Skrol

Mostrando postagens com marcador Monitoramento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Monitoramento. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

O Monitoramento de Redes Sociais na Comunicação Institucional

Na última semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) paralisou uma ação "com pedido para declarar inconstitucional todo e qualquer ato da Secretaria Especial de Comunicação Social do Ministério das Comunicações de produção de relatórios de monitoramento sobre as atividades de parlamentares e jornalistas em suas redes sociais". Embora, não seja o objetivo apoiar ou criticar a atual gestão do Executivo, mas em alguns momentos existe a necessidade da imparcialidade para tentar entender o real problema.

O monitoramento de redes sociais é uma prática que tem seus primórdios no século passado, no tempo em que os blogs eram as únicas ferramentas de grande utilização do público. Na medida que novas redes foram surgindo e ganhando repercussão entre o público, elas passaram a ser utilizadas no monitoramento, cuja finalidade é ouvir a opinião do público sobre marcas, produtos e serviços.

Independente do nome ou forma que o serviço é realizado (automático ou manual), o princípio sempre vai ser de capturar o que está sendo falado, identificar a percepção do público, classificar esse público e construir uma matriz de influenciadores e detratores.

A identificação do tipo de opinião e/ou envolvimento do público sobre o item monitoramento, serve como um termômetro para observar. Enquanto, a matriz de influenciadores é um resultado mais refinado que vai possibilitar a criação de ações ou divulgação de atividades, mais alinhada com o público.

A comunicação institucional 2.0
Quem atuou em assessoria de imprensa ou comunicação institucional, antes das redes sociais, sabe a importância de uma boa agenda de contatos dentro dos principais veículos de mídia. Igualmente, pessoas que fossem reconhecidamente influenciadores entre os seus pares.

Com a internet e redes sociais essa realidade se manteve e foi amplificada. Agora, além de uma boa agenda de contatos, é necessário conhecer os jornalistas, influenciadores, detratores e todo o sistema que orbita uma marca, seja pública ou privada.

Dessa forma, com o monitoramento foi possível gerar matriz de influenciadores para ser mais assertivo com o envio de sugestões de pauta, envios de notas exclusivas e manutenção de relacionamento. Afinal, para que enviar uma nota exclusiva para um veículo totalmente crítico a sua marca e perder a oportunidade de ganhar um nota positiva em um veículo mais alinhado com o seu posicionamento? Ou como evitar a possibilidade de uma crise se não existe o acompanhamento dos principais detratores de uma marca?

Além disso, como o profissional de comunicação vai saber a repercussão de sua marca se não fizer um acompanhamento diário sobre o que é falado sobre o seu cliente? Isso é o clipping de papel que ganhou um novo formato e o conteúdo deixou de ser exclusivo de jornais e revistas, para incorporar blogs e redes sociais. 

As diversas faces do monitoramento
O problema com o processo no TSE é a falta de conhecimento sobre as atividades relacionadas aos monitoramento e a comunicação institucional. Embora com a interrupção do processo, cria-se a expectativa que seja para analisar realmente o que realmente está sendo julgado e a construção do entendimento de que o monitoramento é uma ferramenta com várias possibilidades, como:

  • Desenvolver estratégias de comunicação;
  • Suporte ao desenvolvimento do planejamento;
  • Criação de matrizes de influenciadores e detratores;
  • Acompanhamento das principais menções ao perfil, marca, assunto;
  • Identificação de oportunidades e ameaças;
  • Construção de bases de relacionamento;
  • Construção de bases de detratores;
  • Maximizar o alcance e disseminação de ações institucionais;
  • Avaliação da eficiência da comunicação e ações.

Essas são apenas algumas das várias possibilidades apresentadas pelo monitoramento das redes sociais. A busca de criminalizar a atividade, independente da sua utilização, é praticamente inviabilizar a atividade da comunicação institucional, ao mesmo tempo, será aberto um precedente perigoso onde todos os órgãos e empresas públicas serão passíveis de processos, afinal todos utilizam esse tipo de ferramenta para identificar os seus pontos positivos e críticos.

Além disso, um ponto que não pode ser esquecido, são os detratores que podem utilizar dessa decisão para a disseminação de fake news. Sem o monitoramento, uma notícia falsa somente será identificada quando for pautada por um grande veículo, enquanto isso, poderá ter atingido milhares de pessoas causando danos, possivelmente, irremediáveis para a atividade pública.

Em suma, o monitoramento nunca recebeu a atenção devida pelos legisladores, mesmo durante as discussões sobre a LGPD o assunto foi ignorado e agora sem nenhum debate público corre o risco de ser criminalizado. Em caso de prosseguimento da ação qual o impacto que ela poderá acarretar em assessorias de imprensa e comunicação? Será que o Supremo não deveria ter negado imediatamente a ação, pois ela trata de atribuições funcionais dos departamentos de comunicação públicos e/ou privados?




domingo, 7 de agosto de 2016

Pesquisa: Profissional de inteligência de mídias sociais no mercado brasileiro

Iniciada em 2011, a pesquisa "Profissionais de Inteligência de Mídias Sociais" chega a sua sexta edição e busca reunir informações sobre os profissionais e o mercado de inteligência de mídias sociais (métricas, monitoramento, analytics, etc) no Brasil. Os dados podem servir de insumo para profissionais, agências, ferramentas e clientes.

Alguns insights da última pesquisa mostraram que 84% dos profissionais ainda chegam sem nenhuma experiência nas empresas ou agências e aprendem na prática diária o trabalho com a classificação de sentimentos e 42% dos participantes da pesquisa responderam que dividem a tarefa de monitoramento com outras atividades.

O resultado da pesquisa será divulgado no dia 26 de novembro de 2016, no slideshare da Ana Claudia Zandavalle (Amnet Group), atual responsável pela pesquisa. Os dados compartilhados no formulário serão utilizados apenas para traçar um perfil do mercado.

O link para participar da pesquisa: http://bit.ly/6PesquisaInteligencia

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Lançado o primeiro analytics para Snapchat

Em um mercado cada vez mais exigente (ou refém?) de dados o Snapchat se destacava por, ainda, não ter um meio eficiente para mensurar os resultados das campanhas. Entretanto, essa realidade começou a mudar com a chegada do Snaplytics.

A ferramenta dinamarquesa lançada em abril chegou ao mercado oferecendo as principais métricas para quem busca fazer uma campanha ou para quem deseja saber como está o desempenho da conta no Snapchat. Entre os dados capturados pelo Snaplytics estão: taxa de visualização, número de prints, horários de visualização, dias com maior taxa de cliques, peças com maior engajamento, entre outros.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Ferramentas de gerenciamento e avaliação de desempenho do Pinterest

O Pinterest acabou de completar cinco anos de existência e já figura entre as grandes ferramentas que atraem a atenção de empresas e publicitários. Um dos motivos pode ser os 70 milhões ativos ou por nesse curto espaço de tempo já ter acumulado mais de 30 bilhões de conteúdos postados.

Com tantas redes disputando cada vez mais a atenção do usuário, o Pinterest tinha tudo para ser apenas mais uma, mas caiu nas graças, principalmente, do público feminino e atualmente, os visitantes da rede são mais propensos a fazer compras online e gastar duas vezes mais que os usuários do Facebook.

Com essas peculiaridades o mercado já disponibilizou  ferramentas que permitem automatizar a gestão de conteúdo, promoções e análise de resultados.

Confira abaixo algumas:

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

O ainda mito do monitoramento por geolocalização


Márcio, um rapaz com idade entre 20 e 25 anos, é morador da periferia e trabalha na região do Centro. No último dia 6, ele deu sorte no Tinder e conseguiu um encontro em um bairro próximo ao seu trabalho. Para saber qual era o caminho, simulou o trajeto no Waze e depois pediu um táxi pelo Easy Taxi. Já no bar, enquanto esperava o seu encontro, aproveitou para postar uma foto no Instagram que foi automaticamente publicada no Facebook.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O monitoramento das redes sociais na mira da lei

Art. 5o (...):
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;

Art. 21. A vida privada da pessoa natural é inviolável, e o juiz, a requerimento do interessado, adotará as providências necessárias para impedir ou fazer cessar ato contrário a esta norma.


Os dois artigos foram extraídos da Constituição brasileira, a lei máxima, o ponto de partida de todas as leis, o amparo legal para qualquer cidadão brasileiro. Por esses princípios o monitoramento de redes sociais, serviço comum e oferecido por quase todas as agências é uma prática ilegal por armazenar sem aviso prévio ao interessado que informações particulares estão sendo mantidas em banco de dados e esse conteúdo depois de catalogado vai gerar lucros para terceiros.

A constatação descrita acima foi possível depois de um mês conversando com vários profissionais da área jurícida foi possível traçar um panorama de como o serviço pode ser enquadrado pela legislação brasileira, mesmo na ausência de leis específicas como aconteceu nos casos de Xuxa Meneghel x Google, Daniela Cicarelly x Youtube, Carolina Dickmann x Google e o mais atual Nissin Ourfali x Youtube.

As denúncias e processos foram casos específicos de divulgação de conteúdo não autorizado, mas, ao mesmo tempo, demonstra a flexibilidade do judiciário ao estender seus braços para dentro dos invisíveis muros virtuais da internet.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Tudo o que você queria saber sobre monitoramento mas tinha medo de perguntar

Diariamente eu respondo vários emails de pessoas buscam os caminhos para trabalhar com monitoramento e métricas sociais. Em comum todos, em algum momento, me perguntam qual o melhor curso para apreender e conseguir uma boa colocação no mercado.  As respostas são sempre estudar, ser heavy user de redes sociais e buscar conhecer o máximo possível da área.

As empresas também não ficam atrás e sempre surge algum empresário querendo desenvolver a área na empresa e ou agência. As perguntas básicas são sempre as mesmas: se eu "comprei" uma ferramenta porque vou precisar pagar caro para um pessoa mexer? Por quê não posso usar um estagiário ou passar a função para outro funcionário?

Por causa de perguntas como essa listei as repostas para as principais dúvidas sobre a área de monitoramento e métricas sociais. Lógico, a área e grande e poderia ser escrito um livro somente para explicar cada parte do trabalho, mas acredito que assim posso ajudar a desmitificar as dúvidas mais comuns.

compartilhar

Posts relacionados