quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Apagão: Mídias emergentes x Mídias tradicionais
Primeiro round. Pouco depois das 22h, quando as primeiras luzes começaram a apagar, no twitter usuários de vários Estados começaram a relatar a falta de energia. Em pouco mais de três minutos já era possível conhecer a extensão e gravidade do problema, pela ferramenta. A rádio CBN ainda mantinha a transmissão do jogo do Vasco e os repórteres e comentaristas não sabiam a extensão do problema.
Segundo round. Com mais de 30 minutos de atraso a Tupi FM fala pela primeira vez sobre o blackout, a CBN demorou ainda alguns minutos para confirmar a notícia. Em ambos os casos as fontes e informações estavam saindo diretamente do twitter.
As rádios conseguiram se estruturar depois de uma hora. Nesse momento começa a inversão de papeis as rádios passam a pautar os comentários no twitter.
Terceiro round. Ambas as mídias sem perceber começam a disputar a atenção e energia dos aparelhos móveis do público. O twitter passa a ter um conteúdo mais local, com usuários relatando como está a situação em seus bairros, pontos perigosos e uma grande quantidade de futilidades. A rádio consegue estruturar equipes e suas redes de outros Estados e passa a da informação mais qualificada.
Conclusão. Com o apagão pudemos observar que a tecnologia móvel é como a televisão no início: nem todos tinham, mas sempre era possível assistir pela janela do vizinho e nessa grande disputa alguns pontos ficaram evidentes:
- O twitter apesar de ter sido o primeiro a noticiar a extensão do apagão ainda é um meio elitista;
- Os veículos tradicionais perderam agilidade e durante o apagão em muitos momentos cometeram erros gravíssimos;
- O twitter mostrou que é uma ferramenta, apesar do seu alto grau de informalidade, um meio que muitos utilizam para se manter informado;
- As mídias tradicionais demonstraram que a facilidade das novas tecnologias a deixaram lenta e sem saber inovar.
Com esse acontecimento vimos as mídias sociais dar mais uma passo para se solidificar como um meio de comunicação ágil e rápido, enquanto o rádio conseguiu ressurgir do seu ostracismo. A TV e o jornal imprensso e até mesmo os grande portais de notícias, ainda atrelados a velhos formatos demonstraram que chegou a hora de começarem a fazer a tão falada convergência de mídias, para conseguir sobreviver nesse mundo onde quem não sabe brincar deve ficar em casa esperando a luz voltar.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Jornalista Formado - Melhor para a Sociedade
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Profissão: Jornalista Diplomado
A decisão fundamentada na Constituição de 1988, no artigo 5, que trata da liberdade de expressão e que se confrontava com um decreto-lei de 1969, época em que o País era governado pela ditadura militar. A decisão do STF tenta corrigir um erro aparente, mas cria outro: Quem será o novo jornalista que vai atuar dentro das redações? Como vão ficar a qualidade dos cursos? Qual vai ser a preparação deste novo profissional? Como fica a pesquisa científica na área de Comunicação Social?
Todos esses questionamentos me fizeram lembrar o meu primeiro dia de aula na faculdade de Comunicação. Era aula de Língua Portuguesa I, a professora Madalena com o objetivo de integrar a turma fez a clássica pergunta: o que procurávamos no curso? Eu do auto de minha arrogância respondi que somente o diploma, pois iria ser o editor-chefe da Folha de São Paulo e o canudo era um pré-requisito.
Quatro anos depois me formava como Comunicador Social, habilitado em Jornalismo. Nunca cheguei sequer a fazer um freela para a Folha, mas adquiri conhecimento que nunca teria em outra graduação. Durante os quatro anos de curso foi me apresentado um mundo de teorias filosóficas, sociológicas e comunicacionais, que me mostraram como a notícia é construída, como e porque a mensagem é disseminada, como ela influência toda uma sociedade.
Lógico, que tudo isso embasado com aulas práticas, pesquisas e estágio. Hoje, depois de enfrentar uma faculdade e com a experiência de quem atuou em Redação e Assessoria de Imprensa olho para trás e em nenhum momento vejo que foi um tempo perdido, muito pelo contrário, aqueles quatro anos foram a base para ser o profissional que me tornei.
Entendo que muitos ainda possam acreditar que um jornalista possa ser moldado com o tempo, dentro de uma redação e sem nenhum embasamento teórico. Mas também vejo o outro lado, a pesquisa científica, o saber adquirido, conhecimento técnico que somente uma faculdade vai poder oferecer e o profissional ter condições de transmutar na prática do dia-a-dia. Isso anos de experiência nunca irá poder oferecer.
Hoje, longe das redações, atuando na área de internet, mas ainda um jornalista. Sinto um vazio, vejo muitos dos meus colegas comemorando que dentro de alguns anos seremos poucos e ganharemos mais. Eu vislumbro que dentro de alguns anos teremos redações repletas de pessoas que nem sabem escrever um lide. Falar em newsmaking ou gatekeeper será palavrão, os salários serão irrisórios e a qualidade já não vai ser preocupação.
Com a nova legislação não é possível afirmar nada. Como será feita a mudança, como as empresas jornalísticas vão se comportar, como o mercado vai absorver esses profissionais sem diplomas. Enfim, dentro de tantas suposições a única certeza que ainda me resta é o orgulho de ter passado por uma faculdade e hoje poder conciliar toda a bagagem teórico com o conhecimento prático.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Ministros do STF votam contra o diploma de jornalista
Relator do caso no STF, o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, disse que o jornalismo é uma profissão diferenciada, que tem vinculação com o exercício amplo das liberdades de expressão e de informação. Segundo ele, exigir o diploma de quem exerce jornalismo é contra a Constituição Federal, que garante essas liberdades. A exigência do diploma já estava suspensa desde 2006, por uma liminar concedida pelo STF.
O recurso julgado questionava se a exigência do diploma era constitucional foi de autoria do Sindicato das empresas e rádio e televisão no Estado de São Paulo (Sertesp) e Ministério Público Federal. Segundo o MP, o decreto-lei 972/69, que estabelece as regras para exercício da profissão, entraria em choque com a Constituição de 1988.
Entidades como a Federação dos Jornalistas (Fenaj) e os sindicatos da categoria defendem que o diploma continue valendo. Eles argumentam que o diploma é "um dos pilares da regulamentação profissional do jornalista". Dizem também que o fim da exigência do diploma para o exercício da profissão "só interessa àqueles que desprezam o livre exercício do jornalismo com qualidade e ética e o direito da sociedade à informação".
Discussão no ministério
A concessão do diploma de Jornalismo a bacharéis de outras profissões após dois anos de curso é tema também discutido desde o início deste ano em comissão criada pelo Ministério da Educação para criar novas diretrizes para a graduação. Outra mudança a ser debatida é a separação do curso da grande área da Comunicação Social, criando um currículo próprio.
Desde os anos 1980, a formação em Jornalismo passou a ser uma habilitação do curso de Comunicação Social. Já a possibilidade de bacharéis receberem diploma após dois anos foi levantada em 2008 pelo ministro da Educação, Fernando Haddad.
Na avaliação do presidente do STF, o decreto-lei 972/69, que estabelece que o diploma é necessário para o exercício da profissão de jornalista, não atende aos critérios da Constituição de 1988 para a regulamentação de profissões.
Mendes disse que o diploma para a profissão de jornalista não garante que não haverá danos irreparáveis ou prejudicar direitos alheios.
"Quando uma noticia não é verídica ela não será evitada pela exigência de que os jornalistas frequentem um curso de formação. É diferente de um motorista que coloca em risco a coletividade. A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia nesse sentido por não implicar tais riscos não poderia exigir um diploma para exercer a profissão. Não há razão para se acreditar que a exigência do diploma seja a forma mais adequada para evitar o exercício abusivo da profissão", disse.
Mendes chegou a comparar a profissão de jornalista com a de cozinheiro. "Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área. O Poder Público não pode restringir, dessa forma, a liberdade profissional no âmbito da culinária. Disso ninguém tem dúvida, o que não afasta a possibilidade do exercício abusivo e antiético dessa profissão, com riscos eventualmente até à saúde e à vida dos consumidores", disse.
O presidente do STF disse ainda que não acredita que a queda do diploma de jornalista feche as faculdades de comunicação. "Tais cursos são importantes e exigem preparo técnico e ético dos profissionais para atuarem. Os jornalistas se dedicam ao exercício pleno da liberdade de expressão. O jornalismo e a liberdade de expressão, portanto, são atividades imbricadas por sua própria natureza e não podem ser pensadas e tratadas de forma separada", afirmou.
Entre as graduações mais concorridas, os cursos de Jornalismo fizeram parte da expansão do ensino privado nos anos 1990. Segundo dados do Censo da Educação Superior, dos 546 cursos oferecidos no País, 463 são pagos. Somente em 2007, foram 6.850 formados.
A comissão não vai interferir na regulamentação para o exercício da profissão, tema que espera julgamento pelo STF.
Lei de imprensa
No fim de abril, o STF derrubou a Lei de Imprensa, uma das últimas legislações do tempo da ditadura que continuavam em vigor. Num julgamento histórico, 7 dos 11 ministros do STF decidiram tornar sem efeitos a totalidade da lei ao concluírem que ela, que foi editada em 1967, era incompatível com a democracia e com a atual Constituição Federal. Eles consideraram que a Lei de Imprensa era inconstitucional.
Com informações da Folha Online e Portal Estadão
sexta-feira, 1 de maio de 2009
As principais modificações com o fim da Lei de Imprensa
Com o fim da lei 5.250/67, julgamentos de ações contra jornalistas passam agora a ser feitos com base na Constituição e nos códigos Civil e Penal, que preveem penas mais brandas para os crimes de injúria, calúnia e difamação, que eram punidos por até três anos de prisão.
Pelo Código Penal, por exemplo, as penas não passam de dois anos. Na antiga lei, se os três crimes fossem cometidos contra o presidente da República ou outras autoridades, as penas ainda eram aumentadas em um terço.
Jornalistas e veículos de comunicação também poderiam ser processados se publicassem algo que ofendesse “a moral pública e os bons costumes.” A pena era de três meses a um ano e a multa poderia ser de até 20 salários mínimos da região onde houve a publicação.
A revogação da lei também altera a indenização prevista para crimes de danos à imagem e à honra. O artigo 51 previa valores entre dois e 20 salários mínimos (R$ 930 a R$ 9.300) para a indenização, enquanto o Código Civil e a Constituição Federal não estabelecem limites.
Outra mudança diz respeito ao direito de resposta. A Lei de Imprensa dizia que toda pessoa, órgão ou entidade pública que fosse ofendida em publicação ou a “cujo respeito os meios de informação veicularem fato inverídico ou errôneo” têm direito a resposta ou retificação.
Além disso, o direito de resposta seguia regras: no caso de jornal ou periódico, o direito de resposta deveria ter dimensão igual ao do texto publicado anteriormente e no mínimo 100 linhas. No caso das TVs, o direito de resposta deveria durar um minuto, mesmo que a reportagem que tivesse dado origem ao pedido tivesse menos tempo.
Com a revogação da lei, os juízes terão de julgar caso a caso as ações de direito de resposta, baseados no artigo 5º da Constituição, que assegura “o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem.”
Fonte: G1
terça-feira, 7 de abril de 2009
Dia do Jornalista
Em homenagem ao meu dia, um rápido perfil dos profissionais que trabalham arduamente para informar:JORNALISTA não fala - informa
Não passeia - viaja a trabalho
Não conversa - entrevista
Não faz lanche - alimenta o espírito
Não é chato - é crítico
Não tem olheiras - tem marcas de experiência
Não se confunde - perde a pauta
Não esquece de assinar - é anônimo
Não se acha - ele já é reconhecido
Não influencia - forma opinião
Não conta história - reconstrói
Não omite fatos - os edita
Não pensa em trabalho - vive o trabalho
Não vai à festas - faz cobertura
Não acha - tem opinião
Não fofoca - compartilha informações
Não pára - pausa
Não mente - equivoca-se
Não chora - se emociona
Não some - trabalha em off
Não lê - busca informação
Não traz novidade - dá furo de reportagem
Não tem problema - tem situação
Não tem muitos amigos - tem muitos contatos
Não briga - debate
Não usa carro - mas sim veículo
Não é esquecido - é eternizado pela crítica
Seguindo adiante o Dia do Jornalista é um dos poucos que tem várias datas comemorativas e o site Itu fez uma pesquisa para descobrir qual era realmente a data correta. O resultado está abaixo:No calendário de datas comemorativas do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, consta como Dia do Jornalista, 07 de abril. Mas para homenagear os profissionais da imprensa, uma pesquisa feita sobre essa data apontou outros dias como possíveis dias do jornalista: 24 de janeiro, 29 de janeiro, 16 de fevereiro, 3 de maio e 1º de junho. Em consulta a mais de 100 sites diferenciados, jornais, revistas e a obra “História da Imprensa no Brasil”, de Nelson Werneck Sodré, leitura obrigatória de qualquer jornalista sobre a formação da imprensa no Brasil, vários acontecimentos ligados a todas as datas foram citados:
24 de janeiro - Data do padroeiro da profissão, São Francisco de Sales (bispo e doutor da Igreja Católica) para homenagear os profissionais do jornalismo.
29 de janeiro – a data é, de longe, mais citada nos calendários comemorativos brasileiros mas, ao mesmo tempo, a que menos tem referências à sua criação. As informações vão desde uma homenagem ao jornalista e abolicionista José do Patrocínio (que teria falecido, nesta data, em 1905) até sendo uma data exclusivamente católica.
16 de fevereiro - Dia do Repórter
07 de abril - foi instituído pela Associação Brasileira de Imprensa em homenagem a João Batista Líbero Badaró, médico e jornalista, que morreu assassinado por inimigos políticos, em São Paulo, em 22 de novembro de 1830. O movimento popular gerado por sua morte levou à abdicação de D. Pedro I, no dia 7 de abril de 1831. Um século depois, em 1931, em homenagem a esse acontecimento, o dia 7 de abril foi instituído como o "Dia do Jornalista".
03 de maio - pode ser considerado o Dia do Jornalista por ser a data da Liberdade de Imprensa, decretada pela ONU em 1993.
01 de junho – Dia da Imprensa que durante 192 anos foi comemorado, erroneamente, em 10 de setembro (atribuía-se à Gazeta do Rio de Janeiro, jornal oficial do Império, ser o primeiro jornal brasileiro). No Brasil, a Imprensa surge em 1808, quando passou a circular, em 1º de junho, o "Correio Braziliense", editado em Londres por Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça.
E quanto ao dia mundial? Levando em conta o maior número de pessoas comemorando, o dia 8 de novembro seria o dia oficial, em que 1,3 bilhões de chineses comemoram a data. Nos EUA, o dia do jornalista é comemorado em 8 de agosto e mais datas surgem em pesquisas em outros países.
quarta-feira, 18 de março de 2009
Jornalismo Verdade (?)
O jornalismo é pautado por um Código de Ética e o Manual de Estilo. O primeiro é inerente a profissão e em qualquer redação. O Manual de Estilo é definido por cada veículo, mas tem como item principal o bom gosto, e mesmo para os veículos voltados para o público popular o bom senso deve prevalecer em detrimento do shownalismo.Infelizmente, a crise tem afetado muitos veículos e conciliado com administrações precárias, profissionais despreparados e mau-remunerados vemos exemplos diários de falta de apuração, mau gosto e sensacionalismo grotesco.
O exemplo mais recente é o "Meio Hora", que não esta imune a nenhum dos problemas descritos acima e buscou o meio mais fácil para tentar se manter no mercado: aboliu todos os códigos e parâmetros do bom jornalismo e presenteia diariamente os leitores com capas como da edição de hoje.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Ameaças a liberdade de imprensa aumentam no segundo semestre de 2008
A organização, sediada em Paris, apresentou uma lista maior de abusos contra a liberdade de imprensa e expressão. O informe registrou 39 mortes de jornalistas e outros profissionais de mídia desde junho, totalizando 68 mortes no ano.
O relatório mencionou que jornalistas no Oriente Médio e norte da África são especialmente ameaçados por "regimes autocratas que não hesitam em tomar medidas repressoras contra a imprensa independente."
Também acrescentou que o México se destaca como um dos lugares mais mortais para jornalistas, por causa da incidência do tráfico de drogas na região.
Para mais detalhes sobre ataques contra a imprensa mundial, leia o relatório da WAN, ou escreva para Larry Kilman, diretor de comunicação, lkilman@wan.asso.fr.
Este post não foi escrito por mim, recebi por email e estou apenas republicando. Se alguém souber o autor original favor me avisar para dar os devidos créditos.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Reforma ortográfica
As novas regras começam a valer em caráter transitório até 2012, nesse período as duas formas de escrever serão consideradas corretas. Somente em janeiro de 2013 que o novo acordo será adotado como forma padrão de escrita.
Entretanto, ainda, nem todas as normas foram definidas. Como a intenção não é facilitar a vida de ninguém, o novo acordo cria um novo conjunto de regras, mas cheio exceções que deverão ser discutidas entre as Academias de Letras dos países que falam a língua portuguesa (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal).
A expectativa é que a Academia Brasileira de Letras organize o novo "Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa" (Volp) até fevereiro de 2009.
Acordo. O acordo ortográfico foi assinado em 1990, mas regulamentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva dia 29 de setembro deste ano, por meio de um decreto.
Concursos. Os concursos e vestibulares vão admitir as duas grafias por quatro anos, mas a maioria não adotará as novas regras em seus enunciados de imediato. Durante o período de transição, estudantes e concurseiros também não serão avaliados pelo qual dos estilos ortográficos que utilizar.
Órgãos oficiais. Apesar de terem regulamentado o acordo e o início de sua vigência para 1º de janeiro, o Executivo federal e o Congresso não se prepararam para cumprir imediatamente a sua própria decisão. Por esse motivo, os documentos oficiais ainda vão continuar sendo escritos sem padronização do novo acordo, a justificativa apresentado por ambos é a falta de preparação dos servidores.
Apenas o Supremo Tribunal Federal vai cumprir as novas regras desde o início. O órgão, nos últimos três meses treinou técnicos e revisores para que todos os documentos produzidos passem a ser redigidos pela nova norma no primeiro dia de 2009, como está definido em decreto.
Para quem ainda está perdido, vale lembrar que a mudança ortográfica não vai mudar em nada a forma como as palavras são pronunciadas. Abaixo fica um manual publicado pela editora melhoramentos com todo o conteúdo da reforma.
Guia Da Reforma Ortográfica Da Lingua Portuguesa
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
O futuro dos jornais
De acordo com o levantamento 59% de pessoas com idade inferior a 30 anos afirmaram que sua principal fonte de informação é a internet, contra 68% de pessoas que tinham a mesma percepção em setembro de 2007. Comparando os veículos os números mostram que 70% se mantém informados pela televisão, 40% buscam as notícias diretamente na grande rede e somente 35% ainda utilizam os jornais impressos como fonte de informação.
O crescimento do meio digital mostrado na pesquisa, já não causa tamanho espanto ou impacto. Durante os últimos três anos o meio impresso vem perdendo mensalmente, uma grande parte dos seus anunciantes e leitores.
Um dos principais sintomas desta perda é a tão massificada instantaneidade da notícia, que tem deixado para os jornais impressos apenas o papel de repetidores. Desta forma, enquanto os periódicos não encontram uma fórmula para atrair novamente os seus leitores, desde que não seja continuar oferecendo cupons, a tendência que se mostra no horizonte é irreversível.
Entretanto, ainda acredito que não seja prudente falar em uma morte dos jornais impresso. Visualizo uma grande reformulação onde o perfil noticioso vai dar lugar para um jornalismo mais investigativo.
A pesquisa que mostra o declínio dos jornais pode ser conferida no portal do Pew Research Center for the People & the Press, no artigo Internet Overtakes Newspapers As News Source.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Não basta ser jornalista tem que participar...
Colunistas e blogueiros do Globo agora estão no Twitter
RIO - Leitores do Globo estão ganhando uma nova forma de acompanhar suas notícias preferidas. O site está criando páginas oficiais no Twitter, a mais recente febre da internet, que associa mensagens curtas a ferramenta de comunidade. Já estão lá o Blog do Noblat e os sites de Míriam Leitão , Ancelmo Gois e Patrícia Kogut . Também estão no Twitter os blogs do Bonequinho , Repórter de Crime , Page Not Found , Feira Moderna , Telefonia Etc e Papo Série . As páginas estão prontos para você acompanhar em resumo, com links para os posts completos.O Twitter é um serviço gratuito e permite aos cadastrados acompanhar em sua páginas pessoais as últimas notícias de quem escolheram "seguir". Pode ser um amigo, uma instutição ou um blog. Começou sem muito crédito. Um site de internet que se propunha a incentivar seus usuários a responder uma pergunta simples: "O que você está fazendo?" A bossa era fazer isso misturando a objetividade de um SMS e a popularidade das redes sociais. Em dois anos, passou de uma idéia curiosa nascida numa pequena empresa (já extinta) na Califórnia para uma companhia nova e promissora que capitaneia a mais nova onda da web.
O site Twitter tem 3 milhões de usuários únicos - sem contar quem participa via celular e MSN. Está na boca do povo nos Estados Unidos e sua influência nestas eleições americanas está sendo comparada a dos blogs que emergiam há oito anos, quando George W. Bush derrotou Al Gore. O verbo da hora é "twittar" ou "twitar" (sim, há dúvidas sobre o "t" dobrado).
Não demorou para que se percebesse o potencial da ferramenta para a informação em tempo real. Assim, entre posts (lá chamam-se "updates") sobre o que seu amigo comeu no jantar ou a que filme uma outra amiga vai assistir, começam a ganhar espaço notícias e serviços. Grandes marcas de informação dos EUA, como CNN e "The New York Times", dão acesso a seus conteúdos em páginas do Twitter. Empresas aéreas e de outros ramos começam a perceber que este pode ser um canal útil para informar seus consumidores.
Mas nada supera o engajamento das campanhas eleitorais. O Twitter do candidado democrata à Casa Branca, Barack Obama, tem nada menos do que 102 mil seguidores - eram 80 mil há menos de um mês e não há indícios de que esse número pare de subir. Durante a convenção do Partido Republicano, o Twitter tornou-se uma arma poderosa para reunir manifestações de protesto quase instantaneamente, deixando tonto o esquema de segurança. Ao todo, a conveção motivou 17 mil mensagens, escritas de dentro e de fora do evento, vindas de mais de 1.300 diferentes fontes.
Desta vez, chegou a vez de o leitor do Globo usar o Twitter para se informar. Mas não só para isso. Também poderá usá-lo para informar os outros. Foi assim durante o Festival do Rio, com o Cine Twitter, uma experiência de cobertura coletiva inédita no site. E será assim agora no TIM Festival, com o Fest Twitter. Se você é apaixonado por música, quer dicas e trocar opiniões sobre festival, é só incluir #timfest nos seus updates, que eles passarão a integrar a cobertura especial. E que tal cobrir os shows ao vivo? Basta usar seu celular e narrar a emoção de cada música. Além disso, a cobertura especial no blog Fest.Música tem canal no Twitter.
Enfim, informação de qualidade se veicula, espalha, publica... E, agora, também se twitta.
- http://twitter.com/ancelmocom
- http://twitter.com/patriciakogut
- http://twitter.com/MiriamLeitaoCom/
- http://twitter.com/blogdonoblat
- http://twitter.com/TelefoniaEtc
- http://twitter.com/FeiraModerna
- http://twitter.com/Bonequinho
- http://twitter.com/BlogPageNFound
- http://twitter.com/PapoSerie
- http://oglobo.globo.com/blogs/festivais/twitter.asp
Copiado do site do jornal O Globo Online
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Quem forma a opinião dos "formadores de opinião"?
Saber que jornalistas depositam credibilidade em Arnaldo Jabour, me faz pensar seriamente em rasgar o meu diploma e esquecer os anos da minha vida como jornalista.
Enfim, cada dia mais vejo que jornalismo é igual família, sempre existem os esqueletos dentro do armário, a única diferença e que nós temos um sórdido prazer em mostrar os nossos.
Abaixo um trecho do artigo publicado no portal do Observátorio da Imprensa.
"A terceira edição da pesquisa Barômetro de Imprensa, divulgada na quinta-feira (9/10), traz alguns dados interessantes sobre os jornalistas brasileiros. Quinhentos e sessenta e três profissionais de mídia (320 de meios impressos, 111 de veículos online, 77 de TV e 55 de rádio) responderam ao questionário enviado por e-mail, em setembro, aos 39.772 listados no mailing da Maxpress. A pesquisa é realizada bimestralmente pela FSB Comunicações e seu relatório completo está disponível aqui [arquivo PDF, 1,5 MB, arquivo em zip].
Vale a pena listar alguns dos resultados:
1. A internet ultrapassou o jornal impresso como principal fonte de informação no trabalho dos jornalistas. Para 57% dos entrevistados, sites e blogs da internet constituem as principais fontes de informação usadas cotidianamente no trabalho jornalístico.
2. Apesar da internet, os jornais são lidos diariamente pela maioria dos jornalistas de todas as mídias pesquisadas, em índices superiores a 80%.
3. A Folha de S.Paulo é o jornal mais lido pelos profissionais de mídia em São Paulo: ele foi indicado por 73,1% dos entrevistados, contra 62,7% de O Estado de S. Paulo (cada jornalista podia fazer até duas indicações).
4. No Rio de Janeiro o preferido é O Globo (69%) e Folha aparece em segundo lugar, com 32,2% das indicações.
5. Nos resultados apurados com os 208 jornalistas entrevistados nos demais estados (excluindo Rio e São Paulo), o nome na liderança é a Folha de S.Paulo, seguida pelo Estado de S. Paulo e pelo Globo.
Lições da pesquisa
Recomendo que o eventual leitor não deixe de examinar o relatório completo da pesquisa para tirar suas próprias conclusões. Lembro, no entanto, que já faz tempo os estudos no campo da produção das notícias (newsmaking) evidenciam que, na seleção das matérias a serem noticiadas, jornalistas se utilizam de referências ao grupo de colegas e às fontes, preferencialmente às referências ao seu próprio público. Enquanto o público em geral é pouco conhecido pelo jornalista, o seu contexto profissional imediato exerce uma influência decisiva na seleção do que vai ser noticiado.
Dito de outra forma: a origem principal das expectativas, das orientações e dos valores profissionais dos jornalistas não é o público para o qual escrevem, mas, sobretudo, o grupo de referência constituído por colegas e fontes.
Combinando essas indicações teóricas com os resultados da mais nova pesquisa Barômetro de Imprensa é possível compreender melhor quem de fato forma a opinião dos "formadores de opinião" na grande mídia brasileira."
O artigo completo escrito Venício A. de Lima, pode ser conferido no portal do Observatório.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Dança das cadeiras
Azenha e Dornelles entram para a emissora como repórteres especiais no Brasil. Entre outras ex-estrelas do jornalismo da Globo que já fazem parte do casting da Record estão: Marcos Hummel, Celso Freitas, Rodrigo Vianna, Paulo Henrique Amorim, Fabiana Scaranzi, Mauro Tagliaferri, Lucio Sturm e Silvestre Serrano.
Enquanto isso, a Globo contínua pregando um formato de jornalismo que comprovadamente já está ultrapassado.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Novas rotinas no fechamento de jornais
A nova rotina de produção vai colocar na rua cerca de 80 Editores. Os repórteres vão ganhar mais poder escrevendo as matérias diretamente nas páginas. A revisão final vai ficar por conta de uma equipe de 26 copidesques e advogados, divididos em dois grupos (Notícias e Esportes), assumindo a edição final ou fechamento da editoria.
A programação visual das páginas continuará a ser definida por designers/diagramadores, através do sistema de publicação em funcionamento nos jornais. O memorando, ainda, explica que as mudanças são necessárias pois "as perdas de receitas significam cortes inevitáveis para assegurar nossa sobrevivência a longo prazo".
A empresa está em negociação com a central sindical de jornalistas na Grã-Bretanha, para evitar protestos com introdução das mudanças. A matéria completa publicada pelo Guardian pode ser conferida no link: Express unveils plan for sub-free future
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Analista de que?
Não desmerecendo aqueles recém-formados, que saíram da faculdade e conseguiram o seu primeiro emprego, mas por imaginar que uma empresa ou agência seria irresponsável para delegar para uma pessoa sem preparo e vivência no mundo real tanta responsabilidade.
Concordo que pode parecer um discurso antiquado, buscar discutir formação, competências e idade, mas também acredito que seja necessário mostrar que este profissional possuí uma formação sólida e que por trás destes "novos profissionais" existe toda uma equipe de suporte.
Como profissional da mídia sei que o espaço muitas vezes é limitado, mas um segundo ponto me chamou a atenção: como eles foram preparados pelas agências? Qual a experiência real que os qualificaram para ser "analistas"?
Sem querer tirar o mérito dos profissionais citados na matéria, pois conheço todos e por eles tenho o maior respeito, mas no final parece tudo muito bonito e fácil. Isso tudo me faz lembrar o que antecedeu a primeira crise da internet, quando tinham muitos jovens com boas idéias mas nenhuma experiência.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Estarão os estudantes de jornalismo preparados?
A pergunta pode parecer estranha, pois a questão que se vai pondo é se os cursos de jornalismo estão preparados para formar novos profissionais. Mas estarão os alunos preparados para enfrentar os cursos?
Creio que muitas vezes se parte do pressuposto que as novas gerações têm know how suficiente para lidar com o ambiente web, que são digitalmente literados. Pois acho que está errado: acredito que a maioria dos jovens com idade para frequentar o ensino superior não sabe navegar na web, usar ferramentas de publicação de conteúdos, ou apenas reconhecer o que é um feed RSS.
É claro que posso estar enganado, estas minhas ideias não têm fundamento científico, baseiam-se em algumas experiências que tive e de uma sensação que ficou ao lidar com algumas pessoas. Os professores que me lêem podem validar ou não estas opiniões graças a uma observação mais directa das capacidades dos seus alunos.
O artigo que justifica este post fala de alunos de Jornalismo da Universidade de Nova Iorque, que não têm blogs, e que têm programas e professores desfasados da realidade. Se por parte dos alunos eu percebo a falta de iniciativa - também já fui jovem e prguiçoso, agora sou apenas jovem- não compreendo a falta de espírito crítico relativamente à ausência de conteúdos programáticos que englobem os media online de forma exaustiva. No meu curso não me lembro de termos falado uma única vez de conteúdos online, mas isso foi há 10 anos.
A quem se deve apontar responsabilidades? Aos directores dos cursos que não estão cientes do estado actual das coisas (se bem que deveriam era estar cientes do futuro estado das coisas), e aos alunos afectados, por não se queixarem nem se interessarem.Mas também ao sistema de ensino que não promove uma educação digital paralelamente à tradicional - que já é mal dada, em geral.
Podem dizer que toda essa geração de estudantes usa a internet diariamente, e tem contas em redes sociais, usa o messenger, etc. Pois, mas para se transformarem em profissionais de comunicação têm que saber mais do que jogar online, pôr fotos deles e dos amigos no Hi5, sacar música e filmes de borla, e mesmo assim muitas vezes com dificuldades. As competências que se lhes exige são imensuravelmente superiores, há um corpo de conhecimento que agora está a ser criado e posto em prática por um número relativamente reduzido de pessoas fará parte da base de toda uma actividade profissional, ao qual terão que estar atentos.
A questão que ponho é a seguinte: será esta falta de preparação apenas desinteresse intencional, ou uma enorme falta de noção da realidade? Aqui fica também o conselho de Jay Rosen para os jovens que blogam.Texto extraído do blog de Alexandre Gamela
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Google e o português nosso de cada dia
O lançamento feito, simultaneamente, em mais de 100 países e 43 idiomas está disponível apenas para o Windows, mas versões para o Linux e Mac, já estão sendo desenvolvidas.
A tentativa da empresa foi criar uma nova forma de navegação para os usuários. Entretanto o que se observou foi uma junção dos vários navegadores já existentes. Com o problema de faltar várias funcionalidades, extensões e apresentar diversos bugs.
Outro ponto negativo foi todos os serviços do navegador apontar somente para ferramentas da Microsoft. O que ja garantiu o apelido de "Microsoft Chrome".
Dentre os diversos problemas e discussões sobre o lançamento, um ponto foi discutido, debatido e deixou todos sem nenhuma resposta.
Entre a mídia em geral, já se tornou natural fazer referencia ao Google e seus produtos com um artigo masculino antecedendo o sujeito.
Hoje, durante o lançamento, alguns rumores começaram a surgir sobre como deveria ser a grafia correta: "A Google lançou" ou "O Google lançou"?
Para muitos, onde me incluo, o correto e afirmar "A Google lançou". Uma vez, que estamos falando da empresa "Google Inc.". Quando todos pareciam convencidos uma visita no Centro de Imprensa se lê: "O Google Inc. (NASDAQ: GOOG) anuncia hoje o lançamento..." (http://www.google.com.br/intl/pt-BR/press/pressrel/20080902_chrome.html).
A discussão ganhou novo fôlego e cada um saiu com a sua própria opinião sobre o assunto. As regras de português foram esquecidas. Nos portais, sites, blogs e inclusive nos jornais de amanha vamos ser brindados com o único caso de uma empresa que conseguiu subverter o nosso idioma e colocar como padrão o artigo masculino antes de uma palavra usualmente feminina.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
O futuro da comunicação pelo Google
"Arora também opiniou sobre o futuro dos jornais tradicionais na internet. Para o executivo, o formato de vários canais de informação num só portal poderá mudar bruscamente, por causa principalmente dos conteúdos especializados. E, apesar dos números otimistas que mostram que três bilhões de pessoas estarão online nos próximos cinco anos, trazendo ótimas perspectivas para os produtores de conteúdo, Arora acredita que os jornais terão que repensar seus formatos no mundo digital: num mundo cada vez mais ocupado por especialistas, será cada vez mais difícil para os jornais oferecer um conteúdo pouco especializado e mais geral em segmentos como esporte e artes, por exemplo. O executivo acredita que os grandes jornais poderão ter problemas em serem reconhecidos pelo público como os grandes especialistas "em qualquer assunto" na web.
Por isso mesmo, uma das alternativas para os grandes jornais é desenvolver um novo tipo de relacionamento com seus leitores, mais colaborativos e baseadios em confiança e credibilidade. "Eles precisarão se engajar com seus leitores, mesmo que isto possa significar um reposicionamento de sua habitual relação com o mercado. Eles precisam entender que a nova geração de leitores não quer apenas ouvir o que é certo ou errado - eles querem formar sua própria opinião"."
A íntegra do artigo pode ser encontrada no site do Imasters.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Vende-se mailing
A Holofote, empresa de assessoria de imprensa, há um bom tempo vem disponibilizando o seu mailing para quem tiver o mínimo de conhecimento de HTML. Eu me lembro e ainda mantenho cópia de um email que envie para a empresa alertando sobre o fato.
Na mensagem informa que eles estavam expondo dados de jornalistas de diversas partes do país, para oportunistas que iriam ficar enchendo as caixas de mensagens, com informações na maioria das vezes sem utilidade, também avisei que bastava somente colocar um index, um arquivo pequeno que qualquer criança sabe criar. Depois de muitos meses volto e percebo que nada foi feito.
O banco de dados contínua exposto para quem quiser fazer uso. Inclusive já tem empresas, especializadas na venda de mailings, utilizando as informações contidas nessa base de dados para ter mais um produto. Uma conhecida minha comprou o mailing completo por R$ 300.
Essa situação me fez lembrar que tive um problema semelhante com o portal Comunique-se. Depois de perder horas diárias limpando minha caixa de emails, consegui descobrir que o preenchimento do cadastro nada mais era que a autorização para a venda das suas informações para quem quisesse e pudesse pagar.
Enfim, além de ignorância ainda temos que conviver com a picaretagem. Quanto ao título, não estou vendendo nada, ao contrário, espero que os servidores da Holofote passem por uma sobrecarga de downloads e eles possam abrir os olhos para a falta de respeito que estão demonstrando com dados, que deveriam ser melhor guardados.
Quem tiver a fim de conferir a base de dados, ou mesmo, para aqueles que estão precisando fazer um upgrade do mailing segue o link: Base de dados da Holofote
Dica: Como são muitas informações (arquivos de imagem, vídeo, texto e planilhas) a página demora um pouco para carregar. Então é necessário ter um pouco de paciência
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Guerra Anunciada (?)
Enfim, me surpreendi com a matéria do Fantástico sobre o morro do Alemão. Embora, ainda tenha prevalecido um pouco do sensacionalismo e sentimentalismo. Além da exploração dos infortúnios alheios, mesmo assim no final dos quase nove minutos o telespectador conseguiu sair informado.
Tudo bem, que a matéria não tinha ninguém do governo federal comentando sobre o início do PAC, mas quem atua no setor sabe o quanto é difícil tirar informação, que possa ser considerada negativa.
Mas, mesmo com vários porém, ainda assim, prefiro creditar o "bom" trabalho ao Marcos Uchoa, que mesmo com a introdução ao estilo show do "Mister M", de Cid Moreira, conseguiu mostrar, ou melhor, ainda estou procurando onde acontecerá a "Guerra Anunciada", uma vez que durante a matéria é afirmado que o PAC, não vai sair do papel e que a polícia não vai invadir o complexo.
Quem não teve a oportunidade de assistir o link está ai embaixo. Vale a pena dar uma olhada e tirar as próprias conclusões.
Link para o vídeo com a matéria Guerra Anunciada
Infelizmente, o jornalismo da Rede Globo ainda não entrou na era da tecnologia e não permite que os vídeos possam integrar blogs. Uma pena!

