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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Qual é o seu perfil digigráfico?


A DM9DDB divulgou um documentário, dividido em seis partes, onde trás um novo conceito para a forma de classificar o consumidor nos ambientes digitais. O estudo, que recebeu o nome de Perfis Digigráficos, postula que que as mudanças trazidas pelo digital pouco ou nada tem a ver com sexo, idade ou classe social, mas sim com três novos critérios:

  • Quanto e como as pessoas utilizam os recursos e equipamentos de tecnologia em sua vida.
  • Quais são as intenções que elas têm ao consumir os diversos produtos digitais.
  • Quanto os recursos digitais servem para moldar sua própria identidade.


Com base nesses três parâmetros o mundo digital perde a classificação convencional, como demografia ou mesmo perfis psicográficos e passa a ser definido por cinco tipos de perfis, que ganharam o apelido de perfis digigráficos. São eles:

Imersos: Tiveram parte de sua identidade definida a partir da tecnologia. Com ela, conseguiram “se encontrar”, definir melhor seus interesses e estabelecer melhores vínculos com o mundo. Suas personalidades e identidades foram definidas pela era digital, que os permitiu dar vida a mais personas.

Ferramentados: Recorrem à tecnologia para agilizar as tarefas, mas não a idolatram.
A tecnologia os ajuda nas tarefas cotidianas, facilitam suas vidas. Mas não dependem delas nem são definidos por elas .Esse grupo é um exemplo de como as pessoas redefiniram a maneira como se relacionam com família, escolas, empresas e governo.

Fascinados: Querem parecer modernos e tecnológicos. Para eles, computadores, gadgets e hábitos da Era Digital são ícones da modernidade – e consumir essas novidades os ajuda a atestar que são antenados. Eles são um excelente exemplo de como o relacionamento com os outros foi bastante modificado.

Emparelhados: A tecnologia é fundamental para pôr em prática os projetos da vida.
Eles enxergam a tecnologia como a grande companheira para fazer o dia a dia acontecer. Sem ela, a vida fica extremamente complicada. Para este grupo, as máquinas são como uma extensão do seu corpo, potencializando suas capacidades humanas.

Evoluídos: O universo das máquinas e da tecnologia é seu habitat. Esses são as crianças e os adolescentes que já nasceram adaptados e estão crescendo no mundo digital. Não conheceram o mundo pré-digital.

Se esse novo tipo de classificação vai virar padrão para o público, ainda é cedo, principalmente por derrubar conceitos e teorias já amplamente estudas. Se vai virar material acadêmico, isso podemos ter certeza. No atual mundo acadêmico qualquer "estudo" sem comprovação científica é usado para respaldar trabalhos igualmente duvidosos.

Em resumo, a Agência e a Vox Pesquisas, contratada para o processo de investigação do estudo, conseguiram produzir um excelente material visual, entretanto no final fica aquela sensação de como chegaram a esses perfis, qual metodologia que foi utilizada, quais parâmetros e públicos foram acompanhados durante a realização do estudo? São várias perguntas que ficaram sem respostas e que no final acabam por desqualificar o material como estudo e tornando ele apenas promocional para os serviço prestados pela DM9DDB.

sábado, 19 de março de 2011

O duelo das divas trash

Stefhany, ex-diva trash das redes sociais, voltou repaginada, sem aparelho e com um novo vídeo mais bizarro que os habituais. A pseudo cantora, agora com endereço fixo em São Paulo, aproveitou esse período sabático de esquecimento para tentar se reinventar e voltar como uma grande estrela.
Infelizmente, o vídeo de qualidade duvidosa, longo, com uma história cansativa e sem apelo, mostram que identidade também é um dos pré-requisitos que a maioria dos aspirantes ao estrelato esquece.


Seguindo os mesmos passos de Jennifer Grey, que depois da malsucedida rinoplastia caiu no ostracismo e viu os holofotes do showbizz se apagar, Stefanny não fez a transição de menina brejeira, para cafona brega junto com o público. Simplesmente sumiu e tentou uma volta para o espaço que já havia sido ocupado por tantas meninas e meninos brejeiros/trash.

Duelo de "Divas". Rebecca Black atingiu o público brasileiro no mesmo dia do lançamento do novo clip de Stefanny, embora ela já esteja rodando nos principais sites de música desde o início do ano. Em comum as duas compartilham algumas características como: canções de gosto duvidoso, investir em assessores de imagem errados, mau gosto estético e musical.


Black buscou seguir a mesma fórmula de sucesso de Justin Bier: contratar uma agência para fazer um vídeo, distribuir nas redes sociais, acreditar que algum produtor vai perceber o "talento" e investir para transformar o diamante bruto em uma pedra preciosa.

Ainda agenciada pela gravadora Ark Music Factory, fabricante de "artistas promissores", Black divide opiniões de artistas, especialistas e críticos do cenário musical. Entretanto, pela linha de construção de novos olimpianos Black vai ser uma artista de estações, que surge em alguns momentos para novamente cair no esquecimento, sem nunca conseguir se firmar no mercado como cantora.

quinta-feira, 10 de março de 2011

O outro lado da campanha Devassa

A última campanha da cervejaria Devassa que tem como garota propaganda a cantora Sandy e lançada no último dia 01/03. Tem aspectos peculiares que permite ser analisada por vários ângulos: do ponto de vista do reposicionamento de marca e público, do impacto nas redes sociais, da escolha do novo rosto da campanha, só para citar alguns.

O primeiro e mais forte aspecto foi contratar uma ex- ídolo teen que conseguiu ao longo da carreira manter uma "áurea" de intocável. Reformular a imagem, afinal, semioticamente mulheres louras demonstram ter um maior apelo sensual em comerciais, e fundir tudo isso para dar um novo rosto para a marca pode ser considerado ousado e arriscado para qualquer marca.



O resultado surgiu no mesmo dia. No mundo "off" jornais, programas de TV e revistas contaram detalhes da transformação, discutiram a capacidade da cantora em assumir o posto, chegaram ao extremo de utilizar "mestres cervejeiros" para ilustrar que pela forma da "nova loira" segurar o copo era impossível ela servir para vender o produto.

No mundo digital o "fail" tomou conta das redes na mesma noite de lançamento e uma grande legião de fãs e os detratores contumazes conseguiram levar o assunto para o Trend do Twitter. Ainda na madrugada, foi postado o primeiro link de um bloco do Conexão Direta, programa da GNT, onde a cantora afirmava não gostar de cerveja. O vídeo de pouco mais de cinco minutos era longo e o público tinha que assistir quase dois minutos para ver uma afirmação de menos de dez segundos.

No dia seguinte pouco depois das 10h, um novo vídeo foi publicado, com 17 segundos onde tinha duas opiniões do público comentando que tipo da bebida a cantora gostava e logo em seguida a opinião enfática de Sandy: "Não gosto do gosto da cerveja. Não importa se com alcool ou sem alcool. Acho o gosto amargo. Gosto de bebida docinha."


A Cauda Longa inversa
O vídeo no primeiro dia de publicação não teve muita visibilidade, os links que acompanhavam as discussões era direcionado para o original da GNT. No segundo dia, a expectativa era que o vídeo editado continuaria com baixa visualização. Na postagem desse segundo vídeo pode-se observar um cuidado na utilização das mesmas tags do original, um dos motivos que deixaram ele linkado aos filmes originais, mas ainda assim não tinha ultrapassado duas mil visualizações.

Durante a tarde o blog Kibeloco postou o vídeo. Em duas horas já tinha mais de 25 mil visualizações. As visualizações atingiram 120 mil usuários únicos vendo o vídeo simultaneamente o que colocou o mesmo na capa do Youtube como um dos vídeos mais vistos no dia. A cauda longa inversa tinha sido interrompida e ignorada quando um blogueiro relevante se apropriou e virou porta voz de um vídeo que já estava disponível e ignorado pela grande massa há quase 24h.

O impacto foi imeditado, o link postado pelo blogueiro gerou picos de visualizações e disseminação do link pelas redes (Twitter, Yahoo Respsotas, Facebook, Orkut, Fóruns e Myspace). No final desse dia o vídeo atingiu 500 mil visualizações, mais de 650 comentários, mas o fato pitoresco durante o crescimento do vídeo foi que a cada inserção do comercial original na TV, nos 30 minutos seguintes, o vídeo tinha picos de até 7 mil visualizações.

Uma clara demonstração que o digital e o offline já caminham juntos. O público acostumado com os adicionais oferecidos em campanhas já se habituou a buscar esses complementos nas redes sociais.

O capital social
Enquanto o vídeo crescia em visualizações, nos comentários uma discussão de pessoas pró e contra a nova loura no comercial da cervejaria prometia transformar o espaço em um fórum de discussão sobre celebridades anunciando produtos, o autor do vídeo tinha uma outra percepção. O perfil que tinha apenas três amigos, em menos de 48h já tinha mais de 200 solicitações de amizades e várias mensagens pessoais e outras tantas mensagens com vídeos respostas, que buscavam conseguir destaque com os bons números de visitas que o vídeo estava alcançando.

Os primeiros pedidos de amizades que foram aceitos, logo em seguida era acompanhados de mensagens, dos novos amigos, com solicitações para a divulgação de vídeos. As mensagens pessoais na maioria eram agressões ao autor, as demais se dividiam entre pedidos para ajudar novos cantores e comediantes, convites para parcerias em novos serviços de divulgação de vídeos e outras pessoas buscando detalhes de promover os seus próprios vídeos.

Em contrapartida, foi possível perceber que o capital social ficou fechado e restrito ao Youtube. Apesar de no perfil pessoal do autor do vídeo conter o link para o Twitter onde, inclusive, é possível mapear as outras redes da qual ele faz parte. Nenhum destes novos amigos ou agressores dirigiu qualquer comentário ou se associou ao perfil.

Uma evidente demonstração que o capital social se fechou na rede. As informações, histórico ou qualquer outra referência passou a ser irrelevante. Só importava que o autor era responsável por um vídeo que atingiu mais de 500 mil visualizações em menos de três dias.

Alguns números
O blog do Kibeloco gerou 169 mil visualizações em apenas três dias;
A página inicial do Youtube em apenas um dia gerou 212 mil visualizações;
Os vídeos oficiais da cervejaria geraram pouco mais de 10 mil visualizações;
As visualizações por dispositivos móveis representaram 6.451 visualizações em apenas dois dias;
O Facebook demonstrou ser mais eficaz e foi responsável por 4.119 visualizações; O Twitter gerou apenas 1.994;
O vídeo ficou como o quinto mais visto da semana
Os pedidos de amizade ao autor somaram 248 em apenas dois dias.

Conclusões
Afirmar que a campanha foi um sucesso seria especulação, falar que a cervejaria conseguiu transferir o capital social da cantora para o seu produto idem. Entretanto, fica claro alguns pontos:
- O buzz pelo buzz é uma estratégia arriscada, que pode gerar prejuízos para a marca irreparáveis;
- A crença que a grande massa segue os seus ídolos cegamente, ainda é ilusão. Eles conseguem gerar o burburinho e até mesmo a vontade do público em conhecer o produto, mas o gráfico de vendas vai ser apenas uma pirâmide;
- Fazer campanhas sem pensar na repercussão digital demonstra ser o grande problema dos publicitários nos dias atuais. Os picos que foram demonstrados quando o comercial era exibido na TV é um claro exemplo que a convergência, para o público, já é uma realidade.



quinta-feira, 22 de julho de 2010

Como a internet mudou a comunicação

Um vídeo interessante para quem busca entender de forma rápida qual foi o impacto para a publicidade e como nós mudamos na forma e formato de utilizar e experimentar novas tecnologias.



O segundo vídeo já aprofunda um pouco mais o assunto e tenta mostrar o que é esse bicho chamado Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTIC) e como toda a mídia, consumo e público estão mudando por causa dessa nova realidade.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Pesquisa detalha hábitos da Geração Y

Um estudo conduzido pela Bridge Research detalhou os hábitos da chamada “Geração Y” – pessoas nascidas entre 1978 e 1990. Uma das análises feitas da pesquisa aponta para uma geração que está mudando globalmente a forma de fazer negócios e de se comunicar.

O estudo – baseado em entrevistas pessoais com uma amostra de 672 pessoas na Grande São Paulo, Grande Rio de Janeiro e Grande Porto Alegre, universo estimado em cerca de oito milhões de indivíduos, sendo 48% de homens e 52% de mulheres das classes A, B e C com idades entre 18 e 30 anos – analisa itens como comportamento, visão do mundo, padrão e estrutura de gastos, e perfil de consumo.

Segundo Renato Trindade, presidente da Bridge Research, a Geração Y possui uma nova forma de ver e atuar no mundo; novos valores e comportamentos desenvolvidos a partir da integração da tecnologia ao cotidiano, uma vez que cresceram jogando videogame e ouvindo música na internet. São eles os autores da maioria dos blogs e gestores de comunidades nas redes sociais existentes hoje.

O executivo detalha que a idade também é um divisor de águas. Os nascidos entre 1978 e 1980 apresentam mais responsabilidade, maior estrutura de gastos, dão maior valor à visão da família e aos estudos. Os que nasceram entre 1990 e 1995 estão mais atrelados aos valores da Geração Y, têm menor estrutura de gastos e maior envolvimento com tecnologia e inovação.

A análise do nível escolar aponta que 84% dos entrevistados possuem alta escolaridade e 16% têm primário e ginásio (completo ou incompleto). Cerca de 48% só trabalham e 7% trabalham e estudam. Há, ainda, um contingente de 7% que declarou não trabalhar nem estudar. Com relação à renda pessoal, 36% ganham de R$ 862 a R$ 1.317, enquanto 3% têm renda entre R$ 3.944 e R$ 7.556 – nessa categoria, 3% residem em São Paulo. No estudo predominam os jovens com idade entre 18 anos e 22 anos (42%) e entre 23 anos e 26 anos (25%); 23% têm idade entre 27 anos e 31 anos; 76% dos entrevistados são solteiros contra 21% de casados ou que moram com parceiros.

Os valores que permeiam a Geração Y como um todo são velocidade, liberdade, consumo, individualidade e tecnologia. “Esses valores se confundem com a própria pós-modernidade desses jovens, que são impulsivos, têm baixa reflexão e são incansáveis na busca por inovação”, afirma Trindade, acrescentando que se trata de uma geração repleta de oposições – valorizam a liberdade, mas buscam e testam limites; são liberais para o consumo e novidades, mas conservadores sociais; pensam em trabalho como meio de ganhar dinheiro, mas desconhecem planos de carreira; trabalho é remuneração, mas buscam o reconhecimento rápido; pensam no aqui e no agora, mas querem oportunidades futuras; amam a internet e a tecnologia, mas não gostam da impessoalidade do atendimento eletrônico ou via e-mail.

No que diz respeito ao consumo, a máxima corrente é a que consumir é melhor do que ostentar marcas. “Talvez por estarem fortemente ligados ao consumo, os Y´s acabam por se relacionar de um modo menos ostensivo com as marcas em geral. Não fogem necessariamente de modismo, mas as marcas assumem uma função de qualificadoras do produto e não de quem os usa”, afirma Trindade, acrescentando que em roupas, o importante é vestir bem e ser de boa qualidade.

Em eletroeletrônicos, o principal é ter uma boa experiência anterior com a marca, os celulares têm que ter alta tecnologia e serem bonitos, os televisores têm que ser de uma marca já conhecida. Nos carros, é mais importante uma boa relação entre custo e benefício; a marca, nesse caso, é mais importante e remete à qualidade. A resposta à questão “2010 será melhor, pior ou igual?” mostrou que os jovens da Geração Y, da classe C, são mais otimistas:  59% responderam que vai melhorar, contra 56% de São Paulo. A média total foi de 46% de otimistas, 32% de pessoas que acham que vai ficar igual e 19% de pessimistas.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Cibercultura

Cibercultura. Um termo que já está caindo em desuso, mas que ainda norteia grande parte dos acadêmicos nos seus estudos sobre a sociedade em rede. No vídeo abaixo, alguns conceitos e definições de alguns pensadores do assunto. No Youtube, pela tag "Cibercultura" é possível encontrar vários vídeos sobre o assunto.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Mensuração de influência em ambientes virtuais

Influência nas redes sociais é o assunto do momento e provavelmente vai continuar durante um bom tempo. Na busca de criar padrões e referências para estudos Alex Leavitt pesquisou o universo de 12 usuários populares do Twtitter com o objetivo de descobrir como era sua influência na rede.

O resultado se transformou em um estudo intitulado Novas Abordagens para a Análise de Influência no Twitter (The Influentials: New approaches for Analyzing Influence on Twitter), a pesquisa acompanhou os twets de 12 usuários populares na ferramenta e cruzou dados de interação, mensagens e alcance. O resultado e conclusões do autor podem ser conferidas abaixo.

The Influentials: New approaches for Analyzing Influence on Twitter

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O teatro pós-moderno

Enquanto muitos reclaman das dificuldades de acesso a cultura ou de se desenvolver bons projetos culturais, um grupo de atores se reuniu e resolveu levar o teatro para todos que tenham conexão a internet. Com esse objetivo surgiu o Teatro Para Alguém, que disponibiliza vários tipos de peças teatrais filmadas.

Essa convergência de mídias, linguagens e formatos são ambientados dentro de uma casa e os vídeos são distribuídos pelos comodos: sótão, porão, sala de estar). Nestes ambientes o internauta encontra monólogos dramáticos, comédias e até mini séries.

As novas estréias são transmitidas ao vivo e as informações podem ser acompanhadas pelo Twitter (http://twitter.com/teatrotpa) ou pelo blog oficial do Teatro (http://www.teatroparaalguem.com.br/blog).

Abaixo o trailler de "Corpo Estranho", que teve a estréia no dia 13/08.

sábado, 11 de julho de 2009

O perfil dos usuários do Twitter no mundo



A empresa de consultoria e análises Sysomos lançou, no início deste mês, um relatório sobre o uso de Twitter em vários países. Diferente dos demais estudos publicados o grande atrativo deste é a abrangência.

A grande maioria dos estudos se limitam a uma pequena quantidade de dados coletados no Twitter e as lacunas restantes são preenchidas por adivinhações, como: o gênero com base em nomes reais ou tração de dados de palavras-chave na informação da bio dos usuários. Isso muitas vezes gera alguns resultados questionáveis - e o relatório de Sysomos não é imune a isso (por exemplo, se achar que 65 % dos usuários de Twitter tem 25 anos de idade baseando-se apenas em dados de 0,7 % dos usuários que realmente divulgam a sua idade).

Entretanto, o relatório compartilha algumas observações bastante interessantes que podem ajudar a compreender melhor o potencial do Twitter como uma ferramenta de negócios:

1. 21% das contas de Twitter não tem nenhum conteúdo. Muitos são criados por empresas para protegerem as suas marcas ou por um usuário buscando conhecer a ferramenta;

2. Quase 94 % de todas as contas de Twitter tem média de seguidores inferior a 100 usuários;

3. Os meses de Março e Abril de 2009 foram o ponto alto do Twitter. Neste período, Ashton Kutcher lançou sua campanha para chegar ao um milhão de seguidores mais rápido do que a CNN;

4. 150 é o número mágico na ferramenta. Segundo o estudo até o este patamar a maioria dos usuários tendem a seguir de volta todos que derem um "Follown", quando passa dessa marca a taxa de reciprocidade e interação dos usuários com os seus seguidores diminuem;

5. O buzz gerado na ferramenta é feito por uma pequena minoria. O efeito da "calda longa" pode ser totalmente aplicado ao Twitter, com esse pequeno grupo que gera a maior atividade. Transformando essa realidade em números seriam: 5% dos usuários são responsáveis por 75% de toda a atividade. Para o universo de redes sociais a aplicação consegue promover uma audiência em massa para determinados assuntos;

6. Metade de todos os usuários Twitter não são "ativos", ou seja, segundo a definição da Sysomos, os usuários que postam apenas uma vez por semana compreendem 50,4% de todos os usuários e somente 30% tem o hábito de twitar mais de uma vez por semana;

7. Terça-feira é o dia mais ativo de Twitter, seguido de quarta-feira e sexta-feira;

8. APIs foram a chave do crescimento da Twitter. Em termos de ferramentas 55% dos usuários utilizam alguma ferramenta para publicar seu conteúdo;

9. O idioma predominante no twitter ainda é o inglês. Um dos motivos é a facilidade reduzir um pensamento em 140 caracteres. Em um comparativo com a Rússia a ferramenta encontraria grande dificuldade de popularização, devido ao grande número de letras utilizados para gerar uma única palavra.

O relatório de Sysomos ainda destaca os quatro países de maior utilização do Twitter em língua inglesa: EUA 62%, Inglaterra 8% , Canadá 5,7% e Austrália 2,8%. O maior número de usuários de um país que não tem o idioma inglês como oficial é o Brasil com participação de 2 %. As cidades com as maiores populações de Twitter são Nova Iorque, Los Angeles, Toronto, São Francisco e Boston. Los Angeles é a cidade com o maior crescimento de usuários;

10. O perfil dos usuários ativos do Twitter é de pessoas aficionadas pelos meios de comunicação. Essa percepção foi extraída de 15 % dos usuários, que são seguidos por mais de 2000 pessoas e se identificam como promotores. Estes indivíduos são mais susceptíveis lançar novidades dentro da rede, além de terem uma comunicação e participação ativa.

O relatório completo do Sysomos pode ser baixado pelo endereço: http://www.sysomos.com/insidetwitter/

domingo, 22 de março de 2009

Twitter para leigos

Você também é um daqueles que já ouviu falar do Twitter, mas não tem a mínima noção qual a utilidade real desta rede social?

Na melhor das hipóteses, você ainda acredita em um mundo onde a mediação por computadores é assunto de estudiosos que recebem rios de dinheiros de entidades de fomento a pesquisa para ficarem elucubrando sobre teorias bizarras de dominação e alienação da sociedade contemporânea, pós-modernista, individualista e totalmente sem referências de identidade e exatamente por esse motivo você não se interessou em saber o que o seu amigo que vai para o bar e passa a noite toda digitando no aparelho celular e solta risadas sem motivos aparente e parece que está em outro mundo?

Então o vídeo abaixo serve para mostrar qual é a verdadeira utilidade do Twitter e porque tantas pessoas ao redor do planeta estão aderindo em massa a essa rede social, que limita todo o seu potencial criativo em 140 caracteres.


sábado, 3 de janeiro de 2009

O ano da baleia

Catástrofes naturais, economia instável, bolsas caindo, bancos quebrando, uma mulher e um negro disputando a presidência da maior potencia do mundo, que no final mostro-se tão frágil como qualquer tigre asiático e finalmente a eleição do primeiro presidente negro, em um país que fala de democracia, mas ainda não conseguiu abolir o racismo e mantém um sistema de leis que viola qualquer convenção e tratado referente aos direitos humanos.

Sem contar da primeira-dama que não se envergonhou das suas fotos nuas, muito menos as celebridades tiveram vergonha de entrar e sair de clínicas de reabilitação.

Estes foram apenas alguns dos fatos que marcaram o ano de 2008, que terminou com tantos acontecimentos e mudanças cujos reflexos vão ser sentidos durante vários anos.

Mas, mesmo com uma espiral ou caleidoscópio de eventos, um único ponto em comum vai servir como parâmetro de comparação: a ascensão e consolidação da internet como veículo de massa. Onde o conceito de aldeia global e cutura de massas se mostrou mais atual do que muitos apocalípticos poderiam imaginar.

Dentro deste vasto mundo cibernético, apenas uma ferramenta conseguiu se destacar no meio deste turbilhão: o Twitter, um serviço de microblogging que criou um novo parâmetro para a comunicação mundial.

Por meio da ferramenta internautas de todo o mundo tomaram conhecimento em primeira mão dos Atentado em Bombaim, Terremoto em São Paulo, opiniões e posicionamento durante as eleições municipais em todo o Brasil, movimentação da bolsa, crise americana, novos produtos e serviços foram divulgados, O Twitter teve tanta importância na sociedade em 2008, que o governo pediu para a população parar de usar o twitter e divulgar a situação na Índia, a eleição de Barack Obama.

Mas tirando todo o aspecto sério também aconteceram muitas formas de diversão e interação: paródias com o padre que sumiu ao tentar voar com balões, falsos boatos de Steve Jobs no hospital, O Dia Internacional de Hablar Portunhol e o mais inusitado a mulher que estava no ginecologista durante o terremoto no sul da California.

Também não podemos esquecer as lendas urbanas, ou melhor, internéticas como o rapaz que foi preso por engano que twittou informando a situação. Os amigos perceberam que ele falava a verdade e foram socorrer o pobre coitado que acabou resolvendo o mal entendido. Embora, fato similar tenha ocorrido realmente com um estudante americano preso no Egito, muitas versões são encontradas na internet.

Com tanta informação correndo na velocidade dos acontecimentos muitas vezes o sistema apresentou sobrecarga e foi comum ficar fora do ar e na mesma onda que o a palavra "Twittar" virou verbo, a baleia, símbolo do sistema em momentos de sobrecarga, também virou referência para qualquer coisa que desse defeito.

Em resumo, no ano de 2008, vimos uma nova forma de fazer comunicação, marketing, política e interação surgir. Lógico. O Twitter vai ser aperfeiçoado, estudado, debatido e comentantado, mas por hora a única coisa que resta a saber é: "What are you doing?

sexta-feira, 22 de abril de 2005

Ser ou não ser intelectual

Foi o tempo em que ser moderno era apenas usar as roupas mais badaladas, freqüentar os lugares in, saber que Miami mesmo aparecendo é o pior lugar para brasileiro fazer turismo. Atualmente como li há pouco tempo na coluna digital da Joyce Pascowitch quem é moderno já superou a fase do modismo visual e passou a se interessar pelo intelectual.

Lógico que como diria Adorno, tudo fruto da Industria Cultural que propagandiou os benefícios de se estudar filosofia. Vale lembrar que é a maior onda do momento das celebridades e terem aulas particulares desse tema, as reuniões eles versam entusiasmados sobre o pensamento de Sócrates e Platão, mesmo sem saber qual ligação prática eles têm no nosso século. A prática já está tão popularizada, que atualmente você ir a um evento social e não comentar que tem personal filósofo é praticamente a morte social.

Enfim, deveria ser bom saber que a cada dia a grande massa está se interessando por coisas mais profundas, além das telenovelas, entretanto esse fenômeno vem acompanhado de vários cursinhos, rápidos, onlines ou sem presença obrigatória, que no final vão conferir diplomas de graduados, no mínimo ou especialistas em um assunto que a cultura de massas está popularizando e desestruturando.

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