Em meio a uma infinidade de obscuras métricas, altmetricas e fator de impacto, quantas pessoas realmente utilizam um documento científico?
O resultado? Um dos anos analisados: 2018, entregou uma discrepância tão grande entre visualizações e downloads que chega a ser constrangedora. Além disso, foi identificado que a maioria de quem só visualiza nunca avança para o download. Quem baixa, em grande parte, está na graduação ou no mestrado, ou seja, o público mais esperado, não necessariamente é o que vai citar.
Mas aí é que vem o questionamento: será que todo artigo tem como único objetivo gerar citação? Ou ser consumido por futuros pesquisadores, mesmo que não citem imediatamente? Qual o valor ou relevância de dos atuais indicadores se não conseguem medir ou qualificar esse tipo de ação?
Diante de tantos questionamentos, no fim, a pergunta que fica é: quem é, de fato, o público consumidor?No entanto, mesmo que se tenha um objetivo claro desse público novos questionamentos emergem, como a aferição ou medição do uso (impacto) é a mais apropriada quando se observa esse tipo de consumo? Ou as atuais métricas estão buscando medir algo que está mascarado ou sub-inventariado devido a outros tipos de uso do produto (documento científico)?
Para quem trabalha, pesquisa a comunicação científica, a edição de periódicos ou o próprio modelo de consumo de documentos científicos, essa leitura pode não mudar a forma como você olha para as Métricas Científicas, mas vai abrir um novo horizonte que ainda é pouco explorado.
👉 Confira o artigo "Métricas do Marketing como ferramenta de análise da produção científica" e deixe nos comentários qual foi ou foram as suas conclusões.

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