Skrol

Mostrando postagens com marcador Economia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Economia. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de agosto de 2016

A utilização das redes sociais para prever atividades econômicas

Quem trabalha com investimentos ou previsão de riscos sabe o quanto é necessário ter bons indicadores econômicos. Infelizmente, estes dados tem um custo alto e quando disponibilizados, na maioria dos casos, estão desatualizados ou mostram informações insuficientes. Para tentar suprir essa necessidade do mercado pesquisadores italianos, espanhois e equatorianos se juntaram em busca de uma solução viável e com baixo custo.

A solução encontrada foi a utilização do falecido Yahoo Meme, que no período analisado (2014) se mostrou como uma rede confiável para fornecer dados que pudessem auxiliar na previsão de como iria se comportar a economia de um determinado país. Neste caso em específico o estudo foi aplicado em 45 cidades brasileiras e utilizou como metodologia o glocality (postula que cidades economicamente bem sucedidas tendem a se envolver com interações globais e locais ao mesmo tempo) combinado com teorias da sociologia urbana.

Desse estudo surgiu o paper “Taking Brazil’s Pulse: Tracking Growing Urban Economies from Online Attention” que conseguiu comprovar a possibilidade de unir dados como o Censo brasileiro (foi utilizado para determinar o número de penetração da internet nas cidades) em conjunto com os dados produzidos pelo público no Yahoo Meme.  Assim foi possível construir uma matriz de crescimento econômico das cidades cobertas na pesquisa, além de demonstrar que as redes sociais podem ser vistas como ferramentas auxiliares para investidores.

domingo, 31 de julho de 2016

A influência do Twitter no mercado financeiro


O que você faria se descobrisse que basta acompanhar um fórum ou monitorar uma determinada fatia dos usuários do Twitter para prever como vai se comportar o mercado financeiro?

Com essa dúvida e para não perder a oportunidade muitas empresas do setor financeiro já adotaram, em seus setores de inteligência, o monitoramento constante das redes sociais para tentar prever as tendências do mercado. Esse tipo de trabalho já é realizado desde de 2011, em Wall Street, e ganhou a confiança do mercado financeiro após a publicação de um estudo realizado pela Universidade de Indiana que aponta 87,6% de precisão nos resultados no fechamento do pregão.

O estudo baseado na economia comportamental identificou que ao avaliar o tipo de emoção (felicidade x tristeza, amor x ódio e insegurança x otimismo) que o público transmite por meio de mensagens em redes sociais é possível traduzir esse mesmo tipo de emoção para a forma como o mercado financeiro vai se comportar.

Um outro estudo realizado pela Universidade Nacional da China identificou  uma correlação positiva entre o desempenho no preço das ações e as redes sociais. Neste estudo de caso foi avaliada a flutuação de índices da Dow Jones e Nasdaq com a percepção dos comentários postados em redes sociais. O resultado foi a descoberta de uma forte tendência do mercado se deixar influenciar pela percepção pública de comentários da redes.

Esse tipo de inteligência já demonstra ter ganhado a atenção de empresas e em 2012 foi lançada a ferramenta Wall Street Birds que fornece análise aprofundada da percepção de marcas e eventos online, para que os investidores possam saber onde e como investir com o menor risco.

Como funcionam os a análise de mercado pelo Twitter

Com base nas pesquisas citadas foi reproduzido um passo-a-passo de foram realizados os estudos:

1. Captura de tweets diários;
2. Analisar tweets qualitativamente as postagens publicadas;
3. Determinar o humor das postagens ("positivo" x "negativo" ou "insegurança" x "otimismo");
4. Se o humor é positivo ou apresentam tendência otimista é sinal que o mercado vai fechar em alta devido a alta nas compras de papeis;
5. Se o humor é negativo ou apresentam tendências de insegurança é um indicativo de queda com uma acentuada venda de papeis.

* Em ambos os estudos foi constado que a duração de cada leitura pode variar entre um e três dias para se efetivar.

Brasil ignora riscos de manipulação digital
No Brasil, o mercado financeiro ainda prefere ignorar ou não falar abertamente sobre a utilização de redes sociais para manipular e/ou investir no mercado financeiro. A própria Comissão de Valores Mobiliários (CVM) até hoje não tem nenhuma normatização ou regulamento próprio para possíveis casos de fraudes originadas nas redes sociais. Embora, 2014 a Instituição tenha realizado um estudo sobre o utilização das mídias sociais em mercados de capitais de outros países e identificou baixa atividade com objetivo de manipular o mercado. Além do estudo, em fevereiro de 2016, no ofício circular nº 02/2016, a entidade destaca:
Ressalta-se ainda que se aplicam às divulgações realizadas em mídias sociais as mesmas regras previstas nas normas que tratam da divulgação de informações, notadamente as que disciplinam a divulgação de informações relevantes (Instrução CVM nº358/02) e estabelecem regras gerais sobre conteúdo e forma das informações que os emissores devem observar (artigos 14 a 19 da Instrução CVM nº480/09). Isso significa, por exemplo, que os administradores e acionistas controladores: (a) só podem divulgar informações relativas  a atos ou fatos  relevantes  em  redes  sociais,  após  ou  simultaneamente à divulgação dessas informações pelos meios de comunicação hoje admitidos na Instrução CVM nº 358/02; e (b) devem divulgar nas redes sociais, assim como em qualquer outro meio ou documento, informações verdadeiras, completas, consistentes e que não induzam o investidor a erro, conforme exigido no artigo 14 da Instrução CVM nº 480.

Embora seja um primeiro passo, ainda demonstra ser incipiente. Afinal, o insider trading é um conceito subjetivo mesmo para a legislação existente. Afinal, nas redes sociais a barreira entre o público e privado, ainda é uma linha tênue. Um exemplo são os fóruns de economia. Em poucos minutos é possível observar uma variedade gigantesca de dicas e especulações de como o mercado vai operar no dia. O diferencial desse espaço para o Twitter e reúne investidores, funcionários de corretoras e operadores da bolsa.

 A BM&FBovespa, também, não possuí regras específicas para possíveis manipulações do mercado dentro de redes sociais. Mas afirma que em caso de suspeitas será instaurada uma comissão para analisar os possíveis casos. No entanto, essa aparente displicência das instituições financeiras em relação as vulnerabilidades do mercado podem ser avaliadas por dois pontos: elas estão preparadas para qualquer tipo de ataque especulativo e preferem omitir a informação para não gerar pânico no mercado ou este é o momento ideal de ir as compras e fazer dinheiro com a falta de preparo das instituições sobre o alcance das redes sociais.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Aberta a temporada de fusões no setor tecnológico

Um dos noivados mais longos do setor corporativo teve um final feliz na última segunda-feira, 20/04. A Sun e a Oracle depois de 20 anos, entre namoro e noivado resolveram oficializar a união.

A Sun Microsystems (nome de solteira) que nos últimos meses flertou com vários outros possíveis parceiros como IBM, HP, Cisco e DEll, viu nos softwares da Oracle uma nova oportunidade de subir ao altar com seu amor de longos anos ao mesmo tempo em que voltava para o seleto clube da elite tecnológica.

Nesta longa relação, ambas trouxeram filhos crescidos e já respeitados no mercado. A Sun entrou com o MySQL, garoto prodígio e que já era o xodó da Oracle, antes mesmo da união. A boca pequena corria inclusive o boato que o menino era filho bastardo devido ao seu grande talento para os Bancos de Dados.

A Oracle trouxe o mundialmente famoso e bem conceituado OpenOffice, o patinho feio e que nunca esteve em grandes disputas. Exatamente por esse motivo era o queridinho da comunidade "hype", do open source.

Futuro. Agora, enquanto estão na fase de lua-de-mel o destino dos filhos ainda não foram traçados. A expectativa é quando todos voltarem para casa.

A aposta mais provável é da Oracle cortar um pouco as asas do MySQL e deixar ele perder o seu próprio brilho aos poucos. Enquanto utiliza da tecnologia e respaldo da Sun para fortalecer a sua própria ferramenta de BD.

O OpenOffice não é de grande interesse para nenhuma das duas, o filho mais novo que sempre ficou com a turma alternativa do open source, ao que tudo indica pode voltar a ser assediado pela Microsoft.

A jogada seria aproveitar o espaço criado para trazer para dentro de sua casa dois grupos específicos: os hypes e os mauricinhos, ao mesmo tempo em que rejuvenesce e fortalece os seus próprios softwares proprietários.

Entretanto, vale destacar que por fora ainda aparece a Google, que embora tenha suas plataformas todas baseadas na web, já demonstrou o desejo, além de ter percebido a necessidade, de oferecer no seu pool de produtos aplicativos para o desktop.

Caso essa segunda opção prevaleça só nos resta torcer pelo gigante das buscas não destruir todo OpenOffice da mesma forma que fez com o editor de textos Writely.

Por hora, a única certeza foi o pronunciamento dos noivos que afirmaram amor eterno e que todos viveriam felizes debaixo do mesmo teto. Infelizmente, na vida real, a frase "e viveram felizes para sempre" tem prazo certo para terminar. Neste caso, vai acontecer na hora de enxugar os custos e fazer os novos filhos do casal mostrar que podem ser rentáveis.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Aberta a temporada de locação

A baixa temporada no setor turístico, com o término das férias e carnaval, passa ser a alta temporada dos locatários de imóveis. Agora, os preços voltam a se normalizar e é possível, inclusive, conseguir fazer bons negócios.

Durante o mês de março já é possível encontrar alguns imóveis. Embora, a grande oferta comece na segunda quinzena do mês quando os donos já concluíram as reformas e descobriram o péssimo negócio da locação por temporada.

No Rio de Janeiro, usando como parâmetro o bairro de Copacabana, os alugueis nos últimos meses estavam inflacionados e um conjugado (quarto, banheiro e cozinha) não era encontrado por menos de R$ 600, fora o condomínio que vária entre R$ 170 e R$ 200.

Agora, muitos proprietários e administradoras vão tentar aproveitar o momento e manter o mesmo preço. Mas o futuro inquilino se fizer uma boa pesquisa vai encontrar imóveis do mesmo padrão com preço nunca superior a R$ 450. A variação ou o valor acima somente quando a localização for muito privilegiada, como em ruas próximas a Orla.

Em ruas a partir da Barata Ribeiro os imóveis já começam a sinalizar uma redução de preços e facilmente pode-se encontrar aluguéis entre R$ 500 e R$ 550.

Cuidados. As exigências para quem está locando são inúmeras e varia de acordo com cada administradora e proprietário, mas no geral é exigido fiador ou deposito de três meses do aluguel, além de comprovação de renda onde seja possível constatar que o futuro inquilino não estará comprometendo mais que 25% do seu salário, referências, nome limpo no SPC e Serasa.

Em alguns casos e de acordo com o imóvel é exigido cópia da última declaração do Imposto de Renda e extrato bancário dos últimos seis meses.

Se o futuro inquilino sobreviver a tudo isso é hora de tomar as próprias precauções para não ganhar uma dor-de-cabeça mais adiante. As principais dicas é exigir tudo documentado e desconfiar de proprietários que oferecem muitos benefícios e facilitam muito o negócio.

Dicas para uma boa locação
- Fazer uma vistoria prévia e meticulosa de todo o imóvel;
- Conferir toda a instalação elétrica e hidráulica;
- Quando o gás estiver desligado verificar na CEG se existe alguma pendência como vistorias e contas em aberto;
- Vale lembrar que uma vez que o gás tenha sido desligado em muitos casos a CEG exige uma nova vistoria e com ela várias adaptações passam a ser necessárias;
- Não aceitar apenas a vistoria do proprietário, lembre-se depois de assinado vai ser mais difícil contestar qualquer coisa;
- Exigir que todos os "entendimentos" como mudanças de instalações, adaptações e direitos estejam estipuladas no contrato;
- Igualmente exigir que seja estipulado no contrato qual vai ser a forma para a devolução do depósito, quando for o caso.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O futuro dos jornais

A internet no ano foi um dos veículos de "comunicação de massa", mais conquistou anunciantes e público. O meio só não conseguiu, ainda, desbancar a televisão que continua sendo a principal fonte de notícias. Segundo informou uma pesquisa Pew Research Center for the People & the Press, que ouviu 1489 pessoas.

De acordo com o levantamento 59% de pessoas com idade inferior a 30 anos afirmaram que sua principal fonte de informação é a internet, contra 68% de pessoas que tinham a mesma percepção em setembro de 2007. Comparando os veículos os números mostram que 70% se mantém informados pela televisão, 40% buscam as notícias diretamente na grande rede e somente 35% ainda utilizam os jornais impressos como fonte de informação.

O crescimento do meio digital mostrado na pesquisa, já não causa tamanho espanto ou impacto. Durante os últimos três anos o meio impresso vem perdendo mensalmente, uma grande parte dos seus anunciantes e leitores.

Um dos principais sintomas desta perda é a tão massificada instantaneidade da notícia, que tem deixado para os jornais impressos apenas o papel de repetidores. Desta forma, enquanto os periódicos não encontram uma fórmula para atrair novamente os seus leitores, desde que não seja continuar oferecendo cupons, a tendência que se mostra no horizonte é irreversível.

Entretanto, ainda acredito que não seja prudente falar em uma morte dos jornais impresso. Visualizo uma grande reformulação onde o perfil noticioso vai dar lugar para um jornalismo mais investigativo.

A pesquisa que mostra o declínio dos jornais pode ser conferida no portal do Pew Research Center for the People & the Press, no artigo Internet Overtakes Newspapers As News Source.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A crise financeira e o crescimento econômico capixaba

No último final de semana estive em Vitória, capital do Espírito Santo e uma das cidades brasileiras com maior índice de crescimento econômico.  Minha viagem tinha como principal objetivo o aniversário de mamãe, mas como bom jornalista não pude deixar de ver como estava o andamento da economia que já acompanhei de perto.

Conversei com empresários, jornalistas, assessores de imprensa de grandes multinacionais, dos mais diversos segmentos, construção civil, petróleo, aço e granito.

Em um primeiro momento, você quase acredita que no estado não existe uma crise, os prédios continuam sendo erguidos, lançamentos são feitos quase que semanalmente. No mesmo período a Vale divulgou o seu balanço trimestral afirmando ter um lucro líquido de R$ 12,433 bilhões, outras empresas já fizeram diagnósticos onde aponto m um crescimento de 100% para o próximo ano fiscal.

Mas no mesmo momento ninguém mais fala de abrir capital na bolsa, vale destacar que algumas construtoras já estavam com o processo em andamento. Os argumentos utilizados agora é um único é simples: estamos tão sólidos que não temos necessidade de fazer capitalização na bolsa. (?)

Poderia até ser verdade, uma vez que os lançamentos estão com boa liquidez, nos bairros mais procurados encontrar um imóvel para alugar leva um bom tempo e os preços continuam em alta. Nenhuma relação com as bolsas ou crises.

No setor de petróleo onde o estado já está com fama de que em qualquer lugar que se perfure vai ser encontrado algum tipo de bem, os investimentos ainda não foram cancelados, mas já é concreto que serão freados e redistribuídos em um período mais longo.

Com todo um cenário otimista parece que o Espírito Santo, vai ser o único estado no mundo globalizado que diante de um cenário catastrófico vai sair imune e com suas finanças equilibradas. Uma desculpa poderia ser por produzir exatamente o que todos investem neste período de turbulência commodities, entretanto vale destacar que existe uma crise.

Conversei com alguns economistas e investidores que me deram a melhor explicação para o que passa o Espírito Santo: durante os últimos três anos houve investimentos maciços e o retorno está vindo agora, o que impossibilita do Estado entrar na crise, neste momento. Entretanto, a unanimidade é que se a crise persistir até o segundo semestre. O Estado vai sofrer um grande baque.

Este baque provavelmente vai contaminar todos os outros mercados brasileiros e o efeito dominó que está sendo segurado, vai ruir como um castelo de cartas.

compartilhar

Posts relacionados