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quinta-feira, 26 de março de 2026

O Modelo Aida aplicado ao Marketing Científico


Em meio a uma infinidade de obscuras métricas, altmetricas e fator de impacto, quantas pessoas realmente utilizam um documento científico?

Representação gráfica do Modelo Aida
Uma pesquisa buscou responder esse questionamento por meio do Modelo AIDA, que embora tenha sido desenvolvido em 1898, ainda é uma ferramenta muito utilizada pelo Marketing para identificar a jornada do consumidor durante o processo de compra. No estudo, a ferramenta foi aplicada a artigos científicos extraídos da SciELO Analytics. A ideia foi mapear a jornada dos consumidores como se fosse um funil de vendas: visualização → download → citação.

O resultado? Um dos anos analisados: 2018, entregou uma discrepância tão grande entre visualizações e downloads que chega a ser constrangedora. Além disso, foi identificado que a maioria de quem só visualiza nunca avança para o download. Quem baixa, em grande parte, está na graduação ou no mestrado, ou seja, o público mais esperado, não necessariamente é o que vai citar.

Mas aí é que vem o questionamento: será que todo artigo tem como único objetivo gerar citação? Ou ser consumido por futuros pesquisadores, mesmo que não citem imediatamente? Qual o valor ou relevância de dos atuais indicadores se não conseguem medir ou qualificar esse tipo de ação?

Diante de tantos questionamentos, no fim, a pergunta que fica é: quem é, de fato, o público consumidor?No entanto, mesmo que se tenha um objetivo claro desse público novos questionamentos emergem, como a aferição ou medição do uso (impacto) é a mais apropriada quando se observa esse tipo de consumo? Ou as atuais métricas estão buscando medir algo que está mascarado ou sub-inventariado devido a outros tipos de uso do produto (documento científico)?

Para quem trabalha, pesquisa a comunicação científica, a edição de periódicos ou o próprio modelo de consumo de documentos científicos, essa leitura pode não mudar a forma como você olha para as Métricas Científicas, mas vai abrir um novo horizonte que ainda é pouco explorado.

👉 Confira o artigo "Métricas do Marketing como ferramenta de análise da produção científica" e deixe nos comentários qual foi ou foram as suas conclusões.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

O Monitoramento de Redes Sociais na Comunicação Institucional

Na última semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) paralisou uma ação "com pedido para declarar inconstitucional todo e qualquer ato da Secretaria Especial de Comunicação Social do Ministério das Comunicações de produção de relatórios de monitoramento sobre as atividades de parlamentares e jornalistas em suas redes sociais". Embora, não seja o objetivo apoiar ou criticar a atual gestão do Executivo, mas em alguns momentos existe a necessidade da imparcialidade para tentar entender o real problema.

O monitoramento de redes sociais é uma prática que tem seus primórdios no século passado, no tempo em que os blogs eram as únicas ferramentas de grande utilização do público. Na medida que novas redes foram surgindo e ganhando repercussão entre o público, elas passaram a ser utilizadas no monitoramento, cuja finalidade é ouvir a opinião do público sobre marcas, produtos e serviços.

Independente do nome ou forma que o serviço é realizado (automático ou manual), o princípio sempre vai ser de capturar o que está sendo falado, identificar a percepção do público, classificar esse público e construir uma matriz de influenciadores e detratores.

A identificação do tipo de opinião e/ou envolvimento do público sobre o item monitoramento, serve como um termômetro para observar. Enquanto, a matriz de influenciadores é um resultado mais refinado que vai possibilitar a criação de ações ou divulgação de atividades, mais alinhada com o público.

A comunicação institucional 2.0
Quem atuou em assessoria de imprensa ou comunicação institucional, antes das redes sociais, sabe a importância de uma boa agenda de contatos dentro dos principais veículos de mídia. Igualmente, pessoas que fossem reconhecidamente influenciadores entre os seus pares.

Com a internet e redes sociais essa realidade se manteve e foi amplificada. Agora, além de uma boa agenda de contatos, é necessário conhecer os jornalistas, influenciadores, detratores e todo o sistema que orbita uma marca, seja pública ou privada.

Dessa forma, com o monitoramento foi possível gerar matriz de influenciadores para ser mais assertivo com o envio de sugestões de pauta, envios de notas exclusivas e manutenção de relacionamento. Afinal, para que enviar uma nota exclusiva para um veículo totalmente crítico a sua marca e perder a oportunidade de ganhar um nota positiva em um veículo mais alinhado com o seu posicionamento? Ou como evitar a possibilidade de uma crise se não existe o acompanhamento dos principais detratores de uma marca?

Além disso, como o profissional de comunicação vai saber a repercussão de sua marca se não fizer um acompanhamento diário sobre o que é falado sobre o seu cliente? Isso é o clipping de papel que ganhou um novo formato e o conteúdo deixou de ser exclusivo de jornais e revistas, para incorporar blogs e redes sociais. 

As diversas faces do monitoramento
O problema com o processo no TSE é a falta de conhecimento sobre as atividades relacionadas aos monitoramento e a comunicação institucional. Embora com a interrupção do processo, cria-se a expectativa que seja para analisar realmente o que realmente está sendo julgado e a construção do entendimento de que o monitoramento é uma ferramenta com várias possibilidades, como:

  • Desenvolver estratégias de comunicação;
  • Suporte ao desenvolvimento do planejamento;
  • Criação de matrizes de influenciadores e detratores;
  • Acompanhamento das principais menções ao perfil, marca, assunto;
  • Identificação de oportunidades e ameaças;
  • Construção de bases de relacionamento;
  • Construção de bases de detratores;
  • Maximizar o alcance e disseminação de ações institucionais;
  • Avaliação da eficiência da comunicação e ações.

Essas são apenas algumas das várias possibilidades apresentadas pelo monitoramento das redes sociais. A busca de criminalizar a atividade, independente da sua utilização, é praticamente inviabilizar a atividade da comunicação institucional, ao mesmo tempo, será aberto um precedente perigoso onde todos os órgãos e empresas públicas serão passíveis de processos, afinal todos utilizam esse tipo de ferramenta para identificar os seus pontos positivos e críticos.

Além disso, um ponto que não pode ser esquecido, são os detratores que podem utilizar dessa decisão para a disseminação de fake news. Sem o monitoramento, uma notícia falsa somente será identificada quando for pautada por um grande veículo, enquanto isso, poderá ter atingido milhares de pessoas causando danos, possivelmente, irremediáveis para a atividade pública.

Em suma, o monitoramento nunca recebeu a atenção devida pelos legisladores, mesmo durante as discussões sobre a LGPD o assunto foi ignorado e agora sem nenhum debate público corre o risco de ser criminalizado. Em caso de prosseguimento da ação qual o impacto que ela poderá acarretar em assessorias de imprensa e comunicação? Será que o Supremo não deveria ter negado imediatamente a ação, pois ela trata de atribuições funcionais dos departamentos de comunicação públicos e/ou privados?




quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Pesquisa aponta descrença no Twitter como fonte de informação

Em pesquisa divulgada nesta terça-feira, 10/12, o DataSenado apresentaram o último levantamento sobre o uso das redes sociais pelos brasileiros. Apesar do conteúdo ter foco principalmente na questão política, foram realizadas perguntas da percepção do público sobre utilização de ambientes sociais como meio de informação, personalização de conteúdo, privacidade e mídia.
Fonte: DataSenado

Entre os destaques, que podem e devem ser considerados como pontos de atenção, está a utilização do WhatsApp como principal fonte de informação (79%), enquanto o Twitter (7%) aparece em último lugar, atrás do rádio (22%) e jornal impresso (8%). Porém, apesar da abrangência do WhatsApp, 62% dos entrevistados afirmaram que não acreditam nas redes sociais como mais confiáveis quando comparadas com o jornal ou a TV.

A pesquisa é um ótimo material para dar início a um planejamento. No entanto, apresenta pontos importantes como a forte adesão do público ao WhatsApp, mas uma grande descrença na veracidade das informações compartilhadas. Outro ponto de atenção é que esse tipo de estudo é apenas um panorama geral e não deve ser utilizado como verdade única para respaldar uma campanha, pois ele não reflete as particularidades e engajamento do público de diversos segmentos.

Pesquisa

Acesse a íntegra da pesquisa Redes Sociais, Notícias Falsas e Privacidade de Dados na Internet.


 

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Os eventos de Mídias Sociais e Marketing Digital no segundo semestre

Quem perdeu os eventos e congressos do primeiro semestre do ano, ainda tem tempo de participar dos que estão marcados para o segundo semestre.

Os eventos estão divididos para todos os tipos de público (iniciante ao avançado) e bolsos (infelizmente, a agenda só tem um evento gratuito e vai acontecer em Belém).

Abaixo a lista dos eventos de Mídias Sociais e Marketing Digital que acontecem no segundo semestre de 2013. Alguns ainda não liberaram o site para inscrições, mas medida que abrirem será feito o update.


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Os principais eventos de Mídias Sociais e Marketing Digital em 2013



O ano de 2013 começou com uma longa agenda de eventos de marketing digital e mídias sociais para todos os bolsos e gostos. A principal novidade é que muitos eventos estão deixando o eixo Rio-São Paulo e vão promover edições itinerantes.

Com o crescimento da oferta o público cada vez mais tem a oportunidade de escolher qual evento  está mais alinhado com as suas necessidades profissionais e realizar uma rápida reciclagem, trocar experiências e além de possibilitar a gerar leads profissionais.

Abaixo a lista dos eventos de Mídias Sociais e Marketing Digital que acontecem no primeiro semestre de 2013. Alguns ainda não estão com a data fechada, mas na medida que acontecer a confirmação será feito um update.


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Tese de mestrado analisa utilização das métricas sociais


Um dos primeiros estudos acadêmicos sobre a utilização das métricas em ambientes sociais foi defendida na Faculdade de Economia da Universidade do Porto. A pesquisa "Avaliação de métricas nos meios sociais digitais" foi realizada pela mestranda Teresa Jesus Oliveira Soares e teve como objetivo principal identificar como estava sendo a utilização das métricas no ambiente corporativo.

O estudo é uma contribuição importante para a área que cada vez mais necessita de suporte teórico. Exatamente essa falta ou baixa representatividade teórica levou a pesquisadora a optar por um estudo empírico com empresas portuguesas.

Entretanto, essa dificuldade em encontrar respaldo científico favoreceu o estudo. A autora conseguiu se apropriar do pensamento de teóricos que estudam os ambientes sociais e métricas no marketing e aplicar na sua pesquisa.

Essa, talvez, seja a principal contribuição para o debate sobre o assunto: o encadeamento de vários pensamentos para respaldar a pesquisa e demonstrar como foi a evolução da mensuração dos resultados das métricas tradicionais para as sociais.

Pesquisa. O trabalho em si deixa a desejar apenas no quesito universo analisado. Foram ouvidas 54 empresas com faturamento anual superior a um milhão de euros. Amostragem pequena para discutir um novo conceito de medição, mas que não invalida o produto final: as conclusões obtidas durante a pesquisa.

Entre as várias constatações as três principais são: preferência das empresas em utilizar ferramentas gratuitas com foco essencialmente quantitativa; utilização dos resultados no desenvolvimento de novas estratégias de comunicação e a baixa percepção que as ferramentas de monitoramento também servem como importante forma de construir um benchmark dos concorrentes.

O pesquisa completa pode ser acessada na biblioteca virtual da Faculdade: Repositório de teses
Endereço direto para do pdf para download: Avaliação de métricas nos meios sociais digitais


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Qual é o seu perfil digigráfico?


A DM9DDB divulgou um documentário, dividido em seis partes, onde trás um novo conceito para a forma de classificar o consumidor nos ambientes digitais. O estudo, que recebeu o nome de Perfis Digigráficos, postula que que as mudanças trazidas pelo digital pouco ou nada tem a ver com sexo, idade ou classe social, mas sim com três novos critérios:

  • Quanto e como as pessoas utilizam os recursos e equipamentos de tecnologia em sua vida.
  • Quais são as intenções que elas têm ao consumir os diversos produtos digitais.
  • Quanto os recursos digitais servem para moldar sua própria identidade.


Com base nesses três parâmetros o mundo digital perde a classificação convencional, como demografia ou mesmo perfis psicográficos e passa a ser definido por cinco tipos de perfis, que ganharam o apelido de perfis digigráficos. São eles:

Imersos: Tiveram parte de sua identidade definida a partir da tecnologia. Com ela, conseguiram “se encontrar”, definir melhor seus interesses e estabelecer melhores vínculos com o mundo. Suas personalidades e identidades foram definidas pela era digital, que os permitiu dar vida a mais personas.

Ferramentados: Recorrem à tecnologia para agilizar as tarefas, mas não a idolatram.
A tecnologia os ajuda nas tarefas cotidianas, facilitam suas vidas. Mas não dependem delas nem são definidos por elas .Esse grupo é um exemplo de como as pessoas redefiniram a maneira como se relacionam com família, escolas, empresas e governo.

Fascinados: Querem parecer modernos e tecnológicos. Para eles, computadores, gadgets e hábitos da Era Digital são ícones da modernidade – e consumir essas novidades os ajuda a atestar que são antenados. Eles são um excelente exemplo de como o relacionamento com os outros foi bastante modificado.

Emparelhados: A tecnologia é fundamental para pôr em prática os projetos da vida.
Eles enxergam a tecnologia como a grande companheira para fazer o dia a dia acontecer. Sem ela, a vida fica extremamente complicada. Para este grupo, as máquinas são como uma extensão do seu corpo, potencializando suas capacidades humanas.

Evoluídos: O universo das máquinas e da tecnologia é seu habitat. Esses são as crianças e os adolescentes que já nasceram adaptados e estão crescendo no mundo digital. Não conheceram o mundo pré-digital.

Se esse novo tipo de classificação vai virar padrão para o público, ainda é cedo, principalmente por derrubar conceitos e teorias já amplamente estudas. Se vai virar material acadêmico, isso podemos ter certeza. No atual mundo acadêmico qualquer "estudo" sem comprovação científica é usado para respaldar trabalhos igualmente duvidosos.

Em resumo, a Agência e a Vox Pesquisas, contratada para o processo de investigação do estudo, conseguiram produzir um excelente material visual, entretanto no final fica aquela sensação de como chegaram a esses perfis, qual metodologia que foi utilizada, quais parâmetros e públicos foram acompanhados durante a realização do estudo? São várias perguntas que ficaram sem respostas e que no final acabam por desqualificar o material como estudo e tornando ele apenas promocional para os serviço prestados pela DM9DDB.

domingo, 25 de dezembro de 2011

64% do público online quer um "namorado" de natal


Papai Noel teve trabalho extra nesse natal para agradar uma legião de altinhos que acreditam nos dons de santo casamenteiro do bom velhinho.

Essa conclusão foi baseada  em um monitoramento realizado entre os dias 16/12 a 22/12, no Twitter. Nesse período foram ouvidos 2.863 menções sendo que 64% foi de pessoas pedindo um namorado, contra  36% que tinham a vontade de arrumar uma namorada.

Desse grupo que utilizou o Twitter como "meia" para depositar o seu desejo, 35% eram rapazes que nutriam a vontade de encontrar debaixo da árvore, embrulhado para presente, um "namorado". Isso mesmo, os rapazes chegaram ao final do ano mais carentes, resolvidos e decidiram arriscar nas redes sociais para começar 2012 com um novo amor.

Com tanta estatística falando que existem mais mulheres que homens solteiros no país, as moças resolveram não arriscar e também foram ao Twitter pedir namorado, mas somente para trocar o modelo e antigo por um novo.

Exatamente, as mulheres esqueceram um pouco do romantismo e as que relataram ter o desejo de trocar o modelo antigo por um novo representou 17% das menções realizadas pelas mulheres. O modelo de homem mais cobiçado pelas mulheres é  namorado da amiga que foi usado como exemplo por 28% das meninas que desejam conquistar um novo amor nesse final de ano.


Essas percepções do público foram obtidas por meio de um monitoramento que consistiu em acompanhar quatro tipos de menções realizadas espontaneamente pelo público que utiliza Twitter:

  • Quero namorado de natal – 1.133 menções
  • Quero namorada de natal – 720 menções
  • Quero namorado no natal – 689 menções
  • Quero namorada no natal – 321 menções


Eu sou um potencial consumidor. Esse acompanhamento com grupos de palavras específicas também permite uma outra leitura. Basta esquecer o lado lúdico, a falta sensação de liberdade que as redes sociais oferecem e com a possibilidade de falar sobre tudo para todos foi possível observar que de todas as pessoas que registraram seu desejo de um novo amor, nenhuma teve interação de marcas ou perfis corporativos.

Os três principais motivos que fazem as empresas não saber como trabalhar com o público online:

  • O mercado ainda engatinha quando o assunto é fazer marketing de relacionamento;
  • Existe uma total falta de conhecimento do poder de consumo do publico online;
  • As empresas ainda trabalham com um forte pensamento no marketing tradicional e não conseguem vislumbrar outras formas de conquistar e engajar o público online.


O público que poderia ter sido atingido com micros ações iria proporcionar um retorno superior as campanhas tradicionais. Em uma simulação de retorno e alcance para uma ação com esse grupo de pessoas, uma empresa teria como resultado médio uma base de 300 novos consumidores fidelizados e impacto de primeira ordem em mais de 250 mil pessoas.

Os números acima mostram que oportunidades para a realização de bons negócios utilizando as redes sociais existem, no entanto é necessário que as empresas resolvam sair da sua zona de conforto e primeiro conhecer o público que está nas redes sociais, para em seguida conseguir realizar campanhas micros para um público macro.

quinta-feira, 10 de março de 2011

O outro lado da campanha Devassa

A última campanha da cervejaria Devassa que tem como garota propaganda a cantora Sandy e lançada no último dia 01/03. Tem aspectos peculiares que permite ser analisada por vários ângulos: do ponto de vista do reposicionamento de marca e público, do impacto nas redes sociais, da escolha do novo rosto da campanha, só para citar alguns.

O primeiro e mais forte aspecto foi contratar uma ex- ídolo teen que conseguiu ao longo da carreira manter uma "áurea" de intocável. Reformular a imagem, afinal, semioticamente mulheres louras demonstram ter um maior apelo sensual em comerciais, e fundir tudo isso para dar um novo rosto para a marca pode ser considerado ousado e arriscado para qualquer marca.



O resultado surgiu no mesmo dia. No mundo "off" jornais, programas de TV e revistas contaram detalhes da transformação, discutiram a capacidade da cantora em assumir o posto, chegaram ao extremo de utilizar "mestres cervejeiros" para ilustrar que pela forma da "nova loira" segurar o copo era impossível ela servir para vender o produto.

No mundo digital o "fail" tomou conta das redes na mesma noite de lançamento e uma grande legião de fãs e os detratores contumazes conseguiram levar o assunto para o Trend do Twitter. Ainda na madrugada, foi postado o primeiro link de um bloco do Conexão Direta, programa da GNT, onde a cantora afirmava não gostar de cerveja. O vídeo de pouco mais de cinco minutos era longo e o público tinha que assistir quase dois minutos para ver uma afirmação de menos de dez segundos.

No dia seguinte pouco depois das 10h, um novo vídeo foi publicado, com 17 segundos onde tinha duas opiniões do público comentando que tipo da bebida a cantora gostava e logo em seguida a opinião enfática de Sandy: "Não gosto do gosto da cerveja. Não importa se com alcool ou sem alcool. Acho o gosto amargo. Gosto de bebida docinha."


A Cauda Longa inversa
O vídeo no primeiro dia de publicação não teve muita visibilidade, os links que acompanhavam as discussões era direcionado para o original da GNT. No segundo dia, a expectativa era que o vídeo editado continuaria com baixa visualização. Na postagem desse segundo vídeo pode-se observar um cuidado na utilização das mesmas tags do original, um dos motivos que deixaram ele linkado aos filmes originais, mas ainda assim não tinha ultrapassado duas mil visualizações.

Durante a tarde o blog Kibeloco postou o vídeo. Em duas horas já tinha mais de 25 mil visualizações. As visualizações atingiram 120 mil usuários únicos vendo o vídeo simultaneamente o que colocou o mesmo na capa do Youtube como um dos vídeos mais vistos no dia. A cauda longa inversa tinha sido interrompida e ignorada quando um blogueiro relevante se apropriou e virou porta voz de um vídeo que já estava disponível e ignorado pela grande massa há quase 24h.

O impacto foi imeditado, o link postado pelo blogueiro gerou picos de visualizações e disseminação do link pelas redes (Twitter, Yahoo Respsotas, Facebook, Orkut, Fóruns e Myspace). No final desse dia o vídeo atingiu 500 mil visualizações, mais de 650 comentários, mas o fato pitoresco durante o crescimento do vídeo foi que a cada inserção do comercial original na TV, nos 30 minutos seguintes, o vídeo tinha picos de até 7 mil visualizações.

Uma clara demonstração que o digital e o offline já caminham juntos. O público acostumado com os adicionais oferecidos em campanhas já se habituou a buscar esses complementos nas redes sociais.

O capital social
Enquanto o vídeo crescia em visualizações, nos comentários uma discussão de pessoas pró e contra a nova loura no comercial da cervejaria prometia transformar o espaço em um fórum de discussão sobre celebridades anunciando produtos, o autor do vídeo tinha uma outra percepção. O perfil que tinha apenas três amigos, em menos de 48h já tinha mais de 200 solicitações de amizades e várias mensagens pessoais e outras tantas mensagens com vídeos respostas, que buscavam conseguir destaque com os bons números de visitas que o vídeo estava alcançando.

Os primeiros pedidos de amizades que foram aceitos, logo em seguida era acompanhados de mensagens, dos novos amigos, com solicitações para a divulgação de vídeos. As mensagens pessoais na maioria eram agressões ao autor, as demais se dividiam entre pedidos para ajudar novos cantores e comediantes, convites para parcerias em novos serviços de divulgação de vídeos e outras pessoas buscando detalhes de promover os seus próprios vídeos.

Em contrapartida, foi possível perceber que o capital social ficou fechado e restrito ao Youtube. Apesar de no perfil pessoal do autor do vídeo conter o link para o Twitter onde, inclusive, é possível mapear as outras redes da qual ele faz parte. Nenhum destes novos amigos ou agressores dirigiu qualquer comentário ou se associou ao perfil.

Uma evidente demonstração que o capital social se fechou na rede. As informações, histórico ou qualquer outra referência passou a ser irrelevante. Só importava que o autor era responsável por um vídeo que atingiu mais de 500 mil visualizações em menos de três dias.

Alguns números
O blog do Kibeloco gerou 169 mil visualizações em apenas três dias;
A página inicial do Youtube em apenas um dia gerou 212 mil visualizações;
Os vídeos oficiais da cervejaria geraram pouco mais de 10 mil visualizações;
As visualizações por dispositivos móveis representaram 6.451 visualizações em apenas dois dias;
O Facebook demonstrou ser mais eficaz e foi responsável por 4.119 visualizações; O Twitter gerou apenas 1.994;
O vídeo ficou como o quinto mais visto da semana
Os pedidos de amizade ao autor somaram 248 em apenas dois dias.

Conclusões
Afirmar que a campanha foi um sucesso seria especulação, falar que a cervejaria conseguiu transferir o capital social da cantora para o seu produto idem. Entretanto, fica claro alguns pontos:
- O buzz pelo buzz é uma estratégia arriscada, que pode gerar prejuízos para a marca irreparáveis;
- A crença que a grande massa segue os seus ídolos cegamente, ainda é ilusão. Eles conseguem gerar o burburinho e até mesmo a vontade do público em conhecer o produto, mas o gráfico de vendas vai ser apenas uma pirâmide;
- Fazer campanhas sem pensar na repercussão digital demonstra ser o grande problema dos publicitários nos dias atuais. Os picos que foram demonstrados quando o comercial era exibido na TV é um claro exemplo que a convergência, para o público, já é uma realidade.



quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O natal nas redes sociais

O que aconteceria se Jesus nascesse nesse natal? A resposta para essa pergunta já foi respondida de várias formas. Mas, como a nova moda é aliar qualquer formato as mídias sociais e transmídia a agência Excentric, de Portugal, deu um novo olhar para a história de Cristo fazendo uma viagem pelas princpais redes do momento (Facebook, Twitter, YouTube, Google, Wikipedia,  Google Maps, GMail, Foursquare, Amazon...)




quinta-feira, 22 de julho de 2010

Como a internet mudou a comunicação

Um vídeo interessante para quem busca entender de forma rápida qual foi o impacto para a publicidade e como nós mudamos na forma e formato de utilizar e experimentar novas tecnologias.



O segundo vídeo já aprofunda um pouco mais o assunto e tenta mostrar o que é esse bicho chamado Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTIC) e como toda a mídia, consumo e público estão mudando por causa dessa nova realidade.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Fiat inova e investe no público GLS

Uma das maiores paradas gays da Europa acontece anualmente na capital espanhola, Madrid. De alguns anos para cá, não apenas o número de participantes tem aumentado, mas também a quantidade de marcas “simpatizantes” a desfilar, de forma mais ou menos discreta, no megaevento.

Neste ano a Fiat da Espanha produziu cinco modelos do Fiat 500 e Fiat 500C especiais para a ocasião. Os criadores dos modelos GLS criaram os perfis "urso", "couro", "Drag Queen", "lésbica" e "cool". O carro já havia sido eleito revista francesa Ledorga já havia eleito como o “Carro gay do ano”.

Certo mesmo é que o Fiat 500 caiu no gosto dos consumidores. Apenas 21 meses após seu lançamento, mais de 500 mil unidades já haviam sido comercializadas. Os três países onde o 500 mais vende são respectivamente Itália, França e Grã Bretanha.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Gatorade e o seu monitoramento de mídias sociais



 Uma sala que fica no meio do departamento de marketing e que pode ser vista como uma sala de guerra. Sendo utilizada para o controle da marca, em tempo real e em todas as mídias sociais.
Essa sala, chamada de “Mission Control Center”, possui seis monitores grandes, com cinco lugares para a equipe de marketing da Gatorade que controla o número de visualizações em um painéis de dados – também disponível para os empregados em seus desktops – que a empresa construiu com os seus parceiros, incluindo Radian6 e IBM.




Fonte: http://www.ypsilon2.com/blog/

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O que é preciso para se tornar uma lovemark?

Para Kevin Roberts, CEO Mundial da Saatchi & Saatchi, uma lovemark acontece e se consagra quando a empresa consegue estabelecer uma relação emocional com seus consumidores.

Roberts defende em seu livro “Lovemarks – O futuro além das marcas”, que as marcas perderam sua essência. “As marcas não conseguem se sobressair no mercado e lutam para se conectar com as pessoas”. Ele enumera seis razões para isto estar acontecendo:

1- As marcas estão gastas pelo excesso de uso.
2- As marcas não são mais um mistério.
3- As marcas não conseguem entender o consumidor.
4- As marcas brigam usando a boa e velha concorrência.
5- As marcas foram dominadas pela fórmula.
6- As marcas foram sufocadas por um conservadorismo sorrateiro.

Kevin afirma ainda que para sobreviverem, as grandes marcas precisam criar nos consumidores uma fidelidade além da razão. “Essa é a única forma de se diferenciarem dos milhões de marcas ‘insossas’ e sem perspectiva”.

E para você, o que é necessário para se tornar uma paixão entre os consumidores?

Fonte: HSM Global

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Campanha - Escreva o seu Futuro

Várias agências pelo mundo estão buscando conquistar a atenção do público com ações e filmes sobre o mundial. A Nike não ficou de fora e lançou a campanha mundial "White Your Future", onde apresentou um dos melhores vídeos até o momento.

No filme o telespectador observa as emoções e desdobramentos de lances de jogadores como: Ronaldinho Gaucho, Cristiano Ronaldo, Didier Drogba, Wayne Rooney, Fabio Cannavaro, Franck Ribery, Andres Iniesta,  Cesc Fabregas, Theo Walcott, entre outros. O vídeo também conta com uma participação especial do Homer Simpson!

A campanha tem 3'04'' de duração e foi dirigido pelo renomado diretor e produtor de Hollywood Alejandro Gonzalez.



quinta-feira, 29 de abril de 2010

Lady Gaga e a construção do branding lúdico

A cantora Lady Gaga é o atual fenômeno de marketing. A cantora tem uma legião de fãs fiéis que compram, seguem tendências ditadas pela diva e em troca são bajulados por Gaga, que sempre busca formas de criar uma relação de proximidade com o público.

Essa relação de troca foi transportada para o mundo das mídias sociais por David Kusek, que identificou alguns dos principais motivos que tem feito a cantora ser referência para muitos cantores.

1. Dê um nome aos fãs. Gaga não gosta da palavra "fã" de modo que ela chama os seus de "Little Monsters", nomeado após seu álbum "The Fame Monster". Ela até tatuou "monstrinhos" em seu braço e postou a foto no Twitter mostrar o amor que sente por seus fãs. Ao dar um nome ao grupo formal criou a possibilidade dos fãs se referirem uns aos outros, além de criar uma identificação no grupo.

2. Torná-lo algo maior que você. Durante sua turnê, Gaga recita um "Manifesto dos Little Monsters" (texto e video). Embora um pouco enigmática, ela demonstra a dedicação que tem aos seus fãs e o poder que eles tem em seu sucesso.

3. Desenvolver símbolos compartilhados. O site oficial dos "Little Monster" tem como saudação a monster claw (garra do monstro). Como todos os "little monster" sabem, a garra faz parte da coreografia da música "Bad Romance". Gaga conta a história de ver um fã em Boston cumprimentar outro fã com a mão em garra. Está saudação inclusive já é conhecida por pessoas como Oprah. Símbolos compartilhados permitem que aos fãs se identificar uns aos outros e se conectar.

4. Faça seus clientes sentir como estrelas do rock. Durante a turnê "Monster's Ball Gaga", grampeava o telefone do público e durante o show discava e chamava o fã para o palco. No final, o fã era convidado para tomar um drinque no camarim da cantora.

5. Aproveite a mídia social. Lady Gaga tem a página fã no Facebook (mais de 5 milhões de usuários) e Twitter (quase 3 milhões de seguidores), mas a forma como ela usa as redes que proporciona a lealdade dos seus seguidores. No Twitter, ela fez streaming da abertura do Grammy Awards. Ela também compartilha momentos da vida pessoal.

Artigo Original pode ser acessado no endereço: Future Of Music

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