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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Relatório da Comscore aponta tendências para mercado digital em 2014

O universo digital passou por grandes mudanças em 2013. Finalmente, ocorreu a massificação de dispositivos e aplicativos moveis e as redes sociais lançaram novos recursos, investiram em publicidade para ganhar mais publicidade e em novas funcionalidades.

Para tentar mostrar como o mundo digital se movimentou a Comscore lançou o relatório "Brasil 2014 Digital Future in Focus" que é um panorama sobre o cenário digital brasileiro, avaliando o futuro do mercado, as oportunidades de negócios e tendências que podem direcionar os próximos passos do mundo digital.

O relatório apresenta vários insights importantes como o crescimento do Linkedin (segunda rede mais acessada no Brasil), uma concentração de concentração de internautas (65%) com idade inferior a 35 anos, a força da blogosfera na disseminação de conteúdo, entre outros.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Mercado de métricas em expansão exige profissionais qualificados


Há dois anos colocar no currículo ou nos perfis das redes sociais que era "analista de mídias sociais" era sinal de "status", mas a profissão foi banalizada pelo incontável número de oportunistas que só por ter um perfil nas redes sociais mais importantes se intitulavam como profissionais.

O mercado cresceu, as empresas perceberam a necessidade de ter bons profissionais, lógico que ainda existem vários pseudo-profissionais se vendendo como especialistas, e a necessidade de se destacar no grupo persistiu. Com necessidade de massagear o ego o novo modismo e se vender como profissional de métricas.

Um incontável número de profissionais, correção: oportunistas, se vendem como especialistas em métricas. O reflexo pode ser visto em anúncios que buscam profissionais híbridos, que façam, entendam de mídias sociais e por fora consigam entender as métricas que envolvam todo o processo.

Hoje, é possível encontrar esses fakes nos vários postos dentro de empresas e agências: do mais júnior, passando por especialistas até chegar aos gestores. Em todos os casos essas pessoas nunca chegaram nem perto de uma ferramenta de monitoramento, acreditam que sabem como ler dados do analytics só por ter acesso e não se sentem intimidados em falar do novo insights do Facebook baseado no senso comum.

Vida curta aos oportunistas
O cenário pode demonstrar que o mercado está destinado a mediocridade, felizmente, a mesma arrogância que levou esses oportunistas a um cargo de gerência é a mesma que derruba, com os constantes erros, com as ánalises duvidosas e relatórios onde somente os números positivos são apresentados, acaba por colocar eles para fora do mercado.

Grandes, médias e pequenas empresas cada vez mais exigem dados precisos, ao mesmo tempo em que buscam pessoas qualificadas. Mesmo que em um primeiro momento esses híbridos consigam entrar com os seus jargões ou frases de efeito, no dia-a-dia sua mediocridade os denúncia como fraudes.

Apesar de esse post começar com um tom negativo. O futuro para os profissionais de métricas está em franca expansão. Se traçarmos um paralelo com os profissionais do direito podemos afirmar que por mais que o profissional entenda de leis é necessário a especialização em uma área, mesmo se o sonho seja ir para o Supremo Tribunal Federal. O mesmo vale para o mundo virtual. Hoje o mercado busca profissionais capazes de gerenciar equipes específicas deixando apenas para cargos de diretoria a missão de comandar equipes múltiplas, pois sabem que o impacto financeiro não compensa arriscar com um "profissional" sem experiência.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O ano da mediocridade

O ano de 2010 foi um ótimo ano para o segmento e/ou nicho de Mídias Sociais. Redes como o Twitter e o Facebook, consideradas emergentes e de nicho, se consolidaram como canais viáveis para ações de marketing, relacionamento e SAC.

Nestes ambientes, empresas de todos os segmentos e portes encontraram espaço para fazer investimentos, se relacionar com os clientes, ao mesmo tempo em que profissionais de mídias "tradicionais" viram uma oportunidade de expandir seus conhecimentos, ao mesmo tempo em que investimentos e contratações foram feitas para atender o número crescente de empresas.

Entretanto, após as comemorações devidas o que observa é que o ano, para as redes e profissionais brasileiros, vai ser lembrado como o Ano da Mediocridade.

Do sucesso ao declínio. O Twitter apesar de ter conquistado fama e prestígio em diversos segmentos demonstrou que não é capaz de se sustentar sem o trabalho conjunto com profissionais da área de comunicação.

As eleições que seriam a prova de fogo e logo após a crise institucional no Rio de Janeiro, demonstraram que a falta de uma "obrigação" com a informação, podem tornar a ferramenta uma verdadeira armadilha para pessoas mal intencionadas ou boatos.

Para as agências também não aconteceram motivos para comemoração. Várias ações que aconteceram foram um fiasco, ou por terem sido mal planejadas ou por total desconhecimento do público. Os principais exemplos são a chuva de Twix e a promoção da Nissan. Lógico, aconteceram outros “fails” durante o ano como o SWU, mas com certeza esses dois são os mais emblemáticos.

Público. O apogeu financeiro da classe C prometia ser uma válvula de escape para ações frutradas, mal planejadas e executadas por profissionais inexperientes, mas nem com esse público mais sucestivel a campanhas de marketing os pseudo-analistas e especialistas de Mídias Sociais conseguiram realizar alguma ação que realmente pudesse ficar registrada como marco. No final tudo era apenas uma cópia mal feita do que já havia sido realizado com sucesso em outros países.

Das agências aos profissionais. Um dos problemas que fizeram o ano ser um fracasso no Brasil foram os profissionais e agência que irresponsavelmente assumiram a missão de trabalhar em ambientes desconhecidos.

Na parte das agências pode-se observar políticas atrasadas, em uma busca de unir on e offline, não que estivessem errados, mas o formato de aplicar as mesmas regras, táticas, norteadas pelo pensamento cartesiano tiveram como resultados grandes fracassos.

Os investimentos no segmento também foram um grande problema durante o ano. O ano de 2010 foi marcado por muitas contratações, surgimento de empresas, dança de cadeiras, mas no balanço final a grande movimentação ficou na responsabilidade de empresas de assessoria, agências de publicidade ou grande empresas que viram a necessidade de estar nesse novo mundo que para eles ainda era desconhecido e terminaram o ano sem conhecer.

Como resultado o que se observou foram investimentos limitados a contratação de muitos bons profissionais com salários razoáveis, mas sem estrutura para que eles pudessem exercer as atividades para que tivessem sidos contratados.

No lado do profissionalismo da área pudemos observar muitos auto intitulados profissionais e especialistas de mídias sociais despreparados e tentando repetir fórmulas já utilizadas por outras agências, em outras ações, com outro público.

Enfim, ano termina com agências tateando sobre como trabalhar com as redes sociais e com pouca vontade de fazer investimentos, mas com grande apetite para obter lucros, enquanto profissionais medíocres, despreparados e com um discurso vazio se promovem como os salvadores.

O resultado do ano foi uma ilusão de empresas de comunicação vendendo para os seus clientes a promessa de resolver todos os seus problemas, de outro lado pseudo profissionais desqualificados, mas utilizando da mesma arma da agência e esperando chegar à oportunidade para começar a se qualificar ou acreditando que tudo se resolveria.

Para um pequeno grupo de profissionais, que realmente estudam e buscam entender e oferecer o melhor serviço que as redes podem oferecer restou a vergonha da mediocridade do segmento.

Assim. Infelizmente o ano de 2010 vai ficar na memória de poucos profissionais que realmente acompanharam a realidade do segmente as comemorações serão modestas, mas aqueles que não compartilharam o mesmo pensamento esse é um momento para reavaliar como foi o ano.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Um novo olhar sobre a Geração Y

O filme 'We All Want to Be Young' é o resultado de diversos estudos realizados pela BOX1824 nos últimos 5 anos. A BOX1824 é uma empresa de pesquisa especializada em tendências de comportamento e consumo. O vídeo busca mostrar como pensa e age a geração Y, ou os chamados Millennials.

Com uma linguagem fácil, boa edição e trilha o vídeo, de um pouco mais de nove minutos, consegue levar o público a um passeio pelas mudanças que os jovens sofreram para chegar na atual configuração dos Milllennials.


terça-feira, 10 de agosto de 2010

A liderança mundial do Brasil em audiência nas mídias sociais criou uma demanda por analistas dessas redes em várias empresas. Três pesquisas feitas no Brasil sobre a área apontaram que as mídias sociais, como Facebook, Twitter e Orkut, estão presentes em 70% das empresas.

Em uma das pesquisas, da consultoria Delloite com 302 companhias, foi apresentado que 55% delas recorreram a um profissional para cuidar exclusivamente das mídias sociais.

O documento que tem por finalidade oferecer um panorama da utilização das mídias sociais no País, possibilita determinar o grau de maturidade das organizações brasileiras em relação ao boom destas ferramentas no mundo e evidenciar como as empresas podem se beneficiar dessa nova relação com seus públicos.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Como a internet mudou a comunicação

Um vídeo interessante para quem busca entender de forma rápida qual foi o impacto para a publicidade e como nós mudamos na forma e formato de utilizar e experimentar novas tecnologias.



O segundo vídeo já aprofunda um pouco mais o assunto e tenta mostrar o que é esse bicho chamado Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTIC) e como toda a mídia, consumo e público estão mudando por causa dessa nova realidade.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Apagão: Mídias emergentes x Mídias tradicionais


O apagão do último dia 10/11 teve uma grande peculiaridade que marcou a entrada das redes sociais no grupo de mídias de massa, ao mesmo tempo em que mostrou o quanto às mídias tradicionais precisam se adaptar para viver nesse mundo pós apagão.

Primeiro round. Pouco depois das 22h, quando as primeiras luzes começaram a apagar, no twitter usuários de vários Estados começaram a relatar a falta de energia. Em pouco mais de três minutos já era possível conhecer a extensão e gravidade do problema, pela ferramenta. A rádio CBN ainda mantinha a transmissão do jogo do Vasco e os repórteres e comentaristas não sabiam a extensão do problema.

Segundo round.  Com mais de 30 minutos de atraso a Tupi FM fala pela primeira vez sobre o blackout, a CBN demorou ainda alguns minutos para confirmar a notícia. Em ambos os casos as fontes e informações estavam saindo diretamente do twitter.

As rádios conseguiram se estruturar depois de uma hora. Nesse momento começa a inversão de papeis as rádios passam a pautar os comentários no twitter.

Terceiro round. Ambas as mídias sem perceber começam a disputar a atenção e energia dos aparelhos móveis do público. O twitter passa a ter um conteúdo mais local, com usuários relatando como está a situação em seus bairros, pontos perigosos e uma grande quantidade de futilidades. A rádio consegue estruturar equipes e suas redes de outros Estados e passa a da informação mais qualificada.

Conclusão. Com o apagão pudemos observar que a tecnologia móvel é como a televisão no início: nem todos tinham, mas sempre era possível assistir pela janela do vizinho e nessa grande disputa alguns pontos  ficaram evidentes:
- O twitter apesar de ter sido o primeiro a noticiar a extensão do apagão ainda é um meio elitista;
- Os veículos tradicionais perderam agilidade e durante o apagão em muitos momentos cometeram erros gravíssimos;
- O twitter mostrou que é uma ferramenta, apesar do seu alto grau de informalidade, um meio que muitos utilizam para se manter informado;
- As mídias tradicionais demonstraram que a facilidade das novas tecnologias a deixaram lenta e sem saber inovar.

Com esse acontecimento vimos as mídias sociais dar mais uma passo para se solidificar como um meio de comunicação ágil e rápido, enquanto o rádio conseguiu ressurgir do seu ostracismo. A TV e o jornal imprensso e até mesmo os grande portais de notícias, ainda atrelados a velhos formatos demonstraram que chegou a hora de começarem a fazer a tão falada convergência de mídias, para conseguir sobreviver nesse mundo onde quem não sabe brincar deve ficar em casa esperando a luz voltar.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Afinal, o que faz um Analista de Mídias Sociais?

Bom, gostaria de dar a minha contribuição profissional sobre o texto do André. Vi neste post, a oportunidade de esclarecer melhor o que é ser um Analista de Mídias Sociais, pelo menos, baseada na experiência que adquiri após um ano e meio atuando nesta área.
Concordo que existam “Analistas de Mídias Sociais” que sejam nada mais, nada menos, que websurfers mal remunerados ou “garotos de seeding”, que passam metade do dia selecionando comunidades para fazer control c + v até os dedos formarem calos. Esta, felizmente, não é a realidade de todos os analistas e das agências sérias que trabalham com Mídia Social. Isto é um simples reflexo de agências ou empresas que não entenderam o que está havendo com o mercado e com as novas tecnologias.

Antes de mais nada, o Analista precisa ser um comunicador:
Muitas agências, inicialmente, abriram vagas sem distinção de formação e deram oportunidades a blogueiros ou pessoas de qualquer área acadêmica que fossem apaixonadas por internet para exercer o cargo. Isso traz vantagens e desvantagens: pessoas familiarizadas com o meio têm bom networking e intimidade com as ferramentas, em geral, são habituadas com a linguagem/abordagem que cada canal necessita. No entanto, não têm conhecimentos suficientes de análises de mercado, bechmarking, planejamento de campanhas baseadas em estratégias de marketing, processo de decisão de compra, entre tantas outras teorias que fazem diferença na aplicação da prática.

Precisa entender o comportamento do consumidor:

Fazer uma longa pesquisa sobre o público, sobre a relação dele com a marca, campanhas anteriores, análise da concorrência, possíveis erros de percurso, novas abordagens etc. Devorar dados do mercado e de institutos de pesquisa, acompanhar redes sociais em ascensão independente do gosto pessoal, saber o que está rolando na TV aberta (sim, você é um Analista de Mídias e o público consome todas elas), absorver a teoria da melhor forma possível, seja comprando livros, indo a palestras, lendo blogs, ouvindo podcasts, mas se informando e renovando conhecimentos a todo instante.

Precisa ser criativo e ágil:
Muitas campanhas pedem a criação de personagens, definição de abordagem e linguagem, e muitos analistas ficam na linha de fogo entre consumidores satisfeitos e insatisfeitos, respondendo pela marca.
A responsabilidade de “ser a marca” em uma rede social é GIGANTESCA. A reputação de uma marca que se constrói durante anos, através de campanhas de publicidade e relacionamento, de repente, está exposta ali nas mãos de um Analista em uma conta no Twitter. Um passo em falso, uma atitude impensada pode colocar tudo a perder, ou pelo menos, fazer um bom estrago.

Precisa ter visão e conhecimento estratégico:
Atualmente, as empresas que abriram canais de comunicação nas mídias sociais estão se deparando com as mudanças que esses canais podem demandar em sua estrutura. Críticas e insatisfações que levariam meses para chegar ás mãos de um gestor podem ser rapidamente identificadas e repassadas através dos relatórios de ação e monitoramento. Elas não substituem o trabalho de um instituto de pesquisa, mas mostram um reflexo claro de um rastro de pólvora que pode se alastrar rapidamente em milhares de comunidades e twitts. Resumindo, o papel do Analista também é identificar ameaças e oportunidades e colocá-las da forma mais adequada para os clientes.

Conclusões
Toda regra tem sua exceção. Me considero uma boa Analista, conheço e já trabalhei com alguns bons Analistas e pretendo continuar levando este cargo na minha carteira de trabalho por uns bons anos. Amo o que faço, tenho orgulho de cada aula assistida nos quatro anos de graduação e dois de pós, das marcas que me permitiram aprender um pouco mais sobre o comportamento do consumidor e das agências que me deram oportunidade de trabalhar nesta área. O mercado é novo, o contexto e novo e acho que não cabem generalizações. Existem bons publicitários e maus publicitários, boas agências e más agências, bons gestores e gestores de merda (perdoem o termo). Cabe a nós, que estamos começando na área, buscar as melhores práticas, contribuir para o crescimento do mercado e tentar fazer o melhor.

By Missmoura (Patrícia Moura)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Blogueiros são obrigados a identificar "post pago"

A partir de dezembro, blogueiros, tuiteiros e marqueteiros on-line dos Estados Unidos terão que contar aos consumidores quando forem pagos ou receberem presentes e outros brindes para escrever resenhas positivas ou posts promocionais. Foi o que determinou o órgão regulador federal do país nesta segunda-feira (5). As informações estão no diário norte-americano "The Wall Street Journal".

A Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês) lançou hoje as diretrizes voltadas aos blogueiros e aos demais escritores on-line acerca da responsabilidade civil sobre o post pago.

A agência revelou um esboço da proposta no ano passado --algo que estimulou o debate entre a comunidade blogueira sobre quanto de informação os escritores que fazem propaganda devem fornecer, quais seriam as regras éticas que, caso fosse necessário, eles deveriam seguir.

"O fato é que, se alguns estão sendo pagos para escrever resenhas sobre um produto, seus leitores merecem saber", escreveu um blogueiro que assina o blog The Marketing Mama, na tarde desta segunda. "Eu acho que isso dará muito mais clareza para os blogueiros e seus leitores."

Enquanto decisões sobre possíveis violações seriam consideradas com base em cada caso, informou a agência, "o post de um blogueiro que recebe dinheiro ou outro tipo de pagamento para escrever um produto é considerado um endosso" e exigiria um texto revelando isso aos leitores.

Faz quase 30 anos desde que a FTC atualizou, pela última vez, suas diretrizes de aprovação, que são desenvolvidas para ajudar publicitários e marqueteiros a se guiarem em casos de violações ao Ato FTC que, por sua vez, é uma legislação proíbe práticas comerciais fraudulentas e enganosas nos EUA. Blogueiros e outros marqueteiros que violarem o Ato FTC podem ser multados em até US$ 11 mil.

As diretrizes tentam fazer com que fique claro o que representa uma conexão entre a companhia e o blogueiro, ou quaisquer outros tipos de escritores on-line. A agência não informou que um blogueiro não pode fazer propaganda de um item. Todos os pagamentos, entretanto, devem ser informados, e falsos anúncios serão considerados uma violação à lei.

A nova decisão começa a vigorar no dia 1º de dezembro.

A hora e vez de investir em conteúdo

A convergência de mídias já é uma realidade na vida das pessoas. Diante desse processo, a qualidade do conteúdo é mais valorizada pelos usuários que a possibilidade de acesso a múltiplos canais de informação.

Essa é uma das principais conclusões do estudo "Conectmídia: hábitos de consumo de mídia", apresentado hoje pelo Ibope durante o MaxiMídia, evento de comunicação organizado pelo Grupo Meio & Mensagem, em São Paulo.

O estudo foi realizado entre os dias 24 e 28 de agosto com pessoas com mais de dez anos idade na região metropolitana de São Paulo. Ao todo, 800 pessoas foram entrevistadas.

Qualidade. Segundo a pesquisa, 81% dos entrevistados se importam mais com a qualidade da informação consumida do que com o local de onde o conteúdo é acessado.

"A plataforma de comunicação em si está se tornando menos relevante no processo de comunicação. O conteúdo é o grande protagonista da era da convergência de mídias, que já é uma realidade na vida das pessoas", afirma a gerente de marketing do Ibope Mídia, Juliana Sawaia. Assim, transformar em qualidade o excesso de informações é o grande desafio dos veículos de comunicação na contemporaneidade.

O estudo constatou também que 53% dos entrevistados - o índice sobe para 56% entre as mulheres - se sentem pressionados com a quantidade de informações e tecnologia disponíveis, embora consigam absorver o dilúvio da comunicação, especialmente os jovens com idade até 24 anos.

Tempo escasso. Quando questionados sobre o bem mais escasso na sociedade contemporânea, os recursos naturais surgem em primeiro lugar, com 81% de citações. Em segundo lugar está saúde ( 65%) e, em terceiro, o trabalho (56%). Chama atenção de Juliana, no entanto, o índice de 46% registrado para o tempo.

"Essa percepção de que o tempo passa rápido demais leva a uma busca da individualidade, ao desejo de reservar mais tempo para si próprio, especialmente no caso das mulheres", afirma Juliana.

A sensação de que os diais passam mais rápido hoje do que antigamente é citada por 90% das pessoas. Mais uma vez o índice é maior entre o público feminino (93%), mesma porcentagem observada entre jovens com idade entre 25 e 34 anos.

Com informações da IDG Now

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Novo Estudo: As redes sociais no Brasil e o Orkut

Em  Abril de 2009, a empresa Netpop Research, LLC realizou um estudo para o Google Brasil, sobre as redes sociais no Brasil e o Orkut.

Os principais resultados da pesquisa foram:

1. Reencontrar amigos, manter o contato com diferentes pessoas e expandir a rede de relacionamento são os principais benefícios gerados pelos sites de redes sociais

• 90% dos respondentes afirmaram que permitir contato com amigos antigos é um dos principais benefícios de um site de rede social.

• 89% consideram que os sites de redes sociais são uma forma fácil para manter contato com parentes e amigos

• 83% inscreveram-se em um site de rede social por que os amigos já estavam presentes no site

2. O Orkut tem um desempenho melhor que os outros sites de redes sociais em todos os atributos de marca pesquisados e a troca de informações sobre marcas, produtos e serviços acontece diariamente


• 95% dos respondentes usam o Orkut e 84% entram no site pelo menos uma vez por dia.

• 91% possuem uma percepção muito favorável em relação ao Orkut

• 35% utilizaram o Orkut para marcar um encontro romântico

• Dos que postaram conteúdos relacionados a marcas e produtos, características e recomendações de produtos são os assuntos mais postados.

3. Tecnologia, mídia, viagens, empregos e telecomunicações são os top 5 tipos de produtos que os respondentes gostariam de ver anunciados no Orkut

• 34% dos respondentes consideram os anúncios no Orkut menos invasivos do que os anúncios em outros sites

• 37% prestam atenção em anúncios no Orkut, enquanto somente 26% prestam atenção em anúncios de outros sites.

• 71% afirmaram que gostariam de encontrar anúncios oferecendo descontos ou cupons para lojas online nos sites de redes sociais

Em resumo:

• 95% dos entrevistados utilizam o Orkut

• Grande parte dos usuários trocam informações sobre marcas, produtos e serviços nos sites de redes sociais

• Tecnologia em geral, entretenimento, viagens, empregos e telecomunicações são os produtos que os respondentes mais gostariam


Fonte: Por Dentro do AdWords

Internet chega a 64,8 milhões de brasileiros em julho

O número de pessoas com acesso à internet em casa ou no trabalho no Brasil se manteve estável em julho: atingiu 44,5 milhões, mas o número de usuários ativos da rede no país subiu 10% em relação ao mês anterior, chegando a 36,4 milhões. As informações foram divulgadas pelo Ibope Nielsen Online.

Segundo a Ibope Nielsen online, o acesso em todos os ambientes já atinge 64,8 milhões de pessoas (incluindo aí residências, trabalho, escolas, lan-houses, bibliotecas e telecentros). Esse números consideram apenas os brasileiros de 16 anos ou mais de idade com posse de telefone fixo ou móvel.

- Sites de redes sociais, de comunicação e de entretenimento foram os que mais contribuíram para o crescimento do tempo médio de uso do internauta brasileiro no mês de julho

Entre os internautas residenciais, o número de usuários ativos chegou a 27,5 milhões de pessoas, um crescimento de 7,4% em relação aos 25,6 milhões do mês anterior e de 8% sobre os 23,7 milhões de julho de 2008. O tempo de navegação em residências em julho cresceu 9% sobre junho e 21% sobre julho de 2008, e atingiu a marca inédita de 30 horas e 13 minutos por pessoa. O número de pessoas que moram em domicílios em que há a presença de computador com internet é de 40,2 milhões.

Na navegação no trabalho e em residências, as categorias com maior crescimento proporcional do número de usuários em julho na comparação com junho foram viagens e turismo, com evolução de 17,3%, automotivo, com aumento de 16,8%, e casa e moda, com crescimento mensal de 15,7%.

A subcategoria com maior tempo médio, mensagens instantâneas, chegou a 7 horas e 49 minutos por pessoa, ao crescer 8% em julho, seguida por comunidades, em que se classificam as redes sociais, que chegou a 4 horas e 57 minutos por pessoa, com crescimento de 15% no mês.

Visão Global. Segundo o Ibope Nielsen Online, o Brasil continua liderando o tempo de navegação nos ambientes doméstico e residencial. De acordo com a mesma medição, o país (com média de 48 horas e 26 minutos por internauta, em julho) ficou na frente dos Estados Unidos (42 horas e 19 minutos), Reino Unido (36 horas e 30 minutos), França (33 horas e 22 minutos), Japão (31 horas e 55 minutos), Espanha (31 horas e 45 minutos), Alemanha (30 horas e 25 minutos), Itália (28 horas e 15 minutos) e Austrália (23 horas e 45 minutos).

domingo, 21 de junho de 2009

Twitter cresceu quase 1.500% em um ano

A Nielsen Online contabilizou que o total de visitantes únicos no Twitter chegou a 18,2 milhões, em maio. Os usuários da ferramenta passaram em média 17m21s interagindo com outros usuários. Essa constatação permitiu afirmar que o número de visitantes únicos do Twitter cresceu quase 1.500% na comparação com o mesmo período de 2008.

O total de visitantes únicos chegou a 18,2 milhões, e os usuários passaram mais tempo no serviço de microblogging. A média foi de 17 minutos e 21 segundos no mês passado, quase o triplo dos 6 minutos e 19 segundos de tempo gasto no Twitter durante maio de 2008.

Na comparação com abril de 2009, contudo, o desempenho foi mais modesto, já que o número de visitantes únicos cresceu 7% e o tempo que cada um passou no Twitter caiu 1%, relevou a Nielsen Online.

O Facebook se manteve no topo do ranking de redes sociais com 144,3 milhões de visitantes únicos em maio, seu sétimo mês de liderança após tirar o MySpace do trono.

Especificamente nos Estados Unidos, o Facebook também ficou em primeiro lugar em maio, com 75,4 milhões de visitantes únicos, aumento de 190% em relação a maio de 2008.

A ferramenta, principal rival do Orkut, no segmento de socialização online, busca agora se consolidar nas Américas do Sul e Central, onde o Orkut e Sonico, respectivamente, lideram em utilização e permanência do internauta.

Com informações do IDGNow

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Aberta a temporada de fusões no setor tecnológico

Um dos noivados mais longos do setor corporativo teve um final feliz na última segunda-feira, 20/04. A Sun e a Oracle depois de 20 anos, entre namoro e noivado resolveram oficializar a união.

A Sun Microsystems (nome de solteira) que nos últimos meses flertou com vários outros possíveis parceiros como IBM, HP, Cisco e DEll, viu nos softwares da Oracle uma nova oportunidade de subir ao altar com seu amor de longos anos ao mesmo tempo em que voltava para o seleto clube da elite tecnológica.

Nesta longa relação, ambas trouxeram filhos crescidos e já respeitados no mercado. A Sun entrou com o MySQL, garoto prodígio e que já era o xodó da Oracle, antes mesmo da união. A boca pequena corria inclusive o boato que o menino era filho bastardo devido ao seu grande talento para os Bancos de Dados.

A Oracle trouxe o mundialmente famoso e bem conceituado OpenOffice, o patinho feio e que nunca esteve em grandes disputas. Exatamente por esse motivo era o queridinho da comunidade "hype", do open source.

Futuro. Agora, enquanto estão na fase de lua-de-mel o destino dos filhos ainda não foram traçados. A expectativa é quando todos voltarem para casa.

A aposta mais provável é da Oracle cortar um pouco as asas do MySQL e deixar ele perder o seu próprio brilho aos poucos. Enquanto utiliza da tecnologia e respaldo da Sun para fortalecer a sua própria ferramenta de BD.

O OpenOffice não é de grande interesse para nenhuma das duas, o filho mais novo que sempre ficou com a turma alternativa do open source, ao que tudo indica pode voltar a ser assediado pela Microsoft.

A jogada seria aproveitar o espaço criado para trazer para dentro de sua casa dois grupos específicos: os hypes e os mauricinhos, ao mesmo tempo em que rejuvenesce e fortalece os seus próprios softwares proprietários.

Entretanto, vale destacar que por fora ainda aparece a Google, que embora tenha suas plataformas todas baseadas na web, já demonstrou o desejo, além de ter percebido a necessidade, de oferecer no seu pool de produtos aplicativos para o desktop.

Caso essa segunda opção prevaleça só nos resta torcer pelo gigante das buscas não destruir todo OpenOffice da mesma forma que fez com o editor de textos Writely.

Por hora, a única certeza foi o pronunciamento dos noivos que afirmaram amor eterno e que todos viveriam felizes debaixo do mesmo teto. Infelizmente, na vida real, a frase "e viveram felizes para sempre" tem prazo certo para terminar. Neste caso, vai acontecer na hora de enxugar os custos e fazer os novos filhos do casal mostrar que podem ser rentáveis.

terça-feira, 14 de abril de 2009

"I Love You, Man"

Primeiro vieram os Sporno, depois os Metrossexuais, agora a moda é o Bromance: O termo, em inglês, significa meio que um romance heterossexual entre "brothers", amigos-irmãos, mas sem sexo ou uma relação de cumplicidade e companheirismo entre dois melhores amigos

O modismo já virou moda e ganhou as ruas e várias produções que principalmente satirizam esse "afeto" de melhores amigos. Um dos mais cômicos é "Segurando as pontas". A produção traz Seth Rogen ("Superbad") e James Franco ("Homem-Aranha") numa aventura em que criam laços "bromânticos", outro prestes a estrear as grandes telas é "I Love You, Man".

Embora sejam apenas os dois mais recentes, uma rápida recapitulzação dos grandes personagens do showbizz encontramos vários exemplos. Os mais atuais são o Hiro Nakamura e seu fiel e inseparável amigo Ando, na série Heroes, e suas constantes DRs.

Nem tão longe dos super-heróis os personagens Chandler e Joey, do seriado "Friends", sempre trocaram palavras doces. Quem gosta da série "House" conhece a relação entre o médico protagonista e seu amigo Wilson. Claro que a arte pinta a vida com tintas mais fortes.

Abaixo alguns dos "bromances" na showbizz:
I LOVE YOU, MAN - Vai ser o ápice do "bromance". A fim de escolher um padrinho para seu casamento (com uma mulher), um cara sai em para encontros com homens, em cinemas, boates etc. Estréia em 2009. Com Paul Rudd e Jason Segel. (Trailler abaixo)



SEGURANDO AS PONTAS - Na comédia, o personagem de Seth Rogen se envolve numa fuga alucinada com James Franco. Durante a aventura, eles acabam se tornando grandes - e muitas vezes afetuosos - amigos.

SCRUBS - Os médicos e amigos J.D. e Chris Turk praticamente se derretem um pelo outro na série do canal Sony.

HOUSE - É mais que conhecido o "amor" do Dr. House por seu amigo Wilson, na série do Universal Channel.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

A Era da Hipersensibilidade

Ontem, A Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou uma Lei que limita os lugares onde os fumantes podem usufruir do seu direito de estragar a saúde tranquilamente. Seria apenas mais uma, de tantas leis que surgem diariamente para cercear o direito das pessoas de fazerem o que bem entendem da vida, se não fosse pelo fato dos donos de bares e casas noturnas terem que proibir o uso em seus estabelecimentos ou correm o risco de ganharem multas que podem chegar a R$ 3 milhões.

Para o meu espanto vi uma grande quantidade de pessoas, freqüentadores destes ambientes já tradicionalmente infestados de fumaça de cigarros parabenizando a iniciativa.

Como assim? Quer dizer que Eu, fumante, vou ser obrigado a sair de dentro do bar para ir fumar? Por quê então os incomodados não deixam de freqüentar esses ambientes se a fumaça os incomoda tanto?

Eu não gosto de funk e não é por isso que fico reclamando dos bailes!

Essa lei me levou a pensar como ultimamente vivemos de reclamar de tudo e todos. Qualquer coisa nos incomoda ou ofende. Em nenhum momento pensamos no outro. O "Eu" vem sempre em primeiro lugar.

A era da hipocrisia
Somos um monte de merda! Somos arrogantes, esnobes, cheios de defeitos e manias e no final bradamos aos quatro ventos a bandeira da moralidade e do politicamente correto.

Nessa época do politicamente correto não podemos falar de negros, para não sermos considerados racistas; Se for um colega de trabalho ou subordinado seremos acusados de racistas. Eu sou negro, poucas vezes me sinto ofendido e mesmo quando sinto não vou atrás exigindo “justiça” convivo com isso, pois nunca vi ninguém falar que é feio chamar um branco de branco.

Hoje, temos medo de falar com a pessoa do lado que ele (a) é gordo (a), é assédio moral ou o mesmo pode sofrer de algum transtorno psicológico e sermos responsabilizado, por qualquer ato que o gordo estúpido venha cometer.

Falar que uma mulher é incapaz de realizar certos serviços é machismo ou na pior das hipóteses considerados assédio moral. Se ela passar na rua e gritarmos gostosa! É proibido, mesmo se for a mais feia do mundo, pode ser considerado assédio sexual e ainda corremos o risco dela ser menor de idade e se vestir como uma vagabunda da noite simplesmente por estar na moda e você ser acusado de pedófila.

Somos obrigados a conviver no ambiente de trabalho com mulheres, em sua maioria, problemáticas, que reclamam dos hormônios, da tripla jornada, da forma que aquele colega ou chefe olham e de tantas outras reclamações e sentimentos que somente esses seres peculiares conseguem desenvolver.

Oras, foram elas que brigaram para ir para o mercado, queimaram sutiãs para mostrar igualdade e agora reclamam e exigem um tratamento diferenciado. Nessa hora prefiro cair no senso comum e afirmar que se não sabe brincar não desça para o playground!

Usar o termo, imagem ou alusão a um deficiente físico não pode porque é praticamente estar pedindo para sofrer um linchamento público; Isso me lembra um comentário no twitter: "Vi uma menina com uma perna falsa dirigindo e mandando um sms ao mesmo tempo. Depois perde a outra perna e não sabe pq...". Isso é o ser humano em sua essência. Realista. Objetivo. Prático!

A era dos extremos
"A arte nunca é casta, se deveria mantê-la longe de todoos os cândidos ignorantes. Nunca se deveria deixar que gente impreparada se lhe aproximasse. Sim, a Arte é perigosa. Se é casta não é Arte."
(Pablo Picasso)

Castramos nossos artistas que devem saber que não podem pintar, representar, agir sem antes pensar em todos contras, porque prós não vai existir nenhum.

Nossos escritores, que a muito largaram as penas, nem sobre pseudônimos podem mais escrever, pois se a obra for considerada ofensiva, vai amargar anos de processo e uma carreira arruinada. Penso como Shakespeare poderia publicar nos dias de hoje Romeu e Julieta, sem amargar um longo processo.

Diante deste extremismo moral fico imaginando como seremos vistos daqui a dois séculos. Vejo que o mais próximo será como a época em que viveu um retrocesso intelectual e voltou ao século das trevas, da caça as bruxas, das repressões, medos, receios.

No final somos o que Nelson Rodrigues retratou com tanta fidelidade: seres que não conseguem viver sem uma máscara de moralidade e que dentro de quatro paredes somos o lixo humano mais desprezível que já existiu.

Mas o que tudo isso tem a ver com o maldito cigarro que começou esse post? Tudo! Hoje, lutamos para tirar o cigarro do nosso meio, amanhã vamos tentar abolir as bebidas, afinal para que beber deixa um cheiro horrível, incomoda e faz as pessoas cometerem atos absurdos, beijar na boca em lugar público? nem pensar uma criança pode estar passando e isso causar traumas irreversíveis e quando formos dar conta teremos leis para dizer como podemos fazer sexo, como deveremos nos portar em público, como poderemos e devemos respirar e no final alguém ainda vai pensar: e tudo começou com um simples cigarro.

domingo, 22 de março de 2009

Twitter para leigos

Você também é um daqueles que já ouviu falar do Twitter, mas não tem a mínima noção qual a utilidade real desta rede social?

Na melhor das hipóteses, você ainda acredita em um mundo onde a mediação por computadores é assunto de estudiosos que recebem rios de dinheiros de entidades de fomento a pesquisa para ficarem elucubrando sobre teorias bizarras de dominação e alienação da sociedade contemporânea, pós-modernista, individualista e totalmente sem referências de identidade e exatamente por esse motivo você não se interessou em saber o que o seu amigo que vai para o bar e passa a noite toda digitando no aparelho celular e solta risadas sem motivos aparente e parece que está em outro mundo?

Então o vídeo abaixo serve para mostrar qual é a verdadeira utilidade do Twitter e porque tantas pessoas ao redor do planeta estão aderindo em massa a essa rede social, que limita todo o seu potencial criativo em 140 caracteres.


quinta-feira, 19 de março de 2009

Twitter anuncia a venda de contas premium


O co-fundador do Twitter Evan Williams anunciou parte do modelo de negócios que a empresa planeja para fazer o twitter gerar lucros: o lançamento de vários tipos de contas da básica a premium.

Está investida em capitalizar a ferramenta que virou febre na grande rede um dia após a Nielsen Online divulgar os números do Twitter. A pesquisa comparou o número no último mês (fevereiro/09) com o mesmo período do ano passado (fevereiro/08). O resultado é um crescimento de 1382% em apenas um ano. O país onde a explosão foi mais acentuada é o Reino Unido, onde a taxa de crescimento em um ano ficou em 1689%.

Muitos avaliam que eram números como esse que ainda segurava os planos de vender assinaturas, entretanto Willians afirmou que antes de lançar as contas premium houveram muitos estudos para comprovar se seriam aceitas pelo grande público e segundo o CEO do Twitter os resultados foram positivos e foi constatado que os usuários esperavam esse tipo de ação.

Williams explicou que "as Celebridades e as grandes corporações começaram a concorrer para twittar as suas necessidades nas, e o crescimento acelerou, muito mais que o esperado. Com todo esse aumento tráfego de mensagens, muitos usuários exprimiram a vontade de pagar para contas, e agora vamos dar essa oportunidade."

A previsão é que as contas custem entre R$ 10 a R$ 500 por mês, os valores vão indicar a quantidade de followers e texto que o usuário vai poder twittar durante o mês.

Entretanto, ainda existem rumores da possibilidade de conta "Preta", restrita para celebridades e famosos como J. K. O Rowling, Stephen King entre alguns outros.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O início da blogosfera

Dentro de pouco tempo, talvez meses ou anos, vamos olhar para o hoje e descobrir que presenciamos o início da blogosfera.

Um período onde muitos se vangloriam de ter vários assinantes nos seus blogs, que falam de diversos assuntos, são linkados por muitos outros, até mesmo considerados referências em algumas áreas, mas na realidade não eram nada. Ou quem sabe eram tudo, afinal tinham tanto acesso somente pelo status que isso proporcionava. Igual aos dias atuais onde ainda assinar um jornal de circulação nacional gera prestigio.

Esses donos do poder virtual, que influenciam, ditam normas, padrões e regras, com certeza já terão percebido que são como mágicos: criam ilusões, fantasias, mas não podem contar como fazer para ninguém descobrir que é tudo um truque.

Nesse momento da revelação, os blogs já terão voltado para dentro das redações jornalísticas, onde profissionais mais antenados e versados nas diversas linguagens digitais vão noticiar com ironia que durante muitos anos, um grupo conseguiu viver iludindo empresas, agências, pessoas.

Os blogs não serão odiados, muito pelo contrário vão ganhar o seu devido espaço. Um local pessoal. Sem links patrocinados, posts pagos, rankings, memes. Serão apenas cadernos virtuais, onde ninguém vai exigir que ele seja temático, o seu dono vai ser livre e anônimo. Esta vai ser a única regra e este vai ser o grande motivo para a ascensão e queda da blogosfera.
Então quando esse dia chegar, novamente, os usuários no final do dia, pouco antes de dormir, vão abrir seus notebooks e deixar naquele espaço seus pensamentos, dúvidas, angustias, histórias que somente a cabeça do homem é capaz de imaginar.

Novas legislações já estarão em vigor proibindo mecanismos de busca localizar estas páginas, que não serão privadas, mas a necessidade de privacidade vai impedir delas se tornarem públicas.
Quando esse dia chegar, em algum lugar, uma pessoa vai escrever no seu blog, como foram as suas lembranças de viver em uma sociedade onde pensamentos, ideologias e imagens de qualquer um tinham um preço. Onde os blogs eram os antigos sistemas de pirâmides e onde muitos entravam somente sonhando em conseguir os seus 15 minutos de fama.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O futuro dos jornais

A internet no ano foi um dos veículos de "comunicação de massa", mais conquistou anunciantes e público. O meio só não conseguiu, ainda, desbancar a televisão que continua sendo a principal fonte de notícias. Segundo informou uma pesquisa Pew Research Center for the People & the Press, que ouviu 1489 pessoas.

De acordo com o levantamento 59% de pessoas com idade inferior a 30 anos afirmaram que sua principal fonte de informação é a internet, contra 68% de pessoas que tinham a mesma percepção em setembro de 2007. Comparando os veículos os números mostram que 70% se mantém informados pela televisão, 40% buscam as notícias diretamente na grande rede e somente 35% ainda utilizam os jornais impressos como fonte de informação.

O crescimento do meio digital mostrado na pesquisa, já não causa tamanho espanto ou impacto. Durante os últimos três anos o meio impresso vem perdendo mensalmente, uma grande parte dos seus anunciantes e leitores.

Um dos principais sintomas desta perda é a tão massificada instantaneidade da notícia, que tem deixado para os jornais impressos apenas o papel de repetidores. Desta forma, enquanto os periódicos não encontram uma fórmula para atrair novamente os seus leitores, desde que não seja continuar oferecendo cupons, a tendência que se mostra no horizonte é irreversível.

Entretanto, ainda acredito que não seja prudente falar em uma morte dos jornais impresso. Visualizo uma grande reformulação onde o perfil noticioso vai dar lugar para um jornalismo mais investigativo.

A pesquisa que mostra o declínio dos jornais pode ser conferida no portal do Pew Research Center for the People & the Press, no artigo Internet Overtakes Newspapers As News Source.

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