que bastava somente colocar um index, um arquivo pequeno que qualquer criança sabe criar. Depois de muitos meses volto e percebo que nada foi feito.
O banco de dados contínua exposto para quem quiser fazer uso. Inclusive já tem empresas, especializadas na venda de mailings, utilizando as informações contidas nessa base de dados para ter mais um produto. Uma conhecida minha comprou o mailing completo por R$ 300.
Essa situação me fez lembrar que tive um problema semelhante com o portal Comunique-se. Depois de perder horas diárias limpando minha caixa de emails, consegui descobrir que o preenchimento do cadastro nada mais era que a autorização para a venda das suas informações para quem quisesse e pudesse pagar.
Enfim, além de ignorância ainda temos que conviver com a picaretagem. Quanto ao título, não estou vendendo nada, ao contrário, espero que os servidores da Holofote passem por uma sobrecarga de downloads e eles possam abrir os olhos para a falta de respeito que estão demonstrando com dados, que deveriam ser melhor guardados.
Quem tiver a fim de conferir a base de dados, ou mesmo, para aqueles que estão precisando fazer um upgrade do mailing segue o link: Base de dados da Holofote
Dica: Como são muitas informações (arquivos de imagem, vídeo, texto e planilhas) a página demora um pouco para carregar. Então é necessário ter um pouco de paciência
A Holofote, empresa de assessoria de imprensa, há um bom tempo vem disponibilizando o seu mailing para quem tiver o mínimo de conhecimento de HTML. Eu me lembro e ainda mantenho cópia de um email que envie para a empresa alertando sobre o fato.
Na mensagem informa que eles estavam expondo dados de jornalistas de diversas partes do país, para oportunistas que iriam ficar enchendo as caixas de mensagens, com informações na maioria das vezes sem utilidade, também avisei que bastava somente colocar um index, um arquivo pequeno que qualquer criança sabe criar. Depois de muitos meses volto e percebo que nada foi feito.
O banco de dados contínua exposto para quem quiser fazer uso. Inclusive já tem empresas, especializadas na venda de mailings, utilizando as informações contidas nessa base de dados para ter mais um produto. Uma conhecida minha comprou o mailing completo por R$ 300.
Essa situação me fez lembrar que tive um problema semelhante com o portal Comunique-se. Depois de perder horas diárias limpando minha caixa de emails, consegui descobrir que o preenchimento do cadastro nada mais era que a autorização para a venda das suas informações para quem quisesse e pudesse pagar.
Enfim, além de ignorância ainda temos que conviver com a picaretagem. Quanto ao título, não estou vendendo nada, ao contrário, espero que os servidores da Holofote passem por uma sobrecarga de downloads e eles possam abrir os olhos para a falta de respeito que estão demonstrando com dados, que deveriam ser melhor guardados.
Quem tiver a fim de conferir a base de dados, ou mesmo, para aqueles que estão precisando fazer um upgrade do mailing segue o link: Base de dados da Holofote
Dica: Como são muitas informações (arquivos de imagem, vídeo, texto e planilhas) a página demora um pouco para carregar. Então é necessário ter um pouco de paciência
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Revista Junior
Seguindo uma indicação do meu jornaleiro comprei o segundo número da revista Junior. Depois de algumas poucas horas terminei de ler e fiquei com aquela sensação de vazio.
A revista em si tem uma boa diagramação, está bem estruturada, um ótimo trabalho visual, mas para por ai. As "matérias", ou melhor, os perfis, pois a publicação é totalmente estrutura nos personagens deixam aquela sensação de será somente isso?.
Sem polêmicas, sem questionamentos, sem lançar pontos de discussão, a Junior é apenas um amontoado de perfis dos mais diversos tipos, o único detalhe em comum são todos serem bem sucedidos. A pobre coitada da "bicha pão com ovo", que até mesmo mereceu um conto, não é vista como uma possível consumidora da revista.
Até agora ainda não consegui entender qual era a intenção dos editores, se foi criar uma publicação estilo Capricho, mas voltada para o publico jovem homossexual eles passaram longe, afinal, esse público não é tão vazio e superficial como a revista mostra.
Se foi somente ter um espaço "Caras", ainda tem um longo caminho a seguir. No final, em uma analise totalmente superficial, igual ao conteúdo oferecido pela revista, o que se percebe é a crise de identidade dos seus editores, tentando mostrar que os gays podem ser bem-sucedidos e felizes. Embora, para isso não precisava criar uma revista bimestral.
Tudo bem reclamar é fácil, ir fazer é o difícil, a revista tem muitos anunciantes de peso, mas falta aquele tom de seriedade, que já foi alcançado pela Vip, Capricho e Playboy. Com matérias que agreguem valor ou informem sobre algo relevante.
Eu como jornalista ainda sigo aquela máxima, que por mais que esteja escrevendo uma matéria fria o importante é prestar algum tipo de serviço. A Junior vem exatamente contra esse principio. Tem muito gliter, muita felicidade, muito glamour, mas não tem aquela matéria, mesmo que fosse apenas uma e com um linguajar mais próximo do público jovem, que fosse tema de discussão em uma roda de amigos.
Será que ainda passa pela cabeça dos editores que os gays atuais têm como preocupação somente moda, noite, viagens e outras tantas futilidades? Enfim, depois de terminar minha leitura, além do vazio, fiquei com aquela sensação que joguei R$ 12 fora. O único consolo é a palavra do editor que afirma: “Este é apenas o começo. A revista está tomando forma e ainda há muito que amadurecer.”
A revista em si tem uma boa diagramação, está bem estruturada, um ótimo trabalho visual, mas para por ai. As "matérias", ou melhor, os perfis, pois a publicação é totalmente estrutura nos personagens deixam aquela sensação de será somente isso?.
Sem polêmicas, sem questionamentos, sem lançar pontos de discussão, a Junior é apenas um amontoado de perfis dos mais diversos tipos, o único detalhe em comum são todos serem bem sucedidos. A pobre coitada da "bicha pão com ovo", que até mesmo mereceu um conto, não é vista como uma possível consumidora da revista.
Até agora ainda não consegui entender qual era a intenção dos editores, se foi criar uma publicação estilo Capricho, mas voltada para o publico jovem homossexual eles passaram longe, afinal, esse público não é tão vazio e superficial como a revista mostra.
Se foi somente ter um espaço "Caras", ainda tem um longo caminho a seguir. No final, em uma analise totalmente superficial, igual ao conteúdo oferecido pela revista, o que se percebe é a crise de identidade dos seus editores, tentando mostrar que os gays podem ser bem-sucedidos e felizes. Embora, para isso não precisava criar uma revista bimestral.
Tudo bem reclamar é fácil, ir fazer é o difícil, a revista tem muitos anunciantes de peso, mas falta aquele tom de seriedade, que já foi alcançado pela Vip, Capricho e Playboy. Com matérias que agreguem valor ou informem sobre algo relevante.
Eu como jornalista ainda sigo aquela máxima, que por mais que esteja escrevendo uma matéria fria o importante é prestar algum tipo de serviço. A Junior vem exatamente contra esse principio. Tem muito gliter, muita felicidade, muito glamour, mas não tem aquela matéria, mesmo que fosse apenas uma e com um linguajar mais próximo do público jovem, que fosse tema de discussão em uma roda de amigos.
Será que ainda passa pela cabeça dos editores que os gays atuais têm como preocupação somente moda, noite, viagens e outras tantas futilidades? Enfim, depois de terminar minha leitura, além do vazio, fiquei com aquela sensação que joguei R$ 12 fora. O único consolo é a palavra do editor que afirma: “Este é apenas o começo. A revista está tomando forma e ainda há muito que amadurecer.”
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