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quarta-feira, 16 de julho de 2025

A Importância do Monitoramento de Redes Sociais como Base para a Análise de Sentimentos

O Monitoramento de Redes Sociais, frequentemente confundido com a simples coleta de dados ou com a própria Análise de Sentimentos, é, na verdade, um processo muito mais abrangente e estratégico. Ele envolve a escuta ativa e contínua das conversas online, permitindo a identificação de menções a marcas, produtos, temas ou indivíduos. É crucial destacar que o termo "Monitoramento de Redes Sociais" já não abrange a totalidade da técnica, que hoje se estende a sites, portais e todos os ambientes digitais onde o público interage.

Assim, além de compreender o contexto em que essas menções ocorrem, o Monitoramento não é apenas uma etapa inicial, mas a fundação sobre a qual todas as análises posteriores são construídas. Sem um monitoramento eficaz, a análise de sentimentos corre o risco de ser superficial, imprecisa e, no pior dos cenários, inútil. 

Planejamento e Objetivos do Monitoramento
O monitoramento de redes sociais pode ser definido como o processo de rastrear, coletar e analisar dados de plataformas de mídia social e/ou ambientes digitais, como reviews e sites de reclamação, para obter insights sobre o que as pessoas dizem sobre um determinado assunto. Os objetivos podem ser variados, e o ambiente de escuta será adaptado de acordo com a finalidade da análise. Entre os principais objetivos, destacam-se:

  • Identificação de tendências e tópicos emergentes: Compreender quais assuntos estão em alta e como eles se relacionam com o objeto de análise;
  • Pesquisa de mercado: Monitorar um segmento do mercado de forma mais ampla e generalista, buscando conhecer e entender o mercado (público, concorrentes, tendências e espaços de interação, além dos tipos de conteúdos públicos). Este tipo de monitoramento, juntamente com o de Conhecimento Público, é uma ferramenta essencial para campanhas políticas;
  • Conhecimento do público: Foco exclusivo em entender e conhecer o público-alvo que uma empresa ou campanha busca alcançar. O objetivo é identificar características, comportamentos, preferências e necessidades desse público.
  • Gestão da reputação da marca: Acompanhar a percepção pública sobre uma marca, produto ou serviço, identificando crises em potencial e oportunidades de engajamento.
  • Análise da concorrência: Monitorar o que está sendo dito sobre os concorrentes para identificar pontos fortes e fracos, bem como oportunidades de mercado.
  • Feedback do cliente: Coletar opiniões, sugestões e reclamações dos clientes em tempo real, permitindo respostas rápidas e melhorias contínuas.
  • Segmentação de público: Similar ao Conhecimento do público, mas com o intuito de aprofundar a compreensão sobre quem fala, sobre o quê, em quais plataformas e com qual linguagem. Esse conhecimento permite uma segmentação mais precisa e campanhas de marketing mais eficazes.


Quando a Base Está Errada, a Estratégia Também Está

As redes sociais são ecossistemas distintos, e cada uma abriga diferentes perfis, linguagens e comportamentos. O Twitter, por exemplo, concentra jornalistas, formadores de opinião e nichos políticos; o Instagram é dominado pela estética visual, influenciadores e lifestyle; o TikTok tem forte apelo entre as gerações mais novas e conteúdo instantâneo.

Ignorar essas características pode levar a distorções graves, como:
Escolha de Plataforma Incompatível: Coletar dados no Twitter para entender a percepção de uma campanha voltada a adolescentes é um desperdício de recursos e leva a conclusões incorretas. 

Viés de Perfil: Analisar sentimentos apenas de usuários engajados — que comentam, reagem ou compartilham — exclui consumidores silenciosos, que muitas vezes representam o maior contingente de clientes reais. 

Consequências Práticas:

  • Briefings publicitários baseados em percepções distorcidas;Decisões de produto pautadas por críticas exageradas vindas de pequenos grupos. 
  • Diagnósticos que omitem segmentos-chave da audiência. 

Empresas precisam questionar: de onde vêm os dados utilizados para embasar decisões estratégicas? Essa pergunta tem valor econômico e ético. 

A Responsabilidade Começa na Coleta?
O Monitoramento de Redes Sociais e a posterior Análise de Sentimentos não se iniciam com algoritmos ou com uma demanda sem planejamento. Eles começam com uma decisão fundamental: como e onde os dados serão coletados. Esse ponto define a legitimidade da análise, sua capacidade de transformar informação em inteligência e, sobretudo, o impacto que ela terá na tomada de decisões empresariais e políticas. 

Monitorar com responsabilidade, modelar com rigor e interpretar com senso crítico são os pilares de uma Análise de Sentimentos que merece esse nome. E para quem contrata esses serviços, as seguintes perguntas devem estar no topo da pauta: 

  • Existe um planejamento para o Monitoramento? 
  • Em qual base ele foi estruturado? 
  • Qual é a origem e representatividade da base de dados? 
  • Como ela foi definida e como legitima o público que será estudado? 
  • A amostragem foi modelada estatisticamente? 

Se houver quaisquer dúvidas ao responder a essas questões, é hora de acender o alerta — antes que os sentimentos transformados em gráficos levem o negócio por um caminho emocionalmente equivocado.

Esse foi um post com uma visão geral das bases para o Monitoramento. Embora, pareça um assunto desgastado por ser amplamente discutido em várias publicações e inclusive em artigos ditos “científicos”, é possível observar uma confusão é até mesmo uma sobreposição de finalidades. Por isso nos próximos posts vamos aprofundar em outros pontos, como Estratégias do Monitoramento, Impacto da LGPD no monitoramento, Automação do Monitoramento e como definir o tamanho da Base.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

O Monitoramento de Redes Sociais na Comunicação Institucional

Na última semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) paralisou uma ação "com pedido para declarar inconstitucional todo e qualquer ato da Secretaria Especial de Comunicação Social do Ministério das Comunicações de produção de relatórios de monitoramento sobre as atividades de parlamentares e jornalistas em suas redes sociais". Embora, não seja o objetivo apoiar ou criticar a atual gestão do Executivo, mas em alguns momentos existe a necessidade da imparcialidade para tentar entender o real problema.

O monitoramento de redes sociais é uma prática que tem seus primórdios no século passado, no tempo em que os blogs eram as únicas ferramentas de grande utilização do público. Na medida que novas redes foram surgindo e ganhando repercussão entre o público, elas passaram a ser utilizadas no monitoramento, cuja finalidade é ouvir a opinião do público sobre marcas, produtos e serviços.

Independente do nome ou forma que o serviço é realizado (automático ou manual), o princípio sempre vai ser de capturar o que está sendo falado, identificar a percepção do público, classificar esse público e construir uma matriz de influenciadores e detratores.

A identificação do tipo de opinião e/ou envolvimento do público sobre o item monitoramento, serve como um termômetro para observar. Enquanto, a matriz de influenciadores é um resultado mais refinado que vai possibilitar a criação de ações ou divulgação de atividades, mais alinhada com o público.

A comunicação institucional 2.0
Quem atuou em assessoria de imprensa ou comunicação institucional, antes das redes sociais, sabe a importância de uma boa agenda de contatos dentro dos principais veículos de mídia. Igualmente, pessoas que fossem reconhecidamente influenciadores entre os seus pares.

Com a internet e redes sociais essa realidade se manteve e foi amplificada. Agora, além de uma boa agenda de contatos, é necessário conhecer os jornalistas, influenciadores, detratores e todo o sistema que orbita uma marca, seja pública ou privada.

Dessa forma, com o monitoramento foi possível gerar matriz de influenciadores para ser mais assertivo com o envio de sugestões de pauta, envios de notas exclusivas e manutenção de relacionamento. Afinal, para que enviar uma nota exclusiva para um veículo totalmente crítico a sua marca e perder a oportunidade de ganhar um nota positiva em um veículo mais alinhado com o seu posicionamento? Ou como evitar a possibilidade de uma crise se não existe o acompanhamento dos principais detratores de uma marca?

Além disso, como o profissional de comunicação vai saber a repercussão de sua marca se não fizer um acompanhamento diário sobre o que é falado sobre o seu cliente? Isso é o clipping de papel que ganhou um novo formato e o conteúdo deixou de ser exclusivo de jornais e revistas, para incorporar blogs e redes sociais. 

As diversas faces do monitoramento
O problema com o processo no TSE é a falta de conhecimento sobre as atividades relacionadas aos monitoramento e a comunicação institucional. Embora com a interrupção do processo, cria-se a expectativa que seja para analisar realmente o que realmente está sendo julgado e a construção do entendimento de que o monitoramento é uma ferramenta com várias possibilidades, como:

  • Desenvolver estratégias de comunicação;
  • Suporte ao desenvolvimento do planejamento;
  • Criação de matrizes de influenciadores e detratores;
  • Acompanhamento das principais menções ao perfil, marca, assunto;
  • Identificação de oportunidades e ameaças;
  • Construção de bases de relacionamento;
  • Construção de bases de detratores;
  • Maximizar o alcance e disseminação de ações institucionais;
  • Avaliação da eficiência da comunicação e ações.

Essas são apenas algumas das várias possibilidades apresentadas pelo monitoramento das redes sociais. A busca de criminalizar a atividade, independente da sua utilização, é praticamente inviabilizar a atividade da comunicação institucional, ao mesmo tempo, será aberto um precedente perigoso onde todos os órgãos e empresas públicas serão passíveis de processos, afinal todos utilizam esse tipo de ferramenta para identificar os seus pontos positivos e críticos.

Além disso, um ponto que não pode ser esquecido, são os detratores que podem utilizar dessa decisão para a disseminação de fake news. Sem o monitoramento, uma notícia falsa somente será identificada quando for pautada por um grande veículo, enquanto isso, poderá ter atingido milhares de pessoas causando danos, possivelmente, irremediáveis para a atividade pública.

Em suma, o monitoramento nunca recebeu a atenção devida pelos legisladores, mesmo durante as discussões sobre a LGPD o assunto foi ignorado e agora sem nenhum debate público corre o risco de ser criminalizado. Em caso de prosseguimento da ação qual o impacto que ela poderá acarretar em assessorias de imprensa e comunicação? Será que o Supremo não deveria ter negado imediatamente a ação, pois ela trata de atribuições funcionais dos departamentos de comunicação públicos e/ou privados?




quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Pesquisa aponta descrença no Twitter como fonte de informação

Em pesquisa divulgada nesta terça-feira, 10/12, o DataSenado apresentaram o último levantamento sobre o uso das redes sociais pelos brasileiros. Apesar do conteúdo ter foco principalmente na questão política, foram realizadas perguntas da percepção do público sobre utilização de ambientes sociais como meio de informação, personalização de conteúdo, privacidade e mídia.
Fonte: DataSenado

Entre os destaques, que podem e devem ser considerados como pontos de atenção, está a utilização do WhatsApp como principal fonte de informação (79%), enquanto o Twitter (7%) aparece em último lugar, atrás do rádio (22%) e jornal impresso (8%). Porém, apesar da abrangência do WhatsApp, 62% dos entrevistados afirmaram que não acreditam nas redes sociais como mais confiáveis quando comparadas com o jornal ou a TV.

A pesquisa é um ótimo material para dar início a um planejamento. No entanto, apresenta pontos importantes como a forte adesão do público ao WhatsApp, mas uma grande descrença na veracidade das informações compartilhadas. Outro ponto de atenção é que esse tipo de estudo é apenas um panorama geral e não deve ser utilizado como verdade única para respaldar uma campanha, pois ele não reflete as particularidades e engajamento do público de diversos segmentos.

Pesquisa

Acesse a íntegra da pesquisa Redes Sociais, Notícias Falsas e Privacidade de Dados na Internet.


 

segunda-feira, 29 de julho de 2013

A internet em 60 segundos

Alguma vez você já percebeu que cada vez é mais difícil se concentrar em uma tarefa por um longo período de tempo? Mesmo se você está apenas passeando por álbum de fotos no Facebook, acompanhando o Twitter, lendo uma notícia, quando se dá conta percebe que está constantemente pulando por páginas e janelas aleatoriamente. Se você ainda não se identificou, pense quando surge aquela necessidade de se concentrar em algo que precisa ser feito e você se pega conversando com um amigo no Skype, enquanto finaliza o job. Enfim, aparentemente você não é o único e no infográfico abaixo é mostrado o que acontece em um minuto na internet. Com certeza o infográfico não vai ajudar a trazer a concentração perdida, mas já vai servir para mostrar que você e milhares de pessoas estão fazendo a mesma maratona digital.


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Os eventos de Mídias Sociais e Marketing Digital no segundo semestre

Quem perdeu os eventos e congressos do primeiro semestre do ano, ainda tem tempo de participar dos que estão marcados para o segundo semestre.

Os eventos estão divididos para todos os tipos de público (iniciante ao avançado) e bolsos (infelizmente, a agenda só tem um evento gratuito e vai acontecer em Belém).

Abaixo a lista dos eventos de Mídias Sociais e Marketing Digital que acontecem no segundo semestre de 2013. Alguns ainda não liberaram o site para inscrições, mas medida que abrirem será feito o update.


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Sua Majestade o Cliente

O Marketing Digital, talvez, seja a única área em que qualquer pessoa com um ano de experiência já é considerado especialista. Esse excesso de amadorismo, que remete aos tempos do sobrinho que sabia fazer ótimos sites, tem gerado trabalhos cada vez mais baseados em achismos e experiência pessoal, e bem menos nas reais necessidades do cliente ou respaldado por algum estudo. Os motivos para essa realidade estar se tornando comum é atua configuração do mercado que tem 80% das equipes formadas por profissionais junior, heavy user e estagiários, e pela síndrome do cliente ter sempre a razão.

Neste contexto, onde o que vale é manter a conta aliada com a necessidade de mostrar números positivos, mas com custos baixos e zero de preocupação com o valor que está sendo agregada a marca, quem tem despontado no mercado é o cliente que sempre, em qualquer época, em qualquer mídia, acreditou e acredita saber mais que os profissionais que atuam no setor, agora, ao observar que para segurar ele como cliente, todas as suas ideias, por mais absurdas, são aceitas, levadas a sério e ainda elogiadas. Eles passaram a se sentir gabaritados para ensinar o trabalho para quem atua no dia-a-dia.

O atual cliente, não importa se é um diretor ou coordenador de marketing, na maioria das vezes tem menos conhecimento, mas é repleto de certezas que acumulou depois de ler vários artigos dessas revistas para gestores e por também ser um usuário das redes sociais, mas fica a pergunta: alguém conhece um grande fazendeiro que aprendeu o trabalho jogando Farmville?

Novos paradigmas. Até pouco tempo o importante era conseguir convencer o cliente a investir no mercado digital. Agora o novo grande problema dentro das agências e educar o cliente que nem tudo que ele vê na página do concorrente pode ser aplicado a sua marca e que o importante não é a quantidade de likes no final do dia, mas sim o que vai ser convertido para a marca, seja na forma de engajamento ou vendas.

Embora, muitos "profissionais" tenham o hábito de afirmar que a quantidade de campanhas mediócres que assinam seja culpa única e exclusivamente do cliente, que já chega afirmando o que deseja e como quer que seja feito, muitas agências trabalham com o lema "o pedido do cliente é uma ordem" e esquecem que uma das obrigações principais quando se pega uma conta é a necessidade de avaliar, analisar, se respaldar em pesquisas reais e delinear a estratégia para não servir apenas para divulgar um produto.

Um pensamento que todo profissional deveria lembrar é que em algum momento todo o investimento vai precisar ser comprovado, nessa hora aqueles pedidos absurdos não conseguirão se transformados em números positivos, nem com a tortura dos números, nessa hora a agência vai perder o cliente e ter a sua imagem arranhada. Quem já esqueceu da agência paulista que depois de anos ainda é conhecida por colocar fakes para melhorar os números de suas ações?

Assim, além de trabalhar pensando não somente em uma ação pontual ou que o cliente é um chato que não aceita nenhuma sugestão porque tudo tem que ser feito da forma como ele quer, o importante é educar o cliente é ter uma relação direta e transparente, mesmo que em alguns momentos seja necessário falar um não.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Dashboard para acompanhamento de contas/clientes em mídias sociais

As dificuldades em acompanhar a evolução do cliente ou mesmo da própria empresa faz muitos profissionais perderem horas preciosas tentando arrumar soluções que possam circular dentro de todos os setores e que ao mesmo tempo sejam de fácil entendimento.

Para atender esse tipo de necessidade o aconselhável e ter um profissional que pense nesse tipo de solução alocado dentro da própria empresa, afinal as necessidades dos clientes e empresas são variadas. Entretanto, consegui compilar em uma planilha um Dashboard para o acompanhamento de metas e evolução do trabalho em ambientes digitais, com a possibilidade de se adaptar a várias realidades e segmentos.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Os principais eventos de Mídias Sociais e Marketing Digital em 2013



O ano de 2013 começou com uma longa agenda de eventos de marketing digital e mídias sociais para todos os bolsos e gostos. A principal novidade é que muitos eventos estão deixando o eixo Rio-São Paulo e vão promover edições itinerantes.

Com o crescimento da oferta o público cada vez mais tem a oportunidade de escolher qual evento  está mais alinhado com as suas necessidades profissionais e realizar uma rápida reciclagem, trocar experiências e além de possibilitar a gerar leads profissionais.

Abaixo a lista dos eventos de Mídias Sociais e Marketing Digital que acontecem no primeiro semestre de 2013. Alguns ainda não estão com a data fechada, mas na medida que acontecer a confirmação será feito um update.


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Pesquisa revela perfil do público em redes sociais


Em recente pesquisa da Pingdom que buscou traçar um perfil demográfico dos usuários de redes sociais foi constatado que as mulheres são maioria em 71% nas redes sociais. O universo analisado foi de 24 redes e nesses ambientes descobriu-se que as mulheres predominam 17 redes.

A pesquisa utilizou dados do Google Ad Planner e os teve como parâmetro os usuários de redes no Estados Unidos. Os que fizeram parte do estudo foram: Facebook , Twitter , LinkedIn , Pinterest , Tumblr , Reddit , Hacker News , Slashdot , Github , Stack



A Slashdot (rede agregadadora de notícias similar ao Dihitt) destaca-se como a maior rede com concentração masculina (87%), enquanto Pinterest - provavelmente para surpresa de ninguém - tem 79% de mulheres como público. Entretanto, quando se verifica o total de usuários que utilizam as redes sociais percebe-se que ambos os sexos estão praticamente empatados. No universo pesquisado a média de usuários é 48,75% homens e 51,25% mulheres.

Outras informações interessantes da pesquisa:

:: 71% das redes têm mais mulheres do que homens como usuários;
:: A maioria das redes de dominação masculina são focadas em tecnologia: Slashdot (87%), Hacker News (77%) e Stack Overflow (76%);
:: As mulheres predominam em: Pinterest (79%), Goodreads (70%) e Blogger (66%).


terça-feira, 31 de julho de 2012

Ferramentas ajudam a monitorar e mensurar atividades do Pinterest

O Pinterest conquistou rapidamente a atenção do público e de empresas. Segundo dados da Comscore, no mês de maio a rede teve 31,9 milhões de visitantes únicos. A sua taxa de replicação de conteúdos é de 80%, de acordo com um estudo realizado pelo RJMetrics. Juntas essas informações demonstram que além de ter uma excelente trâfego, a rede consegue gerar um alto indice de engajamento e perpetuação dos conteúdos postados.

Mesmo com esse crescimento vertiginoso o Pinterest tem a mesma deficiência de várias outras redes: falta um painel com números e estatísticas do público que utiliza e compartilha os conteúdos.

Para suprir essa necessidade já existe algumas aplicações que prometem ajudar o público a acompanhar a movimentação, engajamento e os trend topics do Pinterst.

Uma das formas de acompanhar a repercusão dentro do conteúdo publicado no Pinterest é acompanhar  o tráfego pelo Google Analytics, Woopra ou qualquer ferramenta similar. Dessa forma, é possível observar repercusão dos Pins, quais estão gerando maior trâfego e para serviços de e-commerce ainda é existe a possibilidade de criar funis para acompanhar o impacto das publicações na decisão de compra.

As principais ferramentas:
Pinterest Recent Activity Expander - Extensão pra o Chrome que permite acompanhar o que foi pinado ou repinado de um determinado perfil, diretamente no navegador;

PinReach - Um Pinterest Analytics que permite monitorar links de referência (repins, comentários, likes, etc.), medir a sua influência e acompanhar o Trending Topics de membros e Pins;

Pinerly - A ferramenta é uma das mais completas para o Pinterest. Alem de oferecer as informações básicas como: número de seguidores, likes e pins mais republicados. O Pinerly permite criar campanhas para serem veiculadas no Pinterest e oferece dados completos da repercussão. A ferramenta atualmente está em fase beta e para ter acesso é necessário esperar até uma semana, depois de efetuado o cadastro;

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Lançada a primeira ferramenta de monitoramento gratuita


Acaba de ser lançada mais uma ferramenta de monitoramento de mídias sociais. O "Idea Social Monitor" é uma aplicação similar as demais já existentes no mercado. O grande diferencial é o plano gratuito, ideal para pequenas empresas que estão entrando no mundo digital.

Entre as funcionalidades da ferramenta estão um sistema de classificação "inteligente", ou seja, o software promete apreender com o usuário como ele classifica as menções e depois de um determinado período o sistema faz toda a análise automaticamente; gerenciamento de redes e campanhas; relatórios com dados escolhidos pelo usuário, entre outros.

Em pouco mais de uma semana de testes a ferramenta demonstrou uma ótima estabilidade, sem lentidão e entregando tudo o que prometeu. Entretanto, vale ressaltar que monitoramento é inteligência empresarial e que a troca de ferramenta deve ser acompanhada por uma avaliação mínima de 30 dias e uma consulta profunda da política de privacidade e termos de uso.


Serviço
Planos: Possuí 4 tipos - O "Personal" é gratuito para o monitoramento de um projeto com o limite de 1.000 menções/mês e o mais caro é o "Agency" que permite a criação de projetos ilimitados e monitoramento de 100 mil menções/mês ao custo de R$ 5 mil.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Tese de mestrado analisa utilização das métricas sociais


Um dos primeiros estudos acadêmicos sobre a utilização das métricas em ambientes sociais foi defendida na Faculdade de Economia da Universidade do Porto. A pesquisa "Avaliação de métricas nos meios sociais digitais" foi realizada pela mestranda Teresa Jesus Oliveira Soares e teve como objetivo principal identificar como estava sendo a utilização das métricas no ambiente corporativo.

O estudo é uma contribuição importante para a área que cada vez mais necessita de suporte teórico. Exatamente essa falta ou baixa representatividade teórica levou a pesquisadora a optar por um estudo empírico com empresas portuguesas.

Entretanto, essa dificuldade em encontrar respaldo científico favoreceu o estudo. A autora conseguiu se apropriar do pensamento de teóricos que estudam os ambientes sociais e métricas no marketing e aplicar na sua pesquisa.

Essa, talvez, seja a principal contribuição para o debate sobre o assunto: o encadeamento de vários pensamentos para respaldar a pesquisa e demonstrar como foi a evolução da mensuração dos resultados das métricas tradicionais para as sociais.

Pesquisa. O trabalho em si deixa a desejar apenas no quesito universo analisado. Foram ouvidas 54 empresas com faturamento anual superior a um milhão de euros. Amostragem pequena para discutir um novo conceito de medição, mas que não invalida o produto final: as conclusões obtidas durante a pesquisa.

Entre as várias constatações as três principais são: preferência das empresas em utilizar ferramentas gratuitas com foco essencialmente quantitativa; utilização dos resultados no desenvolvimento de novas estratégias de comunicação e a baixa percepção que as ferramentas de monitoramento também servem como importante forma de construir um benchmark dos concorrentes.

O pesquisa completa pode ser acessada na biblioteca virtual da Faculdade: Repositório de teses
Endereço direto para do pdf para download: Avaliação de métricas nos meios sociais digitais


terça-feira, 20 de março de 2012

Comscore divulga relatório anual sobre a utilização de internet no Brasil


A comScore divulgou o seu relatório anual "2012 Brazil Digital Future in Focus" sobre as principais tendências digitais no Brasil em 2011 e as possíveis implicações dos resultados para o ano. O estudo examina como as tendências mais importantes em mídias sociais, vídeos online, publicidade digital, internet móvel e busca estão definindo o mercado atual e de que modo devem influenciar as ações do mercado durante o ano.

Para Alex Banks, diretor da comScore no Brasil “As mídias digitais alcançaram um novo patamar no Brasil em 2011, impulsionadas por atividades como redes sociais, busca, vídeos e compras online, mostrando cada vez mais consumidores se voltando para a web e gastando uma parte cada vez maior de seu tempo com conteúdo digital”.

O estudo trás dados importantes sobre o mercado digital brasileiro, mas vale lembrar que a medição não contempla a navegação e/ou utilização de computadores em lan house, ainda a principal forma de acesso a grande rede pelas classes C e D. A mensuração desse público pode influenciar e modificar toda essa percepção de utilização das redes.

Alguns dos importantes insights do estudo "2012 Brazil Digital Future in Focus" são:

  • O Brasil é o 7º maior mercado de internet no mundo, com um público de 46,3 milhões de visitantes de 15 anos ou mais que acessam a internet pelo computador de casa ou do trabalho. O número de usuários aumentou 16% em relação ao ano anterior. A população online da América Latina cresceu mais rapidamente que em qualquer outra região em 2011: 16% de aumento, chegando a 129,3 milhões em dezembro de 2011.
  • Os brasileiros passaram em média 26,7 horas online em dezembro de 2011, um aumento de 10% em relação ao ano anterior (equivalente a mais de 2 horas). Os portais foram a atividade online que gerou mais engajamento, com 39,2% do total de minutos em dezembro de 2011, seguidos pelas redes sociais, com 23% – um crescimento de 6,3 pontos percentuais no ano.
  • O Facebook ultrapassou o Orkut em dezembro de 2011, tomando a dianteira entre os destinos de redes sociais no Brasil com 36,1 milhões de visitantes, um aumento de 192% em relação ao ano anterior. O Facebook também foi o site que gerou mais engajamento entre as redes sociais: em dezembro de 2011 os visitantes passaram em média 4,8 horas no site, enquanto no ano anterior a média foi de 37 minutos.
  • Em dezembro de 2011, os brasileiros viram mais de 4,7 bilhões de vídeos online, um aumento de 74% em relação a 2010. O crescimento foi impulsionado por um aumento de 19% em visitantes únicos e de 46% em vídeos por visitante, e ver vídeos se consolidou como uma das atividades online mais importantes.
  • Aquecida pelas compras de final de ano, a visitação de sites de comércio online aumentou 30%, mostrando cada vez mais consumidores na América Latina se voltando para a web na busca e compra de produtos e serviços. Entre as categorias de comércio, Comparação de Preços teve a maior penetração no Brasil, com mais de 1 em cada 3 usuários acessando sites da categoria em dezembro de 2011.
  • 6,9 bilhões de buscas online foram feitas no Brasil em dezembro de 2011, um aumento de 37% em relação ao ano anterior. As buscas tiveram um pico em outubro e novembro, estimuladas por pesquisas relacionadas às compras de final de ano.
  • O mercado de publicidade digital brasileiro continua crescendo. Em dezembro de 2011, 62,9 bilhões de impressões foram veiculadas online no Brasil, alcançando 50,8 milhões de usuários da internet. A Netshoes foi o anunciante líder no mercado, enquanto o Facebook foi o maior publisher no país.
  • Celulares e tablets continuam a mudar o panorama digital, respondendo por 1,5% de todo o tráfego digital no Brasil em dezembro de 2011. Desse total de atividade, mais de 42% das pageviews foram originadas em tablets.





sábado, 11 de fevereiro de 2012

Descubra os segredos das métricas em redes sociais


Com a popularização das mídias sociais, o mercado cada vez mais busca formas de mensurar, qualificar e quantificar as atividades do público dentro das redes sociais. Entretanto, existe um grande vácuo em referências para respaldar o trabalho feito pelos profissionais de métricas sociais.

As referências existentes até o começo do ano eram todas estrangeiras ou papers dos profissionais que já estão no mercado há alguns anos. Mas, o mercado parece que está passando por uma transformação e no começo desse ano já foi lançado o livro "Para entender o monitoramento de mídiassociais" e agora saiu a edição traduzida do livro "Social MediaMetrics", de Jim Sterne.

O livro Métricas em mídias sociais - Como medir e aperfeiçoaros seus investimentos em marketing tem como foco a medição do resultado e traz técnicas e estratégias para as empresas que desejam ampliar sua presença em mídias online de compartilhamento e relacionamento.

Sterne descreve em seu livro destaca muitos exemplos de métricas que são úteis para orientar a atuação em redes sociais, blogues, microblogues e todo tipo de mídia online de compartilhamento e relacionamento. Ainda tenta mostrar a importância das mídias sociais num momento em que as empresas se tornam mais vulneráveis às opiniões e necessidades de seus clientes.

Para os profissionais da área ou os interessados no assunto é preciso tomar cuidado. O livro tem o seu valor como material de pesquisa, mas os exemplos são focados no mercado americano. A maior parte do conteúdo precisa ser trabalhado e adaptado a realidade do mercado brasileiro. Entretanto, esses pequenos detalhes não desqualificam a obra, muito pelo contrário, é uma ótima oportunidade de aprimorar os conhecimentos e para os que está chegando no mercado descobrir como mensurar campanhas em redes sociais.

Serviço
Editora: Nobel
Preço: R$ 55,90
O autor: Jim Sterne e autor com 25 anos de carreira, Sterne foi nomeado uma das 50 pessoas mais influentes em marketing digital pela revista britânica Revolution, é produtor da eMetrics Marketing OptimizationSummits e co-fundador e presidente da Web Analytics Association.


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Mercado de métricas em expansão exige profissionais qualificados


Há dois anos colocar no currículo ou nos perfis das redes sociais que era "analista de mídias sociais" era sinal de "status", mas a profissão foi banalizada pelo incontável número de oportunistas que só por ter um perfil nas redes sociais mais importantes se intitulavam como profissionais.

O mercado cresceu, as empresas perceberam a necessidade de ter bons profissionais, lógico que ainda existem vários pseudo-profissionais se vendendo como especialistas, e a necessidade de se destacar no grupo persistiu. Com necessidade de massagear o ego o novo modismo e se vender como profissional de métricas.

Um incontável número de profissionais, correção: oportunistas, se vendem como especialistas em métricas. O reflexo pode ser visto em anúncios que buscam profissionais híbridos, que façam, entendam de mídias sociais e por fora consigam entender as métricas que envolvam todo o processo.

Hoje, é possível encontrar esses fakes nos vários postos dentro de empresas e agências: do mais júnior, passando por especialistas até chegar aos gestores. Em todos os casos essas pessoas nunca chegaram nem perto de uma ferramenta de monitoramento, acreditam que sabem como ler dados do analytics só por ter acesso e não se sentem intimidados em falar do novo insights do Facebook baseado no senso comum.

Vida curta aos oportunistas
O cenário pode demonstrar que o mercado está destinado a mediocridade, felizmente, a mesma arrogância que levou esses oportunistas a um cargo de gerência é a mesma que derruba, com os constantes erros, com as ánalises duvidosas e relatórios onde somente os números positivos são apresentados, acaba por colocar eles para fora do mercado.

Grandes, médias e pequenas empresas cada vez mais exigem dados precisos, ao mesmo tempo em que buscam pessoas qualificadas. Mesmo que em um primeiro momento esses híbridos consigam entrar com os seus jargões ou frases de efeito, no dia-a-dia sua mediocridade os denúncia como fraudes.

Apesar de esse post começar com um tom negativo. O futuro para os profissionais de métricas está em franca expansão. Se traçarmos um paralelo com os profissionais do direito podemos afirmar que por mais que o profissional entenda de leis é necessário a especialização em uma área, mesmo se o sonho seja ir para o Supremo Tribunal Federal. O mesmo vale para o mundo virtual. Hoje o mercado busca profissionais capazes de gerenciar equipes específicas deixando apenas para cargos de diretoria a missão de comandar equipes múltiplas, pois sabem que o impacto financeiro não compensa arriscar com um "profissional" sem experiência.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Qual é o seu perfil digigráfico?


A DM9DDB divulgou um documentário, dividido em seis partes, onde trás um novo conceito para a forma de classificar o consumidor nos ambientes digitais. O estudo, que recebeu o nome de Perfis Digigráficos, postula que que as mudanças trazidas pelo digital pouco ou nada tem a ver com sexo, idade ou classe social, mas sim com três novos critérios:

  • Quanto e como as pessoas utilizam os recursos e equipamentos de tecnologia em sua vida.
  • Quais são as intenções que elas têm ao consumir os diversos produtos digitais.
  • Quanto os recursos digitais servem para moldar sua própria identidade.


Com base nesses três parâmetros o mundo digital perde a classificação convencional, como demografia ou mesmo perfis psicográficos e passa a ser definido por cinco tipos de perfis, que ganharam o apelido de perfis digigráficos. São eles:

Imersos: Tiveram parte de sua identidade definida a partir da tecnologia. Com ela, conseguiram “se encontrar”, definir melhor seus interesses e estabelecer melhores vínculos com o mundo. Suas personalidades e identidades foram definidas pela era digital, que os permitiu dar vida a mais personas.

Ferramentados: Recorrem à tecnologia para agilizar as tarefas, mas não a idolatram.
A tecnologia os ajuda nas tarefas cotidianas, facilitam suas vidas. Mas não dependem delas nem são definidos por elas .Esse grupo é um exemplo de como as pessoas redefiniram a maneira como se relacionam com família, escolas, empresas e governo.

Fascinados: Querem parecer modernos e tecnológicos. Para eles, computadores, gadgets e hábitos da Era Digital são ícones da modernidade – e consumir essas novidades os ajuda a atestar que são antenados. Eles são um excelente exemplo de como o relacionamento com os outros foi bastante modificado.

Emparelhados: A tecnologia é fundamental para pôr em prática os projetos da vida.
Eles enxergam a tecnologia como a grande companheira para fazer o dia a dia acontecer. Sem ela, a vida fica extremamente complicada. Para este grupo, as máquinas são como uma extensão do seu corpo, potencializando suas capacidades humanas.

Evoluídos: O universo das máquinas e da tecnologia é seu habitat. Esses são as crianças e os adolescentes que já nasceram adaptados e estão crescendo no mundo digital. Não conheceram o mundo pré-digital.

Se esse novo tipo de classificação vai virar padrão para o público, ainda é cedo, principalmente por derrubar conceitos e teorias já amplamente estudas. Se vai virar material acadêmico, isso podemos ter certeza. No atual mundo acadêmico qualquer "estudo" sem comprovação científica é usado para respaldar trabalhos igualmente duvidosos.

Em resumo, a Agência e a Vox Pesquisas, contratada para o processo de investigação do estudo, conseguiram produzir um excelente material visual, entretanto no final fica aquela sensação de como chegaram a esses perfis, qual metodologia que foi utilizada, quais parâmetros e públicos foram acompanhados durante a realização do estudo? São várias perguntas que ficaram sem respostas e que no final acabam por desqualificar o material como estudo e tornando ele apenas promocional para os serviço prestados pela DM9DDB.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Lançada a primeira ferramenta para medir o Google+


O Google+ (G+) é uma rede que nasceu para ser um fracasso, pois tem entraves simples, que poderiam ser facilmente resolvidos como: personalização da URL, ambiente mais amigável para o grande público, facilidade de dispersão do conteúdo para outras redes e métricas mais amigáveis para o mercado.

Mesmo com tantos pontos negativos, ao longo dos meses o G+ tem demonstrado capacidade de atrair público e gerar engajamento. Essa movimentação e demonstração que a rede está começando a ganhar destaque no mercado publicitário não foram suficientes para o lançamento de métricas capazes de medir a influência dos utilizadores dentro da rede e replicação do conteúdo.

Para atender essa brecha do mercado  +Gerwin Sturm, criou o "All My Plus" uma API que lê as informações de qualquer perfil público e transforma esses dados em relatórios com possibilidade de acompanhar os números de comentários, posts marcados com +1', compartilhamentos, estatísticas do compartilhamento do número de fotos, vídeos e links. Além gerar gráficos classificados por hora, dia e semana, entre outros.

Os pontos negativos são a impossibilidade de analisar vários perfis simultaneamente, ser necessário copiar e colar o ID de cada usuário (não existem buscas por nomes) é a não exportar os dados.Entretanto, a falta dessas informações não impede da ferramenta ser o pontapé inicial para o desenvolvimento de futuras aplicações que ofereçam métricas sobre a rede.

Integração com o analytics. A Google não demonstrou nenhum movimento que sinalizasse o lançamento de um insights ou analytics específico para a rede. Se for levado em consideração os produtos da empresa, entre eles o agonizante Orkut, não deve-se esperar por qualquer melhoria nesse sentido. Um dos motivos é a tentativa de integrar o G+ com o Google Analytics.

O mercado de redes sociais tem necessidades que ainda o Analytics não tem condições de atender. As ferramentas de monitoramento no mercado também ignoram o G+, talvez um reflexo dos últimos fracassos Google como o Wave e o Plus, mas o lançamento do All My Plus é uma demonstração que existe possibilidade de criação de ferramentas e o monitoramento da rede. Assim, enquanto não surge nenhuma outra ferramenta mais completa a API de Gerwin vai reinar absoluta.

Para os nerds de plantão, Gerwin disponibilizou o código da API que pode facilmente ser adaptado para uma ferramenta de monitoramento ou até mesmo aperfeiçoado para um produto mais robusto e com mais funcionalidades.

Link para o All My Plus: http://www.allmyplus.com/


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

E-book: Para Entender o Monitoramento de Mídias Sociais


Chegou as redes o primeiro livro brasileiro que busca desvendar e/ou explicar o monitoramento das mídias sociais. A área surgiu e ganhou importância nos últimos anos graças ao intenso uso que milhões de pessoas e a necessidade de empresas e marcas entender e atender o público que interage nos ambientes digitais.

O e-book “Para Entender o Monitoramento de Mídias Sociais” foi organizado por Tarcízio Silva, analista e pesquisador de monitoramento, e trás textos de 27 autores brasileiros que fazem e pensam o monitoramento de mídias sociais,

O formato foi inspirado nos e-books “Para Entender a Internet” e “Para Entender as Mídias Sociais”, que movimentaram a web brasileira nos últimos anos. Entre os autores estão presentes analistas, coordenadores e diretores de agências e departamentos de mídias sociais, desenvolvedores de ferramentas e softwares, professores, pesquisadores acadêmicos e gerentes de marketing e comunicação de grandes empresas.

A publicação abrange uma ampla gama de tópicos relevantes para a compreensão do monitoramento de mídias sociais: Informação; Reputação; Análise de Sentimento; SAC; Profissionais; ROI; Relevância; Monitoramento; Mensuração; Inteligência Artificial; Gestão de Crises; Classificação; Geolocalização; Conteúdo; Netnografia; Softwares Plenos; Perfis; Opinião Pública; Convergência; SEO; Visualização; e Gestão do Conhecimento.

domingo, 25 de dezembro de 2011

64% do público online quer um "namorado" de natal


Papai Noel teve trabalho extra nesse natal para agradar uma legião de altinhos que acreditam nos dons de santo casamenteiro do bom velhinho.

Essa conclusão foi baseada  em um monitoramento realizado entre os dias 16/12 a 22/12, no Twitter. Nesse período foram ouvidos 2.863 menções sendo que 64% foi de pessoas pedindo um namorado, contra  36% que tinham a vontade de arrumar uma namorada.

Desse grupo que utilizou o Twitter como "meia" para depositar o seu desejo, 35% eram rapazes que nutriam a vontade de encontrar debaixo da árvore, embrulhado para presente, um "namorado". Isso mesmo, os rapazes chegaram ao final do ano mais carentes, resolvidos e decidiram arriscar nas redes sociais para começar 2012 com um novo amor.

Com tanta estatística falando que existem mais mulheres que homens solteiros no país, as moças resolveram não arriscar e também foram ao Twitter pedir namorado, mas somente para trocar o modelo e antigo por um novo.

Exatamente, as mulheres esqueceram um pouco do romantismo e as que relataram ter o desejo de trocar o modelo antigo por um novo representou 17% das menções realizadas pelas mulheres. O modelo de homem mais cobiçado pelas mulheres é  namorado da amiga que foi usado como exemplo por 28% das meninas que desejam conquistar um novo amor nesse final de ano.


Essas percepções do público foram obtidas por meio de um monitoramento que consistiu em acompanhar quatro tipos de menções realizadas espontaneamente pelo público que utiliza Twitter:

  • Quero namorado de natal – 1.133 menções
  • Quero namorada de natal – 720 menções
  • Quero namorado no natal – 689 menções
  • Quero namorada no natal – 321 menções


Eu sou um potencial consumidor. Esse acompanhamento com grupos de palavras específicas também permite uma outra leitura. Basta esquecer o lado lúdico, a falta sensação de liberdade que as redes sociais oferecem e com a possibilidade de falar sobre tudo para todos foi possível observar que de todas as pessoas que registraram seu desejo de um novo amor, nenhuma teve interação de marcas ou perfis corporativos.

Os três principais motivos que fazem as empresas não saber como trabalhar com o público online:

  • O mercado ainda engatinha quando o assunto é fazer marketing de relacionamento;
  • Existe uma total falta de conhecimento do poder de consumo do publico online;
  • As empresas ainda trabalham com um forte pensamento no marketing tradicional e não conseguem vislumbrar outras formas de conquistar e engajar o público online.


O público que poderia ter sido atingido com micros ações iria proporcionar um retorno superior as campanhas tradicionais. Em uma simulação de retorno e alcance para uma ação com esse grupo de pessoas, uma empresa teria como resultado médio uma base de 300 novos consumidores fidelizados e impacto de primeira ordem em mais de 250 mil pessoas.

Os números acima mostram que oportunidades para a realização de bons negócios utilizando as redes sociais existem, no entanto é necessário que as empresas resolvam sair da sua zona de conforto e primeiro conhecer o público que está nas redes sociais, para em seguida conseguir realizar campanhas micros para um público macro.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Nielsen divulga pesquisa de utilização das redes sociais

O Instituto Nielsen divulgou o mais recente levantamento de utilização das redes sociais nos EUA. Embora restrito ao mercado americano o estudo trás excelentes insights de como o público está utilizando as redes sociais.

A influência das redes no dia-a-dia do público é a principal característica do relatório que demonstra como as marcas possuem forte influência e mais seguidores do que celebridades. No levantamento de utilização das redes o Blogger aparece em segundo e no quarto lugar está o Myspace, na frende de redes como LinkedIn e Tumblr.

Algumas conclusões do relatório
1. Redes sociais continuam a dominar tempo on-line e agora representam quase um quarto do tempo total gasto na internet;

2. As redes sociais têm crescido rapidamente. Hoje quase 4 em cada 5 usuários de internet ativos visita redes sociais;

3. Os americanos gastam mais tempo no Facebook do que em qualquer outro site;

4. Cerca de 40% dos usuários de mídia social acessam suas redes por meio de dispositivos móveis;

5. Aplicativos de redes sociais e a terceira aplicação mais popular para proprietários de smartphone;

6. 53% dos usuários adultos seguem uma marca;

7. 32% dos usuários adultos segue uma celebridade;

O link para a pesquisa completa: The state of the media: Social Media Report Q3

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